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5 de set. de 2015

Emagrecendo seu gato: o que realmente funciona?

Traduzido de:  http://feline-nutrition.org/nutrition/slimming-your-cat-what-works-what-doesnt

Texto escrito pelo médico veterinário  Dr Mark E. Peterson, profissional com mais de 35 anos de experiencia e estudos sobre doenças endócrinas em gatos. Foi o primeiro veterinário a documentar hipertireioidismo em gatos ( 1979 ) e o primeiro a tratar a doença com radioiodine. Também foi o primeiro a documentar uma série de "novas doenças" em gatos, incluindo acromegalia, hiperparatiroidismo, insulinoma e doença de Addison . É o diretor da Clinica Endocrina Animal, em New York, um hospital devotado somente ao tratamento de doenças endocrinas em cães e gatos. 

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Assim como em humanos, a obesidade é um grande problema nos gatos. Infelizmente a epidemia de obesidade felina está piorando cada vez mais.

Muitos veterinários e donos de gatos tem tentado as tradições rações “de perda de peso”, geralmente com altas concentrações de fibras e baixas gorduras, mas tem descoberto que essa é uma opção frustrante, já que geralmente falha em atingir perda de peso saudavel e significativa. Outra abordagem para tratar e prevenir a obesidade felina é o entendimento das necessidades nutricionais básicas felinas e seu comportamento na alimentação. A forma com que alimentos nossos gatos e o que estamos dando a eles tende a violar todos os princípios ideais da nutrição felina. 

a obesidade é uma doença séria que pode causar problemas cardíacos, articulares e reduzir a vida do animal
Gatos de criação indoor comumente são alimentados com rações com alto nivel de carboidratos e à vontade, o que faz com que eles comam mais do que precisam. Felinos selvagens precisam se manter magros e com um peso corporal saudável para conseguirem caçar suas presas. Os nossos gatos domésticos se transformaram em sedentários e eles irão se alimentar dessa comida que está bem ali, à disposição, sem nenhum tipo de esforço fisico para consegui-la. Acesso livre à comida e pouca atividade fisica resultam em gatos acima do peso ou obesos.

OBESIDADE E A COMPOSIÇÃO DA DIETA 


Um fator importante a ser considerado, tanto para o desenvolvimento quanto o tratamento da obesidade é o papel dos carboidratos na dieta – não que os carboidratos por si só estejam relacionados à gordura, mas o excesso de carboidratos que se transformam em gordura, mas o efeito dos niveis de proteina disponiveis nestas dietas.

Quanto mais alta for a concentração de carboidratos na dieta, mais baixo é a ingestão de proteina. Isso resulta em uma ingestão de proteina bem menor para ser usada em manutenção e energia. Nós nunca podemos esquecer que gatos são animais que, através da evolução, foram feitos para usar a proteina e gordura como fontes de energia. Gatos não possuem necessidade de nenhum carboidrato em suas dietas.

dieta ideal dos felinos: carnes, visceras e ossos

Já que a necessidade metabolica dos gatos requer que eles utilizem proteina como fonte de energia, as rações que contém menos proteina podem resultar em uma perda da massa muscular ou sarcopenia. A perda de massa corporal magra resulta em desaceleração do metabolismo e pode fazer com que o ganho de peso aconteça de forma ainda pior. 

AS RAÇÕES TRADICIONAIS DE PERDA DE PESO RESULTAM EM PERDA MUSCULAR

As rações tradicionais para “perda de peso” possuem restrição de energia, baixa gordura, altos niveis de carboidrato e altos niveis de fibras. No enquanto, mesmo que essas dietas façam com que o animal perca peso, isso é conseguido através da perda da massa muscular magra, especialmente porque os gatos usam a proteina para energia.

Na foto à direita, Arthur estava com 8kgs depois de 2 anos comendo ração "reduced calorie" . Foi quando ficou doente.
Mudando de ração para patê de lata, ele desinchou e diminiu de peso, antes de começassemos a alimentação natural 

Abordagens bem-sucedidas para perda de peso resultam em perda de tecido adiposo assim como a manutenção  de massa magra. Precisamos nos lembrar que a massa magra é é o condutor base de energia do metabolismo. A perda de massa magra é um grande motivo para que esse peso volte, já que o apetite do animal não é reduzido e ele não se sente saciado.

UMA DIETA COM ALTOS NIVEIS DE PROTEINA E BAIXO CARBOIDRATO É MELHOR

Varios estudos recentes avaliaram o uso de dietas com altos niveis de proteina e baixos niveis de carboidrato – 45% de proteinas ou mais alto – para perda de peso em gatos. Nestes estudos, os gatos perderam peso, mas manteram a massa magra. Mais importante: patês em lata com altos niveis de proteina e baixos niveis de carboidratos não somente reduziram o peso dos animais, mas também ajudaram a reduzir o desejo do gato de comer constantemente. Isso ocorre porque os gatos ficam mais saciados ao serem alimentados com patê de lata ou alimentação natural, do que com ração seca.

o patê de lata oferece uma refeição balanceada e sem carboidratos
Os carboidratos entram na ração no momento em que a mistura é transformada em grãos. É por esse motivo que é praticamente impossivel encontrar uma dieta seca com baixos niveis de carboidrato. Além disso, essas dietas, na maioria das vezes, possuem altos niveis de calorias, também responsáveis pela dificuldade na perda do peso.

Hoje em dia, as melhores dietas comerciais para perda de peso, com altos niveis de proteina, baixos carboidratos e com baixas calorias, são os patês de lata ou alimentação natural balanceada. Mas é importante lembrar que nem todos os patês de lata são a melhor opção, você precisa analisar o rotulo para assegurar-se da qualidade da proteina do produto.

NÃO DEIXE COMIDA À DISPOSIÇÃO

Um ponto importante quando falamos de dieta é lembrar que as calorias contam. Você não pode deixar a ração à disposição. Gatos não possuem essa necessidade. A ração seca deve ser oferecida em pequenas refeições, imitando o tipo de alimentação que eles teriam na natureza. Felinos selvagens caçam uma média de 10 pequenos animais por dia. Alimentação controlada ajuda no aumento metabolico e na perda de peso adequada.

gatos podem, perfeitamente, comer apenas 2-3 pequenas refeições por dia. assim como os humanos, eles se tornam viciados em comida



13 de ago. de 2015

Escolhendo a melhor caixa de areia para seu gatinho

Traduzido de: http://consciouscat.net/2014/07/14/the-optimal-litter-box-for-your-cat/

Um gato saudável pode usar a caixa de areia em média de três a cinco vezes por dia. Deveria fazer sentido que algo que é usado tão frequentemente também fosse algo que merecesse a atenção dos humanos na hora da escolha. Infelizmente donos de gatos geralmente escolhem errado a caixa de areia, pelo ponto de vista do gato. 

A Associação Americana de Especialistas em Felinos fez uma lista descrevendo o que deve ser levado em consideração para escolher a caixa de areia perfeita para seu gatinho:

QUANTAS CAIXAS?

A regra de ouro é: o número de caixas de areia deve ser o dobro do número de gatos. 1 gatinho = 2 caixas. Isso também irá depender da personalidade dos gatos da casa, talvez você não precise de tantas caixas se elas forem grandes. 

Alguns gatos não se importam de dividir seus banheiros, mas outros não irão urinar nem defecar na mesma caixa de outros. Use a regra do número de caixas, mas ajustando de acordo com a realidade dos indivíduos na sua casa. Alguns donos precisam de apenas 1 caixa para cada gato, outros precisam de muito mais. 

caixas do Arthur e da Baunilha, tamanho JUMBO da Petmate ( importadas ) - 


O LOCAL ADEQUADO

Não coloque a caixa de areia em locais de passagem ou dificil acesso, pois o gato poderá não usá-la. Se a casa não for térrea, coloque uma caixa em cada andar, para que o gatinho não fique apertado. Essa regra tambem vale para casas muito grandes.  

Isso é especialmente importante se você possui gatos idosos, que podem não conseguir subir as escadas ou cruzar a casa a tempo para alcançar seu banheiro. 

Não coloque as caixas perto das fontes de comida ou agua. Gatos são animais extremamente limpos e não gostam de evacuar perto onde comem e bebem. Também evite colocar a caixinha perto de locais barulhentos, como lava-roupas, secadoras, etc. 

Não coloque as caixas grudadas ao lado uma da outra. Gatos irão vê-las como uma grande e unica caixa e se eles não gostarem de dividir com outros animais, não haverá vantagem em ter mais de uma. 

O TAMANHO É IMPORTANTE 

O tamanho da caixa de areia é tão importante quanto a localização dela. Neste caso, uma caixa grande é sempre melhor. É importante que o gato consiga se movimentar confortavelmente dentro da caixa, dando uma volta completa. 

Uma boa referencia é que a caixa tenha pelo menos 1 palmo a mais do que o tamanho do gato, do nariz até o começo da cauda. Para gatos maiores, até mesmo as maiores caixas disponiveis no mercado podem não ser o suficiente. Caixas plasticas grandes de armazenamento podem ser boas alternativas. 

um bom modelo: caixa de bordas altas, grande e com abertura mais baixa

A altura da borda também deve ser levado em consideração. Alguns gatos gostam de cavar e jogar bastante areia em cima de seus dejetos. Caixas com bordas mais altas ajudam a manter o comodo limpo e deixam o gatinho à vontade para suas escavações. 

CAIXAS COBERTAS OU ABERTAS?

A maioria dos gatos não gosta das caixas cobertas. Elas geralmente ficam mais apertadas para que os gatos possam se movimentar de forma confortavel e também mantém os odores dos dejetos bem perto do animal, tornando a caixa desconfortavel para eles. 

modelo de caixa fechada

Caixas de areia automaticas ou “auto-limpantes” também não são recomendadas. São uma comodidade para os humanos, mas não são a melhor opção para os gatos. 

TIPOS DE AREIA

Existem vários tipos de areia no mercado atualmente e pode ser dificil escolher uma delas. A maioria dos gatos prefere a velha e boa areia de argila, em grãos pequenos, sem cheiro. 

Mais importante do que o tipo de areia, é essencial que ela não tenha cheiro. Gatos possuem um olfato bem mais forte que o nosso e uma areia perfumada pode até ser uma boa escolha para nós, mas não para eles. Esses cheiros podem até mesmo fazer com que o gato evite a usar a caixinha. 

alguns tipos de "areia" disponiveis no mercado 

Se você quiser experimentar outro tipo de areia ( ex: argila branca em grãos maiores, silica, granulado de areia, etc... ), mantenha em outra caixa a areia que seu gato usava antes, para não confundi-lo. Gatos são animais metódicos e podem rejeitar novos tipos de areia. Se você não está tendo problemas com o tipo de areia usada, não é necessário mudar. 

Evite forros de plástico ou caixas com fundo de peneira. A maioria dos gatos não gosta desses modelos, pois incomoda suas patinhas. Os tapetes que retem areia também podem incomodar alguns animais. 

caixa com forro e com fundo de peneira

Não é necessário encher a caixinha de areia. Apenas 2 dedos de material, cobrindo o fundo da caixa, é o bastante para a maioria dos gatinhos. 

MANTENHA A CAIXA LIMPA

Limpe a caixinha de areia, removendo torroes de urina e fezes pelo menos 1x ao dia e reponha a areia com a mesma quantidade que foi retirada. Uma vez por semana, pelo menos, jogue fora toda a areia e lave a caixinha com agua quente e sabão neutro.

uma caixinha limpa é essencial

Não use produtos de limpeza com quimicas fortes ou que usem amonia, pois são toxicas para os animais. Quando as caixas de areia começarem a mostrar fissuras e manchas, está na hora de trocá-las. O ideal seria 1x ao ano, para impedir a absorção e proliferação de bacterias.

3 de abr. de 2015

Vacinas felinas: tipos, beneficios e riscos

O TEXTO É DIRECIONADO À GATOS CONFINADOS, DE CRIAÇÃO INDOOR, SEM CONTATO COM GATOS ESTRANHOS E SEM ACESSO À RUA 

Para decidir sobre quais vacinas o seu gato irá receber você necessita de um entendimento total dos riscos e benefícios de cada vacina. Para isso, é extremamente importante discutir sobre vacinação com o veterinário para que ele ajude você a sanar suas duvidas e decidir quais vacinas são as mais apropriadas. 

Informe ao veterinário sobre o estilo de vida do seu gato, o ambiente em que ele vive, historico medico, problemas de saúde e medicações que ele possa estar tomando. Lembre-se que o veterinário deve responder todas as suas duvidas e ajudar a decidir o que é melhor para seu animal. 

POR QUE GATOS PRECISAM SER VACINADOS?

O sistema imunologico tem um papel vital na saúde do seu gato. Uma das funções mais importantes deste sistema complexo de celulas e moleculas especializadas é proteger os gatos de doenças e infecções causadas por virus, bacterias e impedir que sejam hospedeiros de microbios e parasitas. 

Vacinas ajudam a preparar o sistema imunologico do gato a defender-se de invasões de doenças. 

Vacinas contém antigenos e quando é administrada, o sistema imunologico prepara uma resposta de proteção. Se o seu gato for, mais tarde, exposto à doença, o sistema imunologico dele estará preparado para prevenir a infecção ou reduzir a severidade da mesma. 

Apesar das vacinas terem um papel importante no controle de doenças infecciosas, a maioria não protege completamente contra as doenças ou tem o mesmo nivel de eficacia em todos os gatos. 

Para uma proteção extra, você deve se esforçar em fazer com que os niveis de exposição e riscos ao seu gato possam ser reduzidos. 

POR QUE FILHOTES PRECISAM DE VACINAS?

Algumas horas após o nascimento, gatinhos ingerem anticorpos maternos através do leite. Estes anticorpos ajudam a proteger o gatinho de doenças infecciosas até que o sistema imunologico deles esteja forte o suficiente. 

Infelizmente, os anticorpos maternos também podem interferir na habilidade da vacina em estimular a resposta imunológica no filhote. Para resolver este problema, veterinários administram as primeiras vacinas geralmente quando o gatinho possui entre 6 a 8 semanas de idade. 


Estas vacinas são reforçadas após 3 ou 4 semanas, quando os anticorpos maternos desaparecem, geralmente as 12 semanas de idade. Em alguns casos, como a primeira dose da vacina anti-rabica, ela somente é administrada após 12 semanas de idade, quando os anticorpos já desapareceram por completo. 

MEU GATO ADULTO DEVE SER VACINADO TODO ANO?

A resposta para esta pergunta depende, em parte, do tipo de vacina. Já existem no mercado vacinas anti-rábicas podem proporcionar uma proteção além de 1 ano. Essas vacinas protegem por 3 anos e podem ser o suficiente, mas é necessário ter feito todo o esquema vacinal do primeiro ano do animal  ( vacinas multiplas e raiva ) e conhecer as leis locais em relação ao controle desta zoonose. 

Pesquisas recentes sugerem que a vacina contra panleucopenia, rinotraqueite e calicivirose oferecem uma proteção adequada por vários anos, então muitos veterinários estão recomendando que os reforços não sejam aplicados em intervalos menores do que 3 em 3 anos. 



A Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais traz em suas diretrizes a vacinação a cada 3 anos e reforços apenas sob necessidade, após titulação de anticorpos, que é um exame que apresenta o nível de anticorpos que seu gato possui contra cada doença. 

SE SEU GATO TEM ACESSO À RUA OU À GATOS ESTRANHOS ( DE RESGATE, LAR TEMPORARIO, ETC ) MANTENHA AS VACINAS DELES ATUALIZADAS ANUALMENTE. 

TAMBÉM É RECOMENDADO TESTAR OS GATOS ACIMA DE SEIS MESES PARA AIDS E LEUCEMIA FELINA ( FIV/FELV )

No Brasil as vacinas disponíveis e recomendadas para gatos são divididas entre essenciais e opcionais.

VACINA OBRIGATORIA – Anti-rabica 

VACINAS ESSENCIAIS - Rinotraqueíte, Calicivirose e Panleucopenia

VACINAS OPCIONAIS - Clamidiose felina (Chlamydophila felis) e Leucemia viral felina (FeLV)

As vacinas multiplas/polivalentes são aquelas que combinam duas ou mais vacinas na mesma injeção, sendo elas:

• Tríplice felina: rinotraqueíte, calicivirose e panleucopenia
• Quádrupla felina: tríplice + clamidiose
• Quíntupla felina: quádrupla + leucemia. É recomendado testar o gato contra leucemia antes de aplicar a quíntupla. O teste é um exame sorológico.

HERPESVIRUS FELINO e CALICIVIROSE FELINA – O herpesvirus felino       ( que causa a rinotraqueite ) e a calicivirose felina são responsaveis por 80-90% das infecções do sistema respiratorio superior em felinos. Apesar de não serem severas em gatos adultos, essas doenças são potencialmente fatais em filhotes. Nariz e olhos com secreção, espirros e febre são os sintomas mais comuns. 

Além disso, os animais ficam apaticos e podem ter infecções sérias na boca, relacionadas à infecção com o calicivirus. Ambos os virus são transmitidos através das secreções do nariz, olhos e boca dos gatos infectados. Os gatos ficam doentes pelo contato direto com indiviuos infectados ou objetos infectados, como comedouros e bebedouros. 

A maioria dos gatos é exposto à estes virus em algum momento de suas vidas, geralmente quando são filhotes. Uma vez infectados, muitos gatos podem se livrar naturalmente do virus. Estes gatos carregam o virus adormecido por longos periodos e podem se tornar uma fonte de infecção para outros gatos. A proteção atual das vacinas minimize a severidade da doença, mas não evita a doença em todos os gatos. Mesmo assim, essa vacina é recomendada para todos os gatos. 

PANLEUCOPENIA – A panleucopenia felina é uma doença extremamente contagiosa e potencialmente fatal. Os sintomas incluem extrema apatia e perda de apetite. Febre, vomitos e diareria também são sintomas comuns, mas alguns gatos morrem subitamente com poucos sinais clinicos. Uma grande porcentagem de gatos com essa doença acabam morrendo, especialmente filhotes. O virus da panleucopia se encontra nas fezes dos gatos infectados e pode sobreviver em climas extremos por meses e até mesmo anos. 

O virus é muito resistente à maioria dos produtos de limpeza disponiveis no mercado. 

Até recentemente a panleucopenia era a doença infecciosa mais severa que um gato pode adquirir, matando milhares deles por ano. Graças ao desenvolvimento de vacinas mais eficazes, a panleucopenia é considerada, hoje em dia, uma doença comum. 

A resposta da imunidade gerada pelas vacinas é excelente e a grande maioria dos gatos vacinados estão completamente protegidos contra a doença e está vacina é recomendada para todos os gatos. 

CLAMIDIOSE – A clamidiose é causada pela bacteria Chlamydia psittaci. Conjuntivite é o sintoma mais comum, mas espirros e secreção nasal também podem ocorrer. Essa bacteria é transmitida com contato direto com um gato infectado e os maiores indices de infecção em gatos ocorre entre cinco semanas à nove meses de idade, especialmente naqueles que estão em ambientes com muitos gatos e com historico de doenças respiratorias. 

Gatos vacinados contra a clamidiose não estão protegidos contra a infecção mas experimentam uma forma menos severa da doença. Reações adversas relacionadas à vacina contra clamidiose são mais comuns do que outras vacinas felinas, mas geralmente são reações leves e se resolvem completamente com tratamento. Vacinação ( vacina quadrupla ) é recomendada para gatos em ambientes com multiplos gatos onde a clamidiose foi confirmada entre os individuos residentes. 

RAIVA – A raiva é uma ameaça a todos os gatos. Atualmente, o número de casos de felinos com raiva nos EUA é bem maior do que em cães e outros animais domesticos. Raiva é fatal e um problema de saúde publica. A vacinação contra raiva é recomendada para todos os gatos e obrigatória por lei. 




Gatos que tem acesso à rua ou jardins estão sob risco de encontro com morcegos e, consequentemente, expostos à possibilidade de contrair raiva. 

LEUCEMIA FELINA – O virus da leucemia felina é o virus que mais mata gatos. O virus se espalha pela saliva ou secreções nasais de gatos infectados e de mães infectadas para seus filhotes. 

A leucemia felina é uma doença muito seria e é estimado que menos de 20% dos gatos infectados sobrevivem mais do que três anos após a infecção. Anemia, cancer e infecções secundarias são resultado da deficiência do sistema imunulogico e são as consequências mais comuns da doença. 

Gatos que tem acesso à rua e gatos de abrigo são os individuos suscetíveis à Leucemia Felina. 

Gatos que vivem exclusivamente dentro de casa mas que convivem com  gatos positivos ou/e não-testados também estão suscetíveis à doença. Filhotes com menos de quatro meses de idade são os mais suscetiveis à infecção que gatos adultos. Gatos que vivem somente dentro de casa, sem exposição à gatos estranhos praticamente não estão expostos ou sob risco. 

A vacinação contra leucemia felina ( vacina quintupla ) é recomendada somente para gatos sob risco de exposição, especialmente aqueles com menos de quatro meses de idade. 

Essa vacina não é recomendada para gatos com risco minimo, especialmente aqueles com mais de quatro meses de idade. 

Já que as vacinas contra FELV não criam proteção total para todos os gatos, evitar a exposição e riscos é a  melhor maneira para evitar que seu gato se torne infectado. 

VACINAS SÃO PERIGOSAS? 

De uma forma geral, não. Mas, infelizmente não existem vacinas livres de riscos. Vacinas são indispensáveis para ajudar os gatos a lutar contra doenças infecciosas, mas como em qualquer procedimento  médico há uma pequena chance de reações. 

Para maximizar os benefícios e minimizar riscos, é importante vacinar o animal apenas contra riscos reais que seu animal possa estar exposto e, subsequentemente, desenvolver aquela doença. Também se assegure de informar seu veterinário sobre qualquer problema que seu gato pode estar experimentando, as medicações que ele pode estar tomando no momento ou reações à vacina que ele possa ter tido no passado. 

As reações podem ser leves ou severas: 

Reações leves - são as mais comuns e geralmente aparecem após algumas horas ou vários dias apos a vacinação e não duram mais do que alguns dias:
  • Desconforto no local da aplicação da vacina
  • Febre leve 
  • Menor apetite ou atividade 
  • Articulações temporariamente doloridas e lentidão após vacina contra calicivirose
  • Aparecimento de um inchação pequeno e firme abaixo da pele no local em que a vacina foi aplicada. Este inchaço geralmente desaparece em algumas semanas, mas avise o seu veterinário se ele ocorrer 
Reações severas - ocorrem bem raramente: 
  • Séria e potencialmente fatal reação alérgica após a aplicação da vacina, que pode ocorrer após alguns minutos ou até mesmo 1 hora 
  • Tumor chamado SARCOMA, que se desenvolve no local de aplicação da vacina e aparece semanas, meses ou até muito depois da vacinação 

Quer saber mais sobre? Leia!  Sarcoma de Aplicação 


O QUE DEVO FAZER SE MEU GATO APRESENTAR REAÇÕES? 

Primeiramente, procure o seu veterinário. Apesar de doenças relacionadas à vacinas serem incomuns, as consequências podem ser sérias. Seu veterinário é a pessoa mais qualificada para orientar você se estes efeitos adversos acontecerem. 

Fonte e tradução: 

Vacinas felinas, riscos e benefícios - http://www.vet.cornell.edu/FHC/health_resources/Vaccines.cfm

Vacinação em gatos no Brasil - http://portalmedicinafelina.com.br/vacinacao-em-gatos-no-brasil/

29 de mar. de 2015

Cistite felina e cálculos urinários

Texto traduzido de: http://feline-nutrition.org/health/feline-cystitis-and-bladderkidney-stones

Escrito pela Dra. Lisa A. Pierson, médica veterinária especialista em felinos, especialista em alimentação biologicamente apropriada e problemas de saúde causados por alimentação inadequada. 


Cistites e cálculos urinários são extremamente comuns em gatos e podem ser condições dolorosas e até mesmo uma ameaça à vida do animal. 

Cistite pode levar à um modo inapropriado de urinar – urinar fora da caixinha de areia – e os calculos podem causar uma ruptura fatal da bexiga, pois eles bloqueiam a saída da urina. 

bexiga de um gato prestes a se romper por  cálculos bloqueando a saída da urina  

Qualquer gato que está repetidamente entrando na caixa de areia, mas evitando urinar, precisa de atendimento veterinário imediato. 

É importante notar, no entanto, que cristais não são a mesma coisa que cálculos. Cristais são geralmente um achado comum na urina de um gato e a presença deles não necessita colocar o animal em uma “dieta terapêutica”.  É comum vermos muitos casos de “cristais em urina” em gatos, mas como essa amostra foi manipulada não é levado em consideração. É muito importante compreender que cristais se formam automaticamente quando a urina sai do corpo, em um periodo bem curto de tempo. Se o veterinário não examina a urina logo após a coleta ou se manda para um laboratorio, ou utiliza uma amostra que o dono trouxe de casa, um diagnostico errôneo de cristais pode acontecer. 

Isso é chamado de resultado “falso positivo”  e levam o dono a se preocupar sem necessidade, colocando o animal em uma “dieta terapêutica” inapropriadamente. 

Quando falamos de saúde dos rins e da bexiga, nunca é demais enfatizar a importância da água no organismo felino e tanto na prevenção quanto o tratamento das doenças que atingem esses órgãos. 


Quando um gato está em uma dieta de ração seca, eles produzem uma urina mais concentrada, com maior densidade e produzem um volume de urina menor que resulta em uma concentração maior de cristais presentes na urina. Isso aumenta a chance destes cristais se tornarem calculos. A urina concentrada e em um volume menor também podem irritar muito a parede da bexiga, podendo causar uma cistite. 

tipos de cálculos mais comuns em felinos 

Por favor, lembre-se sempre que gatos possuem pouca sede e foram feitos para conseguir a água que precisam de suas comidas. Uma dieta de alimentação natural ou patê de lata irá manter um nível adequado de água passando pelo trato urinário e ajuda a manter a saúde destes órgãos. 

O PH urinário também é considerado quando se discute problemas de trato urinário mas realmente devemos parar de focar no PH. Novamente, uma dieta com niveis adequados de agua é o mais importante, não o PH da urina. Muitas dessas “dietas terapeuticas urinárias” são formuladas para acidificar o PH da urina, mas na verdade, essas dietas podem exarcerbar as cistites. 

Também, essas dietas que são tão comumente prescritas, podem acabar promovendo calculos de oxalato e hipocalemia, uma condição que ocorre quando há uma quantidade baixa de potássio presente na corrente sanguínea, que pode causar ritmo cardiaco anormal, fadiga, paralisia, constipação, fraqueza ou espasmos musculares e lesões musculares. 

É importante notar – para aquelas pessoas que ainda se preocupam excessivamente com o PH urinário – que há muitos fatores que determinam o PH da urina e um deles é a dieta.  

Em relação à saúde urinária e ração seca, além da falta de umidade neste tipo de dieta, há também uma correlação entre o consumo de uma dieta com altos niveis de carboidratos e a formação de cristais de estruvita, como mostrado no estudo publicado em Fevereiro de 2004 no Jornal Americano de Pesquisa Veterinária. 

Veterinários usualmente prescrevem “rações terapeuticas” para problemas urinários mas, novamente, essas dietas possuem no máximo 10% de umidade e contém VÁRIOS tipos de ingredientes, químicas e conservantes inapropriados. Também precisamos lembrar que rações possuem altos níveis de carboidrato e que gatos são CARNÍVOROS, ou seja, não aproveitam NADA de carboidratos. 

Quer saber mais? Leia! 






o que faz mais sentido para aumentar o fluxo de agua no aparelho urinário de um carnivoro estrito?

Dieta não é o unico fator envolvido em casos de cistite, mas é um dos mais importantes e um que podemos controlar com mais facilidade. 

Stress também é um fator significativo nos casos de cistite e até mesmo gatos que são alimentados com alimentação natural ou dietas de somente patê em lata podem sofrer de crises de cistite. Esta é uma doença muito frustrante de lidar e é algo que os veterinários ainda não possuem todas as respostas. 

O que sabemos é que diminuir as possíveis condições de stress e aumentar a quantidade de agua na dieta são os fatores de manejo mais importantes. A quantidade de umidade na dieta é facil de controlar. Os fatores de stress que influenciam cada gato é um pouco mais complicado, já que a maioria deles é muito sensivel e, geralmente, são silenciosos quando estressados. 

Cistite pode ser uma condição extremamente dolorosa e é muito importante colocar estes gatos sob tratamentos para dor. Lembre-se que dor = stress e minimizar o stress é um fator importante para estes animais. Infelizmente muitos veterinários não lembram da dor que esta doença causa e acabam não tratando essa parte importante deste problema comum em felinos. 

Uma observação sobre antibioticos: a maioria dos casos de cistite são estereis. Ou seja, não são resultado de infecção e não é necessário o uso de antibióticos nestes animais. Apenas 1% dos casos de cistite em gatos abaixo dos 10 anos de idade possuem algum tipo de infecção no trato urinário e, memso assim, a maioria dos veterinários coloca estes animais em terapias com antibiotico quando essas drogas não são necessárias. A maioria dos gatos abaixo de 10 anos produz urina bem concentrada e bactérias não se proliferam bem em urinas concentradas. 

exames ajudam no diagnostico e poupam tempo e sofrimento ao animal 

Em gatos acima de 10 anos de idade, as infecções são mais comuns mas isso também não significa colocá-los automaticamente em tratamento com antibioticos. 

Gatos mais velhos são mais propensos à infecções já que doenças renais são mais comuns neste grupo e, então, estes gatos possuem urinas mais diluidas que não são tão hostis para o crescimento de bacterias. 

Diabetes também é mais comum em gatos de acima de 10 anos de idade e a diabetes faz com que o gato esteja mais propenso à infecções do trato urinário. 

Exames e cultura de urina DEVEM SEMPRE SER UTILIZADOS se o paciente tiver baixa densidade urinaria ou diabetes. A maioria dos casos de cistite não ocorrem por causa de infecções. É por isso que é sempre importante realizar exames ANTES de recorrer à antiboticos. Estas drogas devem ser somente usadas quando existe infecção. 

Exames e cultura de urina identificam se a bacteria está presente e diz ao veterinário qual o tipo de antibiotico mais apropriado para aquela infecção. 

O melhor modo de conseguir amostra de urina é através da cistocentese, que envolve o uso de uma seringa e agulha para obter a amostra diretamente da bexiga. O animal não sente dor neste procedimento e é o melhor metodo para conseguir uma amostra de urina correta para exames e identificação de possiveis infecções. O problema deste metodo é que essa amostra pode ser dificil de conseguir, já que gatos com cistite urinam frequentemente e a bexiga pode não estar cheia o suficiente para conseguir uma boa amostra. 

Para resolver este problema, alguns veterinários dão ao gato uma dose de fluidos e tiram a caixinha de areia do animal por algumas horas, para que a bexiga se encha e assim é feita o procedimento. 

cistocentese em gatinho 

Devemos parar de tratar todos os casos de cistite com antibióticos, antes dos exames serem feitos e termos uma real evidência de infecção. 

Cistite irá frequentemente retornar nestes pacientes e este problema de saúde pode ser muito frustrante para todos os envolvidos. Mas, por outro lado, a maioria dos gatos terá seus sinais clínicos resolvidos sem nenhum tratamento. Na verdade, geralmente brincamos que um gato com cistite irá ficar bem após 7 dias de tratamento, ou em 1 semana, sem nenhum tratamento.



Escolhendo um bom patê de lata para seu gato

Parte de entrevista da Dra.Karen Becker, veterinária holistica, à Dra.Lisa Pierson, uma das mais conceituadas especialistas em felinos dos EUA, criadora do CatInfo.org , o mais conhecido website sobre manejo alimentar e alimentação natural crua para felinos. 

Entrevista original - http://healthypets.mercola.com/sites/healthypets/archive/2014/12/14/cat-health-nutrition.aspx

Perguntei à Dra.Pierson para compartilhar seu conhecimento e ajudar os donos de gatos que ficam na frente das prateleiras em petshops, tentando escolher um patê de lata mais adequado entre as várias opções disponíveis. 

em outros países existem CENTENAS de opções disponiveis pois alimentar os felinos somente com comida umida é um habito consolidado 

Dr.Pierson relata que, quando ela estava começando seu website, ela listou 4 niveis de qualidade em patês de lata. Friskies e outras marcas que contem apenas SUBPRODUTOS são os níveis mais baixos. Em terceiro lugar estavam as marcas com algum subproduto, mas que também contem um pouco de carne    ( como pedaços de carne de boi, de galinha ou até mesmo carne desossada de frango, etc ). O segundo lugar seria para marcas que não possuem subprodutos, mas possuem qualquer tipo de grãos. E, o top dos patês de lata, seriam aqueles que não possuem subprodutos e também são completamente livres de grãos.

No entanto, nestes anos de experiencia, Dr.Pierson tem novas observações nessas 4 categorias. 

Primeiro, não existem patês completamente livre de grãos. É um marketing enganoso na grande maioria das vezes, já que a inexistencia de grãos não garante a inexistencia de carboidratos. Muitos fabricantes estão vendendo "GRAIN FREE" e colocam batata e ervilhas na formula, que tecnicamente não são grãos, mas são elementos cheios de amido e carboidratos que são inuteis e maleficos para gatos. Então muitos compradores são enganados por estes rotulos grain free quando grãos não são os unicos ingredientes que devem ser evitados em comidas para gatos.

Dr.Pierson explica que não necessariamente todos os subprodutos são problemáticos, já que alguns como o cerebro, olhos, baço e figados, são muito nutritivos. Então, ao rescrever essa parte de comidas comerciais no seu website, ela percebeu que a Friskies não era tão ruim assim. 

o patê de lata é a segunda melhor opção atrás da alimentação natural 

A gata da mãe dela tem 17 anos, é muito saudável e só comeu patê de lata Friskies a vida inteira ou outras marcas de menor custo e mais populares. 

Hoje em dia a Dra.Pierson prefere utilizar estes termos do que dizer que são de baixa qualidade, já que ela não acredita mais que estas marcas são completamente ruins.

A quantidade de proteinas e gorduras também determina o preço e qualidade dos patês. Proteina é cara e gordura é barata. A carne ( não os subprodutos ) é de melhor qualidade e, portanto, mais cara. Então, os patês acabam tendo talvez 30% de proteina ( ao contrário de uma presa inteira que possui 50-70% de proteina ) e são extremamente gordurosos e isso realmente não é bom para o animal. 

A verdade é que, a maioria dos patês que dizem ser GRAIN FREE na verdade possuem um alto nivel de gorduras e com baixos teores de proteina de qualidade. Uma marca GRAIN FREE pode acabar tendo apenas 30% de proteina, enquanto marcas mais populares, como a Friskies, Whiskas, etc, podem ter até 45% de proteina bruta. E é aí que chegamos na conclusão que aquela lata do supermercado pode não ser tão ruim assim. 

ler e comparar os rotulos é uma otima maneira de achar o patê mais nutritivo 

Alimentar seu gato com qualquer tipo de patê, mesmo as marcas mais baratas, acaba sendo muito melhor do que alimentá-lo com ração. Encorajar os clientes a oferecer alimentação natural é um hábito em meu consultório, mas se eles não podem, o patê de lata é a melhor alternativa. 


Então, se você pode oferecer alimentação natural ou um patê de lata de lata qualidade, isso é ótimo. Mas, se você não puder, ofereça um patê de lata comum para prevenir as doenças relacionadas ao manejo alimentar inadequado. Ração nunca deveria ser uma opção. 

o que você acha que é mais adequado para um carnivoro estrito? 



Algumas pessoas dizem - nossa, você realmente não gosta de ração. E realmente não gosto. Ração deveria ser aquela ultima alternativa para aquele proprietário que não pode MESMO oferecer alimentação natural ou patê em lata ou se o gato se recusa, após várias tentativas e insistência, a comer patê. 

Infelizmente, gatos que passam muito tempo comendo ração são muito resistentes à mudança de alimentação ( e é por isso que sempre recomendo o patê de lata ou alimentação natural desde filhotes ) e, especialmente, no caso de gatos doentes, é muito mais importante que eles comam algo do que forçar uma mudança de alimentação, já que longos periodos sem alimento destroi o figado deles. 

23 de mar. de 2015

Os perigos dos corantes nas rações

Grãos vermelho para ilustrar carnes, verde para "legumes", entre outras cores artificiais que apenas trazem malefícios. 

Rações coloridas são algumas das mais pobres em nutrientes e qualidade do mercado e, infelizmente, são as mais populares. 


Rações coloridas também podem desencadear alergias alimentares, que passam despercebidas até se tornarem graves, com o gato arrancando tufos de pêlo por lambeduras ou mordidas ou perdendo pedaços inteiros de pelagem. Outros sintomas de alergia alimentar são, diarreia ( ou fezes sempre moles ) e vômitos. 

Alguns tipos de corante são banidos em alguns países do mundo pela ligação comprovada com doenças. Se não é saudável para nós, não deveria ser permitido para os animais também. 


um pratinho de quimicas nocivas

O trecho abaixo relata os principais corantes utilizados na industria brasileira e os maleficios que podem trazer à saúde:

( retirado de http://www.idec.org.br/consultas/dicas-e-direitos/cuidados-com-os-corantes-dos-alimentos ) 


A legislação brasileira em relação aos corantes alimentícios é mais permissiva que a dos Estados Unidos, Áustria e Noruega, tanto que muitas substâncias aqui usadas são proibidas nesses países. Assim, há motivos de sobra para que a presença de corantes seja destacada no rótulo dos alimentos e medicamentos, especialmente os voltados ao público infantil.

Além das reações alérgicas que podem acometer qualquer pessoa, estudos recentes apontam que corantes e conservantes podem estar relacionados à hiperatividade e a distúrbios de concentração em crianças.
Por isso, fique de olho na embalagem do produto e conheça os principais efeitos associados a cada tipo de corante:

Corante: Amarelo crepúsculo
Pode provocar: Reações anafilactoides, angioedema, choque anafilático, vasculite e púrpura. Reação cruzada com paracetamol, ácido acetilsalicílico, benzoato de sódio (conservante) e outros corantes azoicos como a tartrazina. Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Finlândia e Noruega.

Corante: Amarelo quinolina
Pode provocar: Suspeito de causar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio.

Corante: Amarelo tartrazina
Pode provocar: Reações alérgicas como asma, bronquite, rinite, náusea, broncoespasmo, urticária, eczema, dor de cabeça, eosinofilia e inibição da agregação plaquetária à semelhança dos salicilatos. Insônia em crianças associada à falta de concentração e impulsividade. Reação alérgica cruzada com salicilatos (ácido acetilsalisílico), hipercinesia em pacientes hiperativos. Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. No Brasil, nos EUA e na Inglaterra seu uso deve ser indicado nos rótulos.

Corante: Azul brilhante
Pode provocar: Irritações cutâneas e constrição brônquica, quando associado a outros corantes. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Noruega, Suécia e Suíça.

Corante: Vermelho 40
Pode provocar: Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Dinamarca, Suécia e Suíça.

Corante: Vermelho ponceau 4R
Pode provocar: Relacionado a anemia e doenças renais, associado a falta de concentração e impulsividade e pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido nos EUA e na Finlândia.

Corante: Vermelho eritrosina
Pode provocar: Suspeito de causar câncer de tireoide em ratos. Banido nos EUA e na Noruega.

Corante: Vermelho bordeaux (mistura de amaranto e azul brilhante)
Pode provocar: Crises asmáticas e eczemas. Banido nos EUA, na Áustria, Noruega e Rússia.

Leia sempre o rotulo das rações e outros alimentos que você está oferecendo a seus animais. Isso evita problemas de saúde muito sérios a longo prazo. 

rações sem corante são uma opção mais saúdavel

Alimentação de qualidade pode ser uma grande aliada para o bem estar de um bichinho! 

Quer saber mais sobre ração? Leia - O que você deve saber antes de escolher a ração para seu gatinho?