30 de nov de 2011

Diabetes em gatos - o relato de uma mãe

A maioria dos donos ainda tem muito que aprender quanto aos cuidados adequados para seus gatinhos.Desconhecem ou ignoram a importância da criação indoor, da castração, da alimentação adequada e cuidados veterinários apropriados e regulares para manter a saúde do bichinho.

De outro lado estão os pais e mães de gatos, aqueles que realmente conhecem seus filhotes, suas particularidades, estão atentos a qualquer mudança e não hesitam em levá-los ao veterinário no primeiro sinal de problemas. Essa preocupação faz com que doenças sérias possam ser evitadas ou amenizadas, evitando sofrimentos maiores para o gatinho e sua família.

A diabetes em gatos atinge 1 em cada 400 gatos e cerca de 80-95% dos gatos diabéticos apresentam diabetes do tipo 2 (relacionada, em humanos, com obesidade), ainda que costumem estar severamente dependentes de insulina na ocasião do diagnóstico da doença. É uma condição plenamente tratável, sem diminuir a qualidade de vida do animal desde que o manejo correto for seguido,o que pode resultar até em uma reversão do quadro :)

Neste ano a querida Claudia Portilho, do RJ, mãe de 5 gatinhos, recebeu a noticia que seu caçula, o Botafogo era diabético.

Ele é um gato jovem, de 2 anos de idade, foi adotado ainda filhote, estava sendo doado em uma petshop junto com a irmãzinha.

Apresento aqui o depoimento da Claudinha sobre a descoberta e tratamento do Bota:

Botafogo :)

"Devido a uma alergia severa, muito provavelmente causada pela ração ou petiscos, o meu gatinho, Botafogo, acabou tendo que tomar uma injeção de corticoide.

O que nem todo mundo sabe, e eu aprendi da pior forma possível, é que o corticoide pode causar diabetes nos gatinhos com propensão a este mal.
Foi o que aconteceu com o Botafogo.

Pouco mais de um mês depois da injeção de corticoide, meu gatinho começou a emagrecer a olhos vistos. Também ficou bem amuadinho. Não brincava mais, só ficava deitado o tempo todo.

Preocupada, o levei para a veterinária aonde descobrimos não só que ele tinha perdido quase 1 quilo, mas que também estava com mais de 400 de glicose.

O nível normal de glicose dos gatinhos é o mesmo de um ser humano. Entre 70 e 110, então é fácil imaginar o quanto fiquei assustada com tudo aquilo.
Mas as más notícias não parariam de chegar. Na mesma hora foi feito um teste na urina do Botafogo para a detecção da presença de corpos cetônicos.

O exame deu positivo e ele precisou ser internado na mesma hora. Meu gatinho estava em estado muito grave, que só poderia ser revertido com insulina regular.

Botinha já melhor, na internação :)

Realizada uma ultrassonografia, ficou constatado o que nós já sabíamos.
O Botafogo teve uma pancreatite medicamentosa. Ou seja, o corticoide paralisou o funcionamento do pâncreas dele. Esta é uma situação reversível. só o tempo dirá. Depois de de internação, já sem corpos cetônicos no sangue, o Bota voltou para casa aonde o tratamento continuou.

Então, o que euprecisei aprender sobre a doença do meu gatinho:

- Durante otratamento, o maior perigo do diabetes em gatinhos não é o açúcar aumentado,mas a hipoglicemia. É preciso ficar atento com os sintomas da hipoglicemia eter sempre casa um frasco de Karo para passar nas gengivas do gatinho caso sejanecessário.

- a insulina usada no gato em casa é a de ação lenta. O nome dela é lantus. Ela faz comque o nível de açúcar caia bem lentamente de forma a evitar um episódio dehipoglicemia;

- A insulina regular, de ação rápida, só pode ser administrada com controle veterinário rigoroso, pois, ao menor sinal de queda dos níveis de glicose, soro glicosado seja administrado pela veia;

- também por causado risco de hipoglicemia, é essencial medir o nível de glicose do gato antes de administrar a insulina;

- a insulina só pode ser administrada se a medição for maior do que 250. O próprio veterinário calcula o número de unidades, de acordo com o peso e necessidade do gatinho;

O teste de glicose foi a parte mais difícil para mim. O sangue precisa ser retirado das almofadinhas ou da orelha do gato. No começo, pensamos que seria mais fácil tirar sangue das almofadinhas, mas não é. Depois de muitas tentativas, precisei me conformar com a ideia de furar a orelhinha do meu gato.

A extremidade da orelha tem uma veia bem fina que, se muito bem iluminada, você consegue localizar e furar com uma agulha um pouco mais grossa do que a da lancetinha do aparelho.

Uma boa dica é procurar por vídeos do YouTube antes de fazer pela primeira vez. Lá eles mostram bem direitinho aonde você precisará espetar para tirar o sangue. No começo será mais difícil, mas com o tempo você vai acertando e o gatinho nem sentirá dor.

A agulha da insulina é bem fininha, então o gatinho não sente mais do que um pequeno desconforto. Atenção na hora de comprar as seringas de insulina para escolher aquelas com a menor agulha.

já em casa, com a barriguinha raspada do ultrassom

Espero, com este depoimento, ajudar o máximo possível quem tenha o mesmo problema.

No começo, tratar um gatinho diabético vai parecer um bicho de sete cabeças, mas, com o tempo,tudo ficará mais fácil e rápido. Prometo.

E aos donos degatinhos, um conselho: fiquem de olho quando o bichano apresentar perda de peso repentina, apatia, começar a beber muita água e usar a caixinha de areia várias vezes ao dia. Ele pode estar diabético."

Agradeço muito a colaboração da Claudinha e desejo melhoras e uma recuperação plena para o lindo Botafogo :)

Para saber maissobre a diabetes em felinos:
http://www.soupet.com.br/mundopet/canalvet/diabete-em-gatos

7 comentários:

  1. Eu que agradeço pelo convite e também pela torcida. Grande beijo!

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  2. Nesse caso foi uma reação ao medicamento, mais isso pode ocorrer por quais outros motivos? E existe uma faixa etária ?

    Muito legal o post

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  3. Inspirações, dê uma olhada no link no final da postagem :)

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  4. Muito importante este relato. A minha gatinha Pink já tem 12 anos, sempre bebeu muita água e por isso eu achava que ela ia ter muita saúde para sempre. Só que ela começou a beber água demais e a levei para fazer exames de sangue, urina e ultrassom que apontaram uma insuficiência renal crônica, felizmente ainda está no começo, mas se eu tivesse demorado a procurar ajuda podia ter sido muito pior. Devemos ficar atentos a pequenas diferenças na rotina dos gatos porque eles não demonstram dor ou sofrimento. Agora troquei a ração e amanhã vamos fazer mais exames de sangue. Só espero que ela não sofra e tenha uma vida feliz ao meu lado.
    Beijos
    Laís

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  5. eu tenho uma gatinha de 11 anos que esta com diabetes e toma insulina 2 vezes por dia . Vc falou que so pode aplicar a insulina quando esta acima de 250? A minha gata fica sempre abaixo de 200.Não entendi

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    1. Aplicar a insulina regular com o vet somente qdo a glicemia estiver alta. Se com a insulina a sua gata está um pouquinho acima do normal continue assim. Se vc "tirar" a insulina a glicemia ficará bem alta novamente

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  6. Também tenho um gato diabético de 13 anos. Descobrimos a um ano e meio a doença, com aqueles sintomas já relatados. Ele usa ração pra diabéticos ou castrados e tambem usa insulina caninsulin (veterinária) e bem carinha. Vou tentar com o vet mudar pra Lantus que ainda sairá mais em conta. Mas ele está bem e feliz!!!!!

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