27 de fev de 2011

Amor à Distância, Apadrinhando Animais :)


Às vezes vejo pessoas que dizem que queriam muito um animal, mas por algum motivo não podem. Às vezes alguém da família não deseja ter um bicho, ou a pessoa trabalha e estuda e passa a maior parte do tempo fora de casa ou mora em um local pequeno, entre outras variáveis.

Como já expliquei, o meu voluntariado com animais começou oficialmente quando o Arthur finalmente veio morar conosco, mas depois de me decepcionar muito com algumas pessoas e principalmente porque ainda não me recuperei de verdade pelo que aconteceu com o Rafael, eu prefiro não resgatar se for possível .

Prefiro tentar conscientizar as pessoas, fazendo vídeos, conversando, escrevendo para o blog, ajudando com uma doação aqui e ali, arrumando castração mais em conta para uma pessoa com menores condições financeiras, mas que realmente quer ser responsável por seus bichos, etc.

Depois da Amélie ( filhotinha que veio muito doente de uma colônia de gatos abandonados em dezembro ) ainda não apareceu nenhum bichinho na minha frente e acredito que isso deve ser um sinal que tomei uma boa decisão. O que não vale é cruzar os braços!

Não faço mais parte da Associação de Defesa dos Animais aqui da minha cidade, mas enquanto membro, criava banners de conscientização, lidava com as pessoas através do Orkut, dando orientações e respondendo emails sobre o que fazer com um animal abandonado/órfão, levantava doações monetárias e de ração e também criei uma campanha chamada Padrinhos Amados, onde a pessoa sem possibilidades de manter um animal em sua casa poderia ajudar com um valor mínimo de R$20 ou 2 kilos de ração, ao escolher um dos cães ou gatos para adoção e colaborar com sua manutenção até a adoção.

Sei que os custos com um animal ultrapassam em muito esse valor, mas é um jeito de envolver mais pessoas para a realidade do abandono e doação responsável, um valor pequeno que pode gerar um compromisso, o dever social que cada um de nós temos com esses animais.

Já apadrinhei alguns bichinhos em meu período sem resgates. Um saco de ração, vacinas, o valor de uma castração, coisas que não se comparam com o cuidado que o protetor responsável por eles têm 24hrs ao dia, 7 dias por semana, mas que fazem a diferença quando há 10, 15 bocas a serem alimentadas.

Estou longe de ser rica ( se bem que meu irmão é juiz e não ajuda nada nem ninguém :P ) , mas ainda moro com os meus pais, tenho um salário suficiente para minhas despesas pessoais, para o Arthur e o que sobra, em vez de gastar com algum supérfluo, prefiro ajudar um gato ou cão que não tem ninguém e depois compartilhar a felicidade deles ao encontrar um bom lar.

O apadrinhamento de um animal é um compromisso que deve ser levado com seriedade por ambas as partes, então é necessário pensar bastante no assunto.

Ao pedirmos ajuda para um animal e oferecê-lo como afilhado, devemos ser responsáveis e amigáveis, mandar noticias e/ou fotos sempre que possível e dar retorno sobre os acontecimentos, afinal, mesmo de longe, os padrinhos e madrinhas criam laços verdadeiros com essas crianças peludas.

Sempre é bom lembrar que a prestação de contas é uma ferramenta importantíssima para conseguir e manter a confiança das pessoas que ajudam aquele animal, um reflexo do trabalho sério da organização e do caráter idôneo do protetor.

Nós, como padrinhos ou madrinhas, temos que nos certificar que sempre estaremos com aquela quantia monetária ou de ração, ou medicamento, etc, para aquele animal e no caso de uma emergência, avisar com antecedência o protetor, afinal além de ser um ato cortês, o prepara para assumir aquele gasto até ajudarmos novamente.

O ultimo animal que apadrinhei, uma cadelinha, consegui mais 3 pessoas para contribuir juntamente comigo, pois divulguei a idéia. Apadrinhar também pode se tornar mais uma rede do bem em prol dos animais.

Então, sem mais delongas, apresento meu mais novo afilhado, o Gênio, um lindo senhor paulista!


Perguntei para a Tatis da Confraria de Miados e Latidos quem mais estava precisando de uma madrinha e ela logo disparou o nome dele. O Gênio foi deixado para trás pelos donos ao se mudarem da casa. Além da idade, é preto e infelizmente as chances dele ser adotado e viver o resto da vida em um lar com uma família são pequenas.

Eu realmente espero que ele possa encontrar alguém que o veja com os olhos do coração assim como eu e o Arthur nos encontramos ( já me disseram que por ele ser tigrado – pelagem “comum” - também seria dificilmente adotado) , mas até lá, vou dando uma mãozinha para a maravilhosa Confraria que está responsável por ele e por muitos outros gatinhos que esperam pais ou padrinhos.



Você que tem um pouquinho sobrando no final do mês que tal encontrar uma ONG ou um protetor confiável e ter um afilhado também?

Apadrinhar é amar de longe e todo tipo de amor é sempre válido!


4 comentários:

  1. Tristeza um 'cerumano' abandonar um bicho. As pessoas devem planejar melhor as mudanças planejadas. Nesse caso, o Gênio não era parte da família? Depois de tanto tempo? Mesmo se o tempo fosse menor, justificaria? NÃO!!

    Parabéns pela iniciativa de ajudar um bichinho de tão longe! O trabalho da confraria é realmente sério, com toda a dignidade que um bichinho pode e deve ter.

    ;** procês gente e do fucinho rosa ;)

    ps: Tiete é fods! Sou sua fã MESMO!

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  2. Otávia, sempre escrevendo bem e esclarecendo alguns conceitos. Textos de utilidade pública mesmo!
    Assim que a situação melhorar por aqui, vou seguir o exemplo.
    Parabéns pela iniciativa e pelo belo texto.

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  3. Não entendo essas "pessoas" que simplesmente descartam os bichinhos como se fossem lixo. Fico revoltada!!!! Eu adotei um gato preto, foi amor à primeira vista e é com certeza o maior amor que eu senti até agora na vida. Além do Felipe, tbém apadrinho 2 gatinhos em SP, já que meu ap (vulgo ovo hehe) só consegue comportar 1 gatinho. Parabéns pelo post! Adoro vir aqui ver o Arthur e ler seus textos.
    Bjaum

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  4. Nossa, não tinha lido essa história do Rafael ainda, que ABSURDO!
    Eu adoraria apadrinhar uns bichanos mas a casa já está suficientemente lotado com dois bigodes por lá...E o tempo que passo fora de casa também não é favorável, infelizmente...

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