11 de jun de 2012

Quando o pesadelo se repete

Um dos inumeros motivos que me fez parar com doação responsável foi a historia de terro que alcançou o Rafael.

Ele foi adotado por uma familia que parecia ideal e que 3 dias depois negou atendimento veterinário e o deixou morrer envenenado, a 5 minutos de uma clinica. Eu o escutei morrendo do outro lado do telefone. E esse foi um dos piores dias da minha vida.



O Miguel foi doado antes do Rafael. Para uma moça com um filho, que morava em apartamento seguro, afinal, tinha uma criança. Ela o escolheu, assinou o termo de responsabilidade. Passou esses ultimos 2 anos sem dar noticias, mas isso é uma coisa comum. E eu não me importo, desde que o animal esteja bem.

Na semana passada, subitamente recebo um email dela dizendo que o Miguel estava morando na casa da mãe, com acesso à rua e foi atropelado, resultando em fraturas sérias. Ela "não tinha" dinheiro para custear o tratamento sugerido pelo veterinário e queria que eu fizesse algo. Passou até os valores.
E disse que ia passar mastruz nas fraturas, pois era um remedio comum no interior. Me deixou também um telefone de contato.

Tentei falar com essa moça de todas as formas. Liguei 60 vezes para o celular, ela rejeitava as ligações. Mandei emails, ela não retornou nenhum deles. Liguei para o telefone residencial que estava em sua ficha de adoção, a pessoa disse que não havia ninguem com aquele nome por lá.

Tentei alertá-la quanto à crueldade de seus atos, de negar atendimento veterinário a um animal e o quanto mastruz é toxico para gatos. E ela nada respondeu.

Hoje começo meu dia com um email dela, contando o que aconteceu.

Eu fico me perguntando que diabos de mundo é esse que permite que um animal sofra assim.
Imagino o olhar de dor que o Miguel deve ter dado a essa mulher e ela sequer se compadeceu.


Doei um animal castrado, vacinado e saudável.
Um filhote com todo o amor do mundo para oferecer e ele acaba assim.


Fazemos tudo de melhor e as mascaras caem e aqueles que deveriam
amá-los, se transformam em monstros.


Miguel e Rafael, meus anjos dourados, agora estão juntos.
Eu espero que algum dia possam perdoar as pessoas que falharam com eles.


5 comentários:

  1. Meus Deus, Otávia! Me faltam até palaras... como uma "pessoa" dessa fala com todas as palavras que ele sofreu muito e nada fez! Deixouele atropelado sem cuidado veterinario na casa dela? Essa mukher tinha que ser presa, pq quem é capaz de uma crueldade destas com um bicho sabe-se lá o que pode fazer a uma pessoa. Dinheiro a gente arruma, como vc disse... pede emprestado (como eu fiz qdo a conta do vet do meu Otávio deu mais de 2 mil reais que eu nao tinha, mas seu houvesse a opção eu pagaria o triplo ára te-lo aqui hj comigo), faz emprestimo no banco, faz rifa, parcela... sei lá...

    To passada! Imagino você! Fica com Deus, apesar dos pesares, você faz muito bem para tantos animais que castra a cada dia!

    Bjs

    ResponderExcluir
  2. Inacreditável.
    Otávia, deixa eu te contar. Minha mãe perdeu recentemente o Jimi, seu cocker, criado como filho, com quase 15 anos. Morreu de velhinho.
    Eu queria dar um gatinho para ela, pesquisei, estava em vias de... e desisti ontem de tarde. Ela ficou chateada e eu tb. Sabe por que? Me dei conta que a casa dela, apesar de perfeita, para gatos é inviável. Não se pode subestimar os felinos. E sem tela, no way. Nem que seja minha mãe.
    Enfim, há pessoas e pessoas... e mesmo com pseudo segurança, nunca saberemos até que ponto elas são capazes de se doar.
    Um abraço querida!

    ResponderExcluir
  3. Ai Otávia essas histórias são terríveis, mesmo longe e sem conhecê-los pessaolmente minha dor é enorme ao ler isso, imagino o qto é maior em vc que cuidou e fez o possível para que eles tivessem uma vida feliz. :(

    ResponderExcluir
  4. Aconteceu o mesmo com um gatinho amarelo que doei,saiu saudável de casa junto com o irmão dele, que está bem até hoje. A dona do outro que não teve sorte, "não tinha dinheiro para levar ao veterinário". Três semanas depois me virei para pagar só eu,ela nada...: exame de sangue+consulta+medicação+ mais o transporte quase 100km (tenho quase 10 gatos em casa). Ele estava com os leucócitos e linfócitos baixos. Não resistiu após 4 dias. Isso aconteceu ha pouco mais de um mês. Era lindo,sapeca,brincalhão,até os 6 meses qdo viveu aqui em casa,dormia comigo na rede.

    ResponderExcluir
  5. Que loucura!!! Muitas vezes temos que ser psicólogos, até saber quem é o futuro "papai" ou "mamãe" do gatinho. E corremos estes riscos. Eu doei o Ringo a uma família responsável e percebi que eles cuidavam de outros animais com muito carinho. A sogra da minha irmã conhece a família e é louca também por gatos.
    A dona do pet shop da minha rua também agiu como uma psicóloga, ao tentar uma nova família ao Ringo. Ela recusou dar o gato a uma mulher, que achou o gato lindo, mas queria um filhote de raça... Ela estranhou tanto a intenção da mulher, que ela não deu o gato para ela... A gente sabe quem gosta e quem não gosta de animais...

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.