16 de mar. de 2012
6 de fev. de 2012
"Gatos são felizes na rua" by Simon's Cat do Brasil
2 de dez. de 2011
Campanha - Doação Responsável!

15 de set. de 2011
Coluna - quase - semanal na Confraria
Bicho é Luxo.
http://blog.miadoselatidos.com.br/2011/09/15/bicho-e-luxo/
30 de ago. de 2011
25 de ago. de 2011
O que deu errado na adoção da Milla

10 de ago. de 2011
Milla - a jornada continua
12 de jun. de 2011
Meu coração prestes a se partir
7 de jun. de 2011
Donos de cães e as irresponsabilidades do dia-a-dia
Quando começo a falar sobre raças, castração, criadores de fundo de quintal e Guarda Responsável algumas pessoas me perguntam se sou veterinária. Aparentemente preciso de um diploma para justificar minha preocupação pelo bem estar de animais alheios.
Sim, já pensei em fazer veterinária. Passei 17 anos pensando no assunto até que em cima da hora desisti do vestibular, fiz outra faculdade e hoje em dia tenho duas graduações que em nada se relacionam com o trato de animais. No entanto, nunca parei de estudar. Nunca parei de comprar livros sobre raças ou assistir documentários a respeito e, sem modéstia, acredito que sou uma boa cuidadora de gatos. E se algum dia eu voltar a ter cães irei me esforçar ao máximo para que eu seja uma boa pessoa para eles também.
Andando por petshops e conversando com veterinários e pessoas durante tantos anos, posso afirmar com segurança que 70% dos donos de cães em minha cidade são irresponsáveis, resultando em 80% de cães fora do padrão da raça. Os 20% que se salvam, sadios e conformados, são cães vindos de outros estados, com pedigree.
Essa irresponsabilidade tem vários níveis. O mais leve deles são aqueles donos que não castram seus animais. A irresponsabilidade nesse caso, na minha opinião, é a chance de uma piometra ou tumor de mama, útero ou testículos posteriormente. Além de problemas comportamentais como demarcação de territorio e agressividade.
Também há a chance do animal ser roubado e explorado como reprodutor de fundo de quintal, fugir - o que não é raro no caso de um macho não-castrado ao sentir o cheiro de fêmeas no cio - e ser mais um progenitor de DEZENAS de filhotes abandonados nas ruas de São Luís, isso se não acabar vitima da Cinomose, Calazar, Raiva ou qualquer outra doença tão freqüente em minha cidade. Um animal perdido é uma tristeza, mas um animal perdido e não-castrado é uma calamidade.
O segundo grau de irresponsabilidade são aquelas pessoas que compram cães de criadores de fundo de quintal. Lá no estado de São Paulo já existe uma lei ( Lei 14.483/07 ) que proíbe esse tipo de comércio e reprodução indiscriminada de cães. Somente criadores responsáveis, com licenças e registros no Kennel Clube e com animais com pedigree podem reproduzir e seus filhotes só poderão ser vendidos castrados, para evitar deterioração da raça nas mãos de gente estúpida e a chance de abandono, por parte dos donos ou por parte dos donos dos descendentes, em um futuro próximo.
Até mesmo ONGS e protetores somente podem doar animais castrados, limitando assim o trabalho PORCO de gente idiota que ainda acha desnecessário castrar um animal antes de doá-lo, ignorando um pilar principal da DOAÇÃO RESPONSÁVEL.

O comprador de fundo de quintal tem um perfil clássico. Quer um cão “de raça”, na maioria das vezes a raça popular do momento. É preconceituoso e a idéia de adotar um cão SRD e salvar uma vida soa como a pior das ofensas.
Não pesquisa sobre o padrão da raça ou particularidades do animal que irá comprar. Se contenta com o vendedor no classificado dos jornais ou aquele petshop que mantém filhotes em gaiolas pequenas, com potes de água e comida sujos. Animais claramente com menos de 60 dias, pai e mãe desconhecidos. E mesmo quando conhece os pais do filhote, por sua ignorância, não consegue distinguir os erros de padrão e comportamento dos animais. E compra o filhote, por um preço absurdo, achando que fez o melhor negocio do mundo.
Aí as doenças crônicas começam a aparecer. Alergias que nunca saram. Ou comportamentos anormais do que é esperado da raça, como um yorkshire ou poodle agressivos.
O shih-tzu de pernas curtas ou com os olhos extremamente saltados. Lábios e nariz despigmentados, prognatismo mandibular, displasia severa, problemas cardíacos, etc. O maltês e rottweiler de focinhos compridos, ou yorkshire-minis, maltês-mini, poodle micro-toy, e tantos outros primores da ignorância e invenção brasileiras. Isso sem falar nos dobermans magros e fracos prestes a se quebrar.

Alguns donos de cães vindos de fundo de quintal conseguem quebrar o ciclo da ignorância, se educam e castram seu animal para que o mal acabe por ali. Mas infelizmente essa não é uma regra.
E não são raros os compradores de fundo de quintal que põem nos animais a culpa por sua estupidez, por terem sido enganados, descobrindo que o cão não é “de rassa” livrando-se do animal, soltando no meio da rua ou repassando para o primeiro que aparecer, sem nenhum pingo de remorso.

Eu odeio criadores de fundo de quintal. Eles destroem vidas e raças diariamente. Exploram os animais, separam os filhotes da mãe antes da época correta, forçam fêmeas a cruzar e emprenhar diversas vezes seguidas, tornam machos neuróticos e agressivos em relação a outros cães.
E o pior de tudo: criadores de fundo de quintal são responsáveis pelo surgimento de outros criadores de fundo de quintal. Pessoas que – por terem comprado um animal – se acham no direito de reproduzi-lo.
Ainda existem aqueles que vêem um dono de cão ingênuo e começam a elogiar o animal apenas para tentar conseguir uma cruza para seu animal e mais uns trocados no bolso.
Tem coisa mais horrenda do que uma pessoa que coloca o animal para cruzar contando os dias para que possa vender os filhotes? Contando nos dedos os trouxas que irá enganar e quando poderá ganhar mais uns trocados em cima de VIDAS.

Você, que coloca seu cão de companhia para reproduzir, sabe o destino de cada um dos filhotes do seu animal que você vendeu sem castrar? Queria saber se você sabe se todos eles são bem tratados, queridos e acima de tudo, se seus donos não fizeram como você e também cruzaram os cães que você trouxe ao mundo, alongando ainda mais um ciclo arriscado e vicioso? E onde estarão os descendentes? Será que todos tem bons lares? Será que não estão a esse mesmo momento comendo um resto de lixo pelas ruas ou morrendo nas rodas de um carro?

Seu animal não precisa reproduzir. Você não precisa se rebaixar a esse grupo de pessoas que produzem vidas sem destino certo, que destroem raças e colocam animais sem conformação, doentes e desequilibrados no mundo.
Queria perguntar para essas pessoas como elas conseguem dormir à noite sem a certeza de que os filhotes de seu cão “tão amado” podem estar sofrendo. Pode estar trazendo outros para sofrer nesse mundo. Ou será que esse dinheiro SUJO também comprou sua paz de espírito?
A Lei Tripoli está fazendo muita falta em São Luís do Maranhão. E eu teria muito prazer em denunciar cada um desses criadores de fundo de quintal que conheço. Quer um animal de raça? Guarda dinheiro e valorize ocriador responsável e ético comprando um animal com pedigree, mentalmente e fisicamente saudável e CASTRADO.
Fazemos campanhas para preservar o meio-ambiente, a agua, as florestas e animais silvestres mas não cuidamos do amanhã de nossos próprios bichos de estimação.
Você pode ser dono de seu cão, mas o bem estar dele assim como o futuro de seus descendentes não está sob seu poder. Respeite e seja digno com o passado, presente e futuro do animal em suas mãos.

"Exijo a castração dos meus filhotes para companhia porque acredito que a superpopulação de cães errantes, o descontrole da leishmaniose visceral canina, a perda da tipicidade e saúde de muitas raças, entre outras questões, são problemas diretamente ligados aos criadores de cães de raça.
Nós, que criamos cães, não podemos fechar os olhos para estes problemas que também são sociais.
É gratificante para mim saber que meu hobby não é um ônus social, nem onera a raça que crio."
Camilli Chamone, criadora registrada de Buldogues Franceses ( Canil Ville Chamonix ), Membro Efetivo do Conselho Disciplinar do Kennel Clube da Grande BH e Diretora da Federação Mineira de Cinofilia
31 de mai. de 2011
Esperança?

E agora?
29 de mai. de 2011
Feijão no Lar Temporário e eu doente
13 de mai. de 2011
A castração e o alívio de tristezas
5:09 da manhã.
Eu acordei depois de ter ido dormir muito cedo – para meus padrões – às 21:30 da noite.
O motivo de ter ido para a cama tão cedo é a dor no corpo e nos meus joelhos – as rotulas dos dois saem do lugar sozinhos – devido a uma tentativa de resgate ontem à noite.
Estava eu no trabalho quando o pessoal me chama dizendo que havia um gato preso dentro do motor de um carro. Eu sou traumatizada com isso, pois minha amiga já resgatou um bebezinho que teve o braço dilacerado pela corrente do motor, o infeliz somente o pegou e o largou na calçada para morrer, antes que minha amiga o resgatasse. Infelizmente mesmo com os cuidados de emergência ele não sobreviveu.
O gatinho miava desesperadamente. Pegamos a chave do carro com o dono – que trabalhava em frente – e fiquei sabendo que fazia dois dias que o gatinho estava lá dentro. E é claro que logo começaram a chegar os comentários idiotas e ignorantes que eu rebati um a um, fora a minha cara, felicíssima com a situação. EU mudo totalmen te de feição quando vou resgatar um animal, fico muito focada e ODEIO quando as pessoas ficam dando opiniões toscas sobre o assunto.
Cutuca dali, mexe de lá, o dono do carro vem e liga o motor, finalmente o filhote desceu do carro e foi esconder-se debaixo de outro. Lá tentei atraí-la com comida – era uma escaminha de tartaruga, no máximo com 3 meses de idade, uma das patas totalmente sem pêlo, provavelmente queimada pelo calor do motor, extremamente assustada e miando muito. Minha aluna – que também adora animais – se prontificou a ir ao supermercado ao lado e trouxe sardinhas e uma lata de patê. A gatinha estava morrendo de fome e começou a comer os pequenos pedaços que jogávamos para ela, mas sem querer aproximação. Provavelmente além do susto do carro, ela deve ter sofrido algum tipo de maltrato anteriormente.
Ficamos quase 2 horas tentando resgatá-la. Ela corria de um lado para o outro, escondendo-se debaixo dos carros, chamei minha amiga para trazer a caixa de transporte mas ela novamente se escondeu dentro de um carro e não havia mais nada que pudéssemos fazer já que agora ela não tinha nenhuma motivação para sair, além de estar muito mais assustada. Ainda tentamos por algum tempo, mas desistimos.
Depois soube que uma colega de trabalho acabou “levando-a” para casa, dentro do carro e ao chegar à garagem a gatinha desceu e saiu correndo por lá. É mais uma na rua para morrer...
Nesse negócio de ajoelhar, sentar no chão, olhar por debaixo dos carros, além do stress da situação por mim e pela gata, fiquei esgotada. E o pior é a sensação de impotência, de não ter conseguido fazer nada e ainda confirmar o descaso e irresponsabilidade que as pessoas têm pelos animais. Custava terem ficado calados? Se eu estava ali, preocupada, tentando resolver uma situação que não foi causada por mim – a gata não é filha do Arthur e com certeza não fui eu que a joguei fora – custava terem respeitado e ficado em silêncio?
Nenhum animal ESCOLHE entrar em um carro, isso é motivado por medo.
Nenhum animal ESCOLHE estar na rua, isso é causado pela ignorância de não castrar e pela crueldade de ainda abandonar.
Neste mesmo dia, minha amiga pegou um bebezinho na faculdade dela, onde um professor decretou guerra aos gatos e manda matá-los com veneno ( os alunos estão revoltados e entrarão com medidas junto à reitoria ) e apesar de muita gente dizer que queria, ninguém podia levá-lo ( típico... ) e ainda deram leite comum para o coitado. Fui lá vê-lo, uma bolinha minúscula de não mais de 40, 45 dias, chamando pela mãe que lhe foi tirada. Demos NAN sem lactose misturado em patê, como uma papinha e ele comeu bastante, mas como ainda não foi ao banheiro, voltamos somente para o NAN para não forçar o intestino.
Filhotinhos ainda não possuem todos os movimentos para que o estômago e intestino funcionem corretamente sem a mãe por perto para estimulá-los com a língua, já perdemos um filhotinho por prisão de ventre e estamos muito preocupadas.
Pelo menos o Heitor está conosco, já temos experiência com filhotinhos, a salvo e quentinho, mas fico extremamente revoltada quando alguém tem a coragem de tirar um filhote da mãe, que junto a ela não dá trabalho nenhum até o desmame. Custa esperar o bichinho fazer 2 meses de idade e tentar uma adoção? Do que adianta fazer isso se a gata irá ficar no cio mais rapidamente sem os filhotes e, é claro, não castrada, colocará mais no mundo apenas para serem abandonados?
Você não quer filhotes, CASTRE SEU ANIMAL, muito simples.
E não seja covarde, abandonando um bebê indefeso à própria sorte, isso só demonstra falta de humanidade.
Depois dessas ultimas duas experiências de ontem, aviso que SIMPLESMENTE NÃO DÁ MAIS para conviver e aceitar pessoas que acham que não tem responsabilidade social com filhotes de seus bichos. A minha tolerância, que já era pouca, ESGOTOU-SE DE VEZ.
Eu não consigo mais conviver com alguém que não acredita em castração – mesmo com TODOS os benefícios – e pior, REPASSA animais sem o mínimo de conhecimento sobre Guarda e Doação Responsável, acreditando que longe dos olhos o sofrimento deles não é real.
Antes eu costumava defender a castração dizendo que era um ato de amor, mas infelizmente pouquíssimas pessoas realmente amam os animais.
O que mais vemos é bicho que é repassado, pois a pessoa perdeu o interesse, nasceu criança na família, apareceu uma alergia. Cães e gatos deixados para trás quando a família se muda. Animais fogem, se perdem nas ruas e acabam – se não morrerem – aumentando ainda mais os números do abandono, isso se não forem roubados e explorados comercialmente como reprodutores por criadores de fundo de quintal, então agora digo que gente INTELIGENTE e RESPONSÁVEL CASTRA SEUS BICHOS.
Além dos inúmeros benefícios para a saúde do animal, A CASTRAÇÃO É A ÚNICA MANEIRA DE ACABARMOS COM O ABANDONO.
Centenas de organizações e protetores independentes ao redor do mundo, se responsabilizando pela ignorância e estupidez alheia e o aperto em nosso coração não é NADA, se comparado a dor do abandono, fome e maus-tratos que esses animais sofreram até serem salvos.
Enquanto a sociedade como um todo ( governantes e cidadãos ) não se educarem, a cada Heitor que é ajudado, milhares de outros animais morrem sozinhos e a míngua, sem esperança.
3 de mai. de 2011
O meu espaço - e inferno - particular
Desde que comecei a ter animais, eu estudei. Comprei livros, assistia documentários e lia revistas na banca. Com a internet comecei a pesquisar mais e mais. Comprei e ganhei mais livros. Aprendi sobre Guarda Responsável e assim tive mais sucesso nos meus resgates e adoções. Desde que comecei a praticar, divulgar e exigir GR somente tive 2 adoções realmente mal sucedidas.
Nunca me neguei a ajudar uma pessoa repassando informações. Criei álbuns e meu blog para divulgar a maneira correta de resgatar e cuidar de animais, sejam eles para doação ou não. Hoje em dia desenvolvo meus próprios textos e vídeos para tentar educar outros e isso é algo que levo muito a sério e que me dedico bastante.
E entre essas atividades, tenho minhas alegrias, tristezas, minha faculdade e meu emprego. Tenho as pessoas ao meu redor, tenho o meu próprio animal para cuidar, minhas horas de lazer. Assim como todo mundo, eu tenho o meu céu e meu inferno particular.
Então, acho que não custa nada ser respeitoso. As pessoas chegam até mim, ignorando todas as informações à disposição na internet, além das postadas em minhas redes sociais, perguntando o que fazer com um animal que encontraram, o que fazer com os filhotes encontrados, se existe “um local” para deixá-los.
E lá vou eu gastar meus dedos para responder e dar todas as informações necessárias, mais uma vez divulgando a Guarda Responsável e principalmente a castração – já que sem ela tudo o que se faz a um animal vai por água a baixo - e em 98% das vezes a pessoa SEQUER me dá um retorno. Poxa! Se veio até mim e gastou o meu tempo e meu teclado, por que não pode me dizer que agiu CORRETAMENTE com aquele animal, que minha atenção dispensada a você deu resultado?
Sei que a maioria das pessoas quer se livrar o mais rapidamente do problema.
Posso contar nos dedos às vezes em que realmente alguém foi humano com um animal que encontrou em minha cidade e o doou de forma adequada, sem se preocupar com o dinheiro gasto e por essas pessoas eu fico feliz. Mas a cada 10 que me mandam email, que me mandam mensagens e que só vem falar comigo para que eu dê uma solução mágica para problemas que eu NÃO criei – afinal, o MEU gato está castrado e dentro de casa, o animal que você encontrou não é filho dele e os filhotes da SUA gata não são dele, portando a culpa NÃO É MINHA - 95% somem misteriosamente quando mostro que temos que agir com responsabilidade pelo animal encontrado e não me dão o fim da estória.
Já faz algum tempo que diminui o número de meus resgates. Ano passado foram 13 animais ajudados, praticamente 1 por mês, em parceria. Até agora em 2011 só houve a Michaela e a abençoada adoção pela Carol e seu marido.
Eu adoro cuidar, cada um dos meus resgates é tratado como se fosse o Arthur, mas hoje em dia prefiro usar meu dinheiro para castrar o animal de uma pessoa carente, castrar um animal de rua e apadrinhar um animal enquanto este não é adotado.
Sempre digo que resgatar e doar um animal cria um senso de responsabilidade social e conscientização maior do que nós mesmos. Uma pessoa que adota um animal vê que alguém se importou, cuidou e gastou dinheiro com uma vida além da sua, repassa a informação e exemplo e várias outras ao seu redor começam a praticar a Guarda Responsável e podem ajudar outros animais no futuro.
Se eu simplesmente vou lá e recolho o animal que OUTRA pessoa viu, onde está a educação? Onde está o senso de responsabilidade?
E sabe o que acontece? Daqui a pouco a pessoa vê outro animal e o que faz? Tenta ajudar sozinha? Claro que não! Irá novamente tentar repassar o problema e por muitas vezes usando de chantagem emocional – uma coisa qu acho abominável.
Então, por favor, antes de perguntar o que fazer com um animal que encontrou na rua, ou o que fazer com os filhotes que VOCÊ e sua irresponsabilidade deixaram vir ao mundo, pense duas, três ou quatro vezes, quantas for o necessário antes de vir falar comigo. Lembre-se que todos os seus problemas poderiam ter sido evitados com a castração, então comece por aí.
Tenho muito orgulho de entregar animais castrados, vacinados e vermifugados, visitando a casa da pessoa, com termo de responsabilidade e uma conversa franca e pego meus animais de volta se as coisas não forem como eles merecem. Então não admito trabalho porco, não admito saber que mesmo com as informações na mão, a pessoa decide “repassar” um animal, - pior ainda - sem nem ao menos tê-lo castrado, contribuindo ainda mais para o crescente numero de abandonos que existe nessa cidade.
Não sou mais inteligente do que ninguém, não tenho tempo ou dinheiro disponível ao contrário do que muita gente pensa. Não saio por aí catando animais de rua, pois isso não é resgatar, seria Colecionismo e isso é uma doença séria. Mas eu tenho verdadeiro PAVOR à inutilidade. Ser responsável gasta dinheiro? Gasta. Gasta tempo? Gasta. E o pior é o desgaste em nosso coração ao ver o quanto o ser humano pôde ser tão displicente e mesquinho.
Se você não quiser fazer nada, está no seu direito. Mas respeite o MEU espaço e inferno particular e me mantenha ignorante à situação que você se deparou e resolveu cruzar os braços. Se VOCÊ que está vendo não fez nada, não venha até mim dizendo que ficou “com peninha”, porque sua pena para esses animais que morrerão à míngua não significa nada.
20 de jan. de 2011
não sou urubu

31 de ago. de 2010
Trabalho voluntário e um novo olhar sobre as pessoas

