14 de abr de 2010

Zazá II, Faruk, Julia e Duquesa - os amores pequeninos

Os três filhotes da Sortuda e Duquesa, que chegou lá em casa já aproveitando a onda das tetas cheias de leite e de uma gata-mãe com muito amor para dar.

Zazá II era uma tricolorzinha com fundo negro, vários rajados dourados e as quatro patinhas brancas, além de um sinal no rosto e um coração branco no peito. Muito lindinha, mas desde o primeiro dia de vida, mostrou ter uma personalidade forte.

Faruk e Julia era os gemeos. Brancos com apenas um detalhe cinza claro em seus pêlos. Muito fofos e bonzinhos.

Sortuda os teve em um dos banheiros desocupados do bar da piscina. Tive o prazer de ajudar no parto e ela permaneceu ao lado deles, uma mãe cuidadosa e exemplar.

Infelizmente, o nosso caseiro não gostava muito de nossos gatos. E achando que não iriamos perceber, colocou veneno de cupins no banheiro em que os bebês estavam.

Sortuda estava conosco do outro lado do jardim e levantou-se com os olhos bem abertos, aflita.

Quando brigamos com ele, disse que não sabia que faria mal. Claro, claro...

Antes que eu pudesse mudá-los de lugar, ela pegou um por um e foi para a laje da casa, onde tinha certeza de que estariam seguros.

E eu perdi a oportunidade de ver bebês gatinhos crescendo. Eles ficaram lá em cima por mais de dois meses, apenas mamando. E durante esse tempo, eu via minha gata por poucos minutos, apenas descia para se alimentar, pegar um solzinho e amamentar o filho mais velho, Charlie, religiosamente. Mas logo ela subia para ficar com seus pequeninos.

Depois de quase 2 meses, conseguimos tirá-los do forro, pois já estavam grandes demais e ficavamos com medo de estarem passando fome. Para a nossa surpresa, estavam muito gordinhos e bem cuidados. Acho que Sortuda caçava passaros e os alimentava.

Duquesa apareceu logo que eles sairam do telhado. Pequena, parecendo uma oncinha e desnutrida, foi recolhida pela moça que trabalhava na casa da minha avó e quando a vi, a levei para casa. Estava com uma forte infecção intestinal que fazia com que todo seu corpo cheirasse mal. Ela nem sequer se importou com o ritual de mordidas e tapas vindos dos outros. Ela estava em um lar, com comida, cuidados e carinho e isso era o mais importante.

Foi a primeira vez que tive que socializar gatos. Nenhum dos três sabia o que era uma pessoa. Demorou várias semanas até que confiassem na gente e começassem a agir como gatinhos domésticos.

Com a eminencia da mudança, os três arrumaram novos lares. Julia foi para a moça que trabalha em nossa casa e foi muito bem cuidada por vários anos até, não castrada, desaparecer. Foi mãe de uma ninhada de gatinhos completamente negros.

Não sei do paradeiro dos outros.
É muito triste cuidarmos de um animal para depois nem sabermos se eles se foram de maneira digna. Mas naquela epoca, sem recursos e com poucos conhecimentos, tenho certeza de que fiz o melhor possivel para eles.

Aprendi que filhotes não devem vir a este mundo por acaso, pois mais bonitinhos que sejam. Uma só gata pode ter até 30 filhotes em um ano. É muita responsabilidade, são muitos lares e bons adotantes, que na prática, são dificeis de achar.

Não há motivos para alguem não castrar seus animais nos dias hoje, onde as cirurgião são bem mais em conta e a informação está acessivel para todos.

Evitar nascimentos desnecessários e sofrimento é um de nossos deveres para com eles.

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