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6 de fev. de 2012

"Gatos são felizes na rua" by Simon's Cat do Brasil


Isso mesmo. Uma empresa baseada em produtos de um dos gatos mais adorados e bem cuidados do mundo falou essa perola em pleno facebook.

O motivo? Uma pessoa chamada Jo Brito, aqui mesmo de São Luís e que se diz PROTETORA, mandou uma foto de sua gata para um concurso da empresa, deixando claro no texto que a mesma tinha acesso à rua, uma coisa extremamente condenável pelos pilares da Guarda Responsável. Quando questionada pela postura, a pessoa começou com inumeras ironias, mostrando sua ignorancia contra criação indoor , entre as outras perolas, dizendo que não iria "criar a gata em uma gaiola".

Dezenas de protetores do Brasil inteiro entraram na discussão. Uma das responsáveis pelo Simon's Cat veio até minha inbox dizer que eu precisava ter paciência com a pessoa, já que era de São Luís e "por lá as pessoas são assim mesmo".

Foi então que respondi que eu também era daqui e isso não justificava a ignorância de ninguém.

E nesse momento a outra responsável pelo profile, Sônia, diz que o Simon's Cat tem acesso à rua, erroneamente comparando a criação e mentalidade à animais de vizinhos dos E.U.A - onde existem leis severas para protegê-los, aos nossos e me solta essa perola:



Ou seja, ONGS e protetores de TODO O BRASIL!! ATENÇÃO!!

De acordo com a empresa SIMON'S CAT do Brasil, GATOS SÃO FELIZES NA RUA! 
Não percam o seu tempo, dinheiro e coração tentando tirá-los de lá, certo?
Eles estão bem! Não há fome, abandono ou maus-tratos na rua! 

Para completar o insulto, apagaram todas as reclamações de inúmeros protetores, enquanto permitiram que os deboches da Jo Brito continuassem no albúm. Uma completa inversão de valores para uma empresa que já foi vinculada a uma ONG séria e honesta e DEVERIA entender que NENHUM ANIMAL MERECE ESTAR NAS RUAS. 

Vergonha, muita vergonha, ainda mais que a "PROTETORA" continuou a despejar sua ignorância aqui - http://www.facebook.com/SimonsCatnoBrasil/posts/363742526988402?ref=notif&notif_t=share_reply - até que, covardemente, deletou tudo o que havia dito.

Eu, como protetora, mãe de gato e ludovicense, sou TOTALMENTE contra essa empresa a partir de hoje. 

É uma afronta à todos nós que cuidam bem dos seus animais e tentamos fazer com que a vida deles seja um pouco melhor. 

2 de dez. de 2011

Campanha - Doação Responsável!


Essa semana cheguei ao meu limite. Cansei de ver pseudo-protetores repassando animais sem nenhum critério, mesmo sabendo o que deve ser evitado, ignorar tudo para se livrar do bicho o mais rápido possível e assim economizar.

Se não for para agir 100% dentro da DOAÇÃO RESPONSÁVEL, faça um favor para os protetores que realmente agem de acordo e para os bichos: NÃO SE META!

A proteção de animais é algo SÉRIO e todo o trabalho de gente honesta e idônea pode ser colocado por terra quando um único imbecil decide doar um animal sem castrar e sem regras para o adotante.

Não podemos nos contentar com adotantes que deixam o bicho ter acesso à rua, que são contra castração e que não dão alimentação adequada.

O fato de alguém ter escolhido um bicho para adotar não significa que essa pessoa será a unica interessada - a não ser que você seja incompetente para encontrar bons adotantes - e NUNCA devemos achar que o adotante, ao escolher um "animal de rua", está fazendo um favor e não deve ser contrariado.

Animais resgatados NÃO SÃO cidadãos de segunda classe. Eles merecem o melhor que possamos encontrar, pois a maioria deles já veio de um ser humano sem caráter.

Em grandes cidades os animais já podem ser castrados aos 2 meses de idade, gratuitamente ou a baixo custo.

Compreendo mais do que ninguém que em algumas cidades os veterinários não são esclarecidos ou capacitados o suficiente para realizar cirurgia pediátrica, mas cabe a pessoa que doou ficar em cima e não recuar até que o bicho doado tenha idade adequada para o procedimento, entre os 4 meses e 6 meses de idade.

Eu já passei por situações de doar animais sem castrar por serem muito jovens e me arrependo enormemente. A gata fugiu no dia da cirurgia, um dono simplesmente sumiu quando falei de esterilizar o gato e uma adotante deu sumiço no animal, repassando para outra pessoa sem avisar.

E a cada bicho que passa por mim e não é esterilizado, todo o meu trabalho foi por agua a baixo, todo o tempo, amor e dinheiro investidos.

Quando aquele único animal é responsável por centenas que estarão sofrendo nas ruas ou caindo na criação de fundo de quintal, eu tenho minha parcela de culpa, não importa o motivo.

Está mais do que na hora de PARARMOS de achar normal que um animal seja doado sem castrar. Isso é o MINIMO, é o MAIS IMPORTANTE e NÃO É NEGOCIÁVEL ou OPCIONAL!

Lanço uma campanha para que as pessoas que querem doar tenham consciência do problema que estão gerando e de como é nocivo que alguém que - se diz - protetor de animais burle uma das regras mais importantes para o bem estar dos mesmos.

Não divulgo animais que não estejam esterilizados.
Não serei cúmplice de abandonos futuros.


Por favor, repassem em suas redes sociais.

25 de ago. de 2011

O que deu errado na adoção da Milla


Bom, gente, a Milla foi devolvida para nós hoje e depois de mensagens de celular e emails longos e estupidos, vou relatar as coisas que deram errado na adoção dela.

Primeiro, gostaria de frisar que a Milla não é um cão perfeito. Ela não gosta de ficar sozinha, roí as coisas se estiver entediada e até pouco tempo atrás, não sabia um comando sequer, como "FICA" e "NÃO". Ela nem ao menos sabia andar na coleira logo que nos conhecemos, puxando que nem uma desesperada.

A Milla também foge. Se ela olhar um portão aberto ela irá correr sem se importar quem está chamando. No Lar Temporário ela deu vários sustos na moça que cuida dela, mas logo ela retornava para a frente da casa, sentadinha, com o rabicó balançando, esperando que alguém abrisse a porta.

A moça que a adotou sabia disso. Sabia que ela havia sido adotada e devolvida por alguém que havia prometido dar atenção que ela precisava e acabou deixando-a sozinha no quintal por todo o dia, fazendo-a chorar desesperadamente, roer objetos e fugir. Além de varios emails trocados falando de como a Milla era, assim como faço com todos os meus animais, no dia da entrega conversarmos sobre o que ela poderia fazer para melhorar o comportamento dela e que estariamos a disposição para qualquer ajuda.


Essa mesma moça, em emails anteriores, demostrou sua total ignorancia em relação a castração e seus beneficios e disse, mesmo com explicações, que a mãe estava preocupada por causa do cio. Repeti diversas vezes que a castração havia removido o utero e ovários da Milla, que ela não teria cio, não atrairia cachorros ou teria filhotes, coisa que, sinceramente, até hoje ela não deve ter entendido/acreditado.

No dia que a Milla conheceu essa moça, pagamos o transporte de taxi de R$60 de ida e volta do Lar Temporário. Foi tudo otimo, o veterinário que a acompanhou até hoje estava lá, para qualquer esclarecimento. A moça falou que estava com alguns cupins em seu quintal, mas que provavelmente não teria nenhum problema pois era uma area que podia ser isolada. Marcamos a visita na casa dele na tarde anterior, para conhecer o local e a familia, mas ela já havia nos dado certeza de que TODOS queriam a cadela, que adoravam cães, já tinham tido muitos, etc

Alguns minutos depois voltei para a casa e já havia a primeira desmarcação. Os motivos eram a aplicação de um remedio de cupim - para que ela se certifica-se com a empresa que era seguro ter um animal em casa - e "o problema do cio". Expliquei que não havia problema em esperarmos, não tinhamos nenhum interesse em arriscar uma intoxicação e expliquei sobre a castração.

No dia seguinte ela me manda um email falando que vão ser necessárias mais duas aplicações do produto e que a mãe estava preocupada quanto ao "sangramento" da Milla. Novamente disse que nosso unico intuito era que ela fosse para uma boa casa e que não importava se houvesse que esperar e que a cadela NÃO IRIA TER SANGRAMENTO OU CIO. Vou copiar aqui o que falei para ela sobre a questão CASTRAÇÃO = SEM UTERO, SEM OVÁRIOS, SEM CIO, SEM FILHOTES.

Por algum motivo nesse email ela respondeu como se eu não quisesse doar a cadela para ela e estivesse duvidando de sua capacidade de cuidar bem da Milla. Respondi que ela havia se enganado, apenas estava zelando pelo bem estar da cachorra e não iria levá-la para lá, com o problema dos cupins, apenas para pegá-la novamente, pois isso custava dinheiro e tempo.

Finalmente ela marcou um dia e horário disponíveis e, aproveitando que também estávamos próximos do Lar Temporário, resolvemos levar a Milla para conhecer a casa e a família, já com a documentação e se estivesse tudo bem, ela seria adotada. Chegamos lá, a Milla rodou pela casa, conheceu a irmã dela que gostou da cachorra, foi até o quintal gigantesco, enquanto eu e minha amiga conversávamos com a adotante sobre a estória dela e os cuidados. O pai da moça apareceu e nos tratou de uma maneira fria, mas ela havia dito que ele estava adoentado. Tudo parecia bem.

Deixamos a Milla com sua carteirinha de vacinação, brinquedos e um saco de Royal Canin e fomos para casa.

O final de semana passou, a adotante recebia os elogios e votos de felicidade dos meus amigos no facebook e agradecia, prometendo que a Milla seria muito amada lá.

Depois de 3 dias ela me manda um email dizendo que a Milla não fazia festa para todos na casa e que estava preocupada com os problemas que a castração poderia trazer para ela. Explicamos que cada animal tem seu ritmo para se apegar, que mesmo animais criados desde filhotes tinham seus favoritos em uma família e NOVAMENTE explicamos sobre a castração,até mesmo mandei um vídeo a respeito.

Logo depois uma msg pelo celular - Vou ter que devolver a Milla.

A essa altura do campeonato tudo o que eu respondi foi - Ok, vc pode trazê-la amanhã?

Ela disse que não, mas que poderia hoje então combinamos o horário. Depois por um email mandado a minha amiga, ela discorreu longamente o quanto a Milla foi bem tratada na casa dela, mas que as pessoas deixavam a porta aberta e ela fugia ( que atrevimento, não? um cão que era deixado vagando nas ruas, recém-chegado fugir de uma casa que ele não conhece, só pq a porta estava aberta! ) e que na verdade o pai dela NUNCA QUIS adotar a Milla.

A questão das fugas poderia ter sido resolvida colocando um portãozinho sequer e liberando a Milla apenas quando o entra-e-sai terminasse pelo dia. Com alguns dias, do mesmo jeito que ela aprendeu a não ir embora do Lar Temporário, ela iria aprender a permanecer na casa.

A questão do cio.... meu Deus, não consigo até hoje entender como uma pessoa NÃO COMPREENDE isso e ainda fica batendo na mesma tecla. Talvez eu devesse guardar dentro de um pote de maionese com formol os testículos, útero e ovários dos próximos animais que forem castrados como prova?

Acho que o pior foi a questão do pai. Como se adota um animal sem a família inteira estar de acordo?! Ela mentiu na minha cara, na cara de minha amiga, tenho a mentira dela por escrito no Termo de Responsabilidade que ela preencheu! O que ela imaginou? Que a Milla ia "conquistar" o pai na marra depois de estar ali? Será que ela nem sequer pensou o que poderia acontecer se o brilhante plano não desse certo?! Que foi o NOSSO TEMPO, NOSSO DINHEIRO e principalmente, a NOSSA esperança, minha, da Milla e de todos os envolvidos, nessa imbecilidade?!

Faltaram muitas coisas para que essa segunda adoção da Milla desse certo. Faltou responsabilidade, inteligencia e amor. A Milla não é um monstro. Perto de tantos outros cães que eu conheço, extremamente problemáticos, que odeiam e mordem outros cães e pessoas, que matam gatos, que são neuróticos, latindo o tempo inteiro, fazendo as necessidades nas camas dos donos, a Milla, que apenas não quer ser deixada sozinha, nunca teve alguém que realmente zelasse por ela.

Até hoje os donos originais nunca foram procurá-la.

A Milla já custa mais do que QUALQUER ANIMAL que eu já tenha cuidado em toda a minha vida.

Apesar dela ter me seguido para o petshop, ninguém me obrigou a resgatá-la. Em uma visão bem racional, colocar a Milla na rua hoje em dia seria tocar fogo em todo o dinheiro investido nela até hoje e ignorar a preocupação de todas as pessoas, daqui e de longe, que se envolveram com o caso dela. Só que a Milla não é o unico animal que eu ajudo. Melissa ainda está em tratamento e hoje, em vez de eu estar no C.E.D, estou aqui. Não há dinheiro para castrar nenhum gato essa semana e o único que eu tinha em casa paguei o transporte da Milla de volta para o Lar Temporário hoje, já que não pude ir ao banco debaixo do sol quente por causa de um inicio de gripe.

Mesmo se eu a colocasse de volta na rua, minha consciência estaria LIMPISSIMA. Fiz por essa cadela - com a ajuda de várias pessoas que se sensibilizaram, mandando doações e carinho - mais do que muita gente faz por seus parentes, imagine por seus animais. Passei duas semanas brigando com o BB para que meu acesso e transações online funcionassem adequadamente para que nada faltasse a ela enquanto eu estava em Toronto, divulgo os cartazes dela em todo os locais possíveis, estou sempre sondando um novo e bom lar onde ela poderia ir.

Então, acho que dá pra entender o motivo da minha indignação quando alguém se coloca no meu caminho e no caminho da Milla, já tão longo, apenas para nos fazer de idiotas e trazer mais uma derrota em uma estória que parece estar tão longe de ter um final feliz.

Engana-se quem acha que protetor é uma pessoa boníssima, iluminada e com outras qualidades excepcionais e super-poderes, inclusive tempo e dinheiro à disposição.

Sou uma professora, com salário de professora, com inúmeros problemas e defeitos, com dividas e sem carro, que ainda mora com os pais, tentando fazer a diferença em uma cidade atrasada em mentalidade e recursos.

Não quero louros, não quero adjetivos e nem a admiração de ninguém.


Quero apenas que a Milla arrume uma casa de verdade, com pessoas decentes, onde ela possa ser feliz pelo resto de seus dias, para que eu possa seguir em frente tentando ajudar os animais que eu puder, dentro de minhas possibilidades.

10 de ago. de 2011

Milla - a jornada continua


Desculpem não ter colocado as fotos da Milla em seu novo lar e estar trazendo uma noticia tão ruim :(

A Milla não se adaptou a sua nova casa. Nessas duas semanas que permaneceu lá se deu muito bem com todo mundo, mas no momento em que ficava sozinha tentava fugir, ficava uivando e destruindo as coisas.

Por um lado isso mostra o carinho que ela recebeu em seu Lar Temporário - onde ela também destruiu vários movéis - mas ao mesmo tempo isso diminui muito mais ainda as possibilidades dela arrumar um novo lar.

A Milla precisa de uma familia que alguem fique bom tempo em casa ou onde tenha um outro cão - não dominante - para ela brincar, como era no Lar Temporário.

Depois de 2 meses cuidando dela - foi o nosso caso mais longo - simplesmente não temos a cara de pau de pedir para ela ficar no Lar Temporário por mais tempo, depois de tudo o que ela aprontou :(

A Milla tem uma ultima chance que irei tentar.

Nunca quis devolvê-la as ruas e espero que não seja essa nossa opção final.

Abaixo a prestação de contas dela durante a ultima parte do mês de Julho, antes dela ser adotada.

No dia 22/06 a Milla possuia R$190 em seu cofrinho que foi gasto com alimentação e as diárias.

Antes de viajar para Toronto ela recebeu uma doação de R$100 no dia 28/06 que ajudou nas diárias do começo do mês, no dia 15 enviei para minha amiga mais R$100 para os gastos extras.

Essa é a prestação de contas da minha amiga durante a ultima semana de Julho, antes dela ser adotada.

R$15,00 - Coleira

R$60 - Diárias

R$35,00 - Vacinas ( Multipla Canina + Raiva )

R$15,00 - Banho

R$10,00 - Placa de Identificaçao

R$4,50 - Impressão da placa

Totalizando - 139,50

Agradeço de coração a todos que torceram e ajudaram a Milla.

Infelizmente às vezes os animais trazem consigo problemas dos lares que foram tirados - e dos abusos que sofreram - e fica difícil tentar ajudá-los.

Garanto a todos que iremos tentar TUDO o possível para encontrar um novo lar onde ela possa ser feliz.


12 de jun. de 2011

Meu coração prestes a se partir

Hoje o Arthur ficou doente.

A ultima vez que chorei por ele foi quando ainda morava nos jardins do prédio e amanheceu um dia quase sem movimentos. Me culpei por tê-lo deixado morar lá, a mercê de acidentes e/ou crueldade humana. Juntos e com a ajuda de sua veterinária conseguimos driblar esse problema que quase lhe tirou os movimentos das patas traseiras.

O Arthur tem quase 5 anos e hoje pela primeira vez ele foi a um hospital veterinário, como paciente da emergência.

Ontem ele - tambem pela primeira vez - vomitou bolas de pêlo. Algo tão comum para a maioria dos gatos, ele não conseguia fazer. À noite quando retornei do meu passeio com a Milla ele estava ofegante, quietinho e quente deitado no sofá. Pensei que podia ter sido pelo esforço e mal estar que o vomito pode ter causado, liguei para a veterinária dele e ela concordou, esperando até o dia seguinte por uma melhora.

A melhora não veio. Ele usou o banheiro, tomou o café da manhã, mas a respiração pesada e forçada continuava, assim como uma moleza crescente. Às 13:00 o Arthur não conseguia mais erguer a cabeça ou abrir os olhos direito.

E eu me desesperei. Minha mãe - que é médica - o auscultou e disse que havia um barulho estranho em seus pulmões. E não, não era um ronronado pois o Arthur não ronrona. Ele estava quente e desconfortável e com o coraçãozinho acelerado.

Liguei para a veterinária dele, que estava do outro lado da cidade e não poderia vir. Mas pediu para tirar um raio-x e levá-lo para um atendimento emergencial.

Comecei a ligar para as 2 clinicas veterinárias de emergência em minha cidade - a terceira é um nojo, não gosto dos profissionais, seria somente o ultimo dos últimos casos - um deles, mesmo com atendimento 24hrs, o raio-x não funcionava e a outra não haveria ninguém para dar o laudo e a veterinária estava ocupada e só ficaria livre daqui a uma hora, de acordo com a secretária.

A essa hora eu já havia começado a chorar. O Arthur sempre foi o meu calcanhar de Aquiles, o meu coração exposto e aberto no peito. Minha mãe já também desesperada, decidimos levá-lo a essa clinica, independente da espera.

Peguei a caixa de transporte grande de minha vizinha - já que ele não cabe nas normais - e isso já foi o bastante para que meu choro se juntasse ao dele, que após tantos anos nunca mais havia saído de casa. Quando cheguei lá embaixo ele miava de um jeito tão sofrido, tão assustado e eu entrei no carro chorando, querendo de alguma forma confortá-lo e sem conseguir.

Eu que cuidei de tantos, que escolhi cuidar de tantos pela força que o Arthur me deu não fui capaz de poupá-lo daquela situação.

Cheguei a clinica, pedi pelo raio-x, tiveram que chamar o técnico pois ele não estava no local ( apesar de ser 24hrs ). A veterinária de plantão nos atendeu muito bem, no momento o Arthur estava com 40 graus de febre. Ela novamente ouviu seus pulmões e coração, fez perguntas sobre a vida que ele tinha e eu ficava me perguntando - entre a raiva de mim mesma, da situação, do desespero do meu filho que estava se aconchegando aos meus braços, procurando conforto e até dos cães que latiam incessantemente, estressando-o ainda mais - como um gato criado indoor, com acompanhamento veterinário, com ração de qualidade, poderia estar naquela situação?

O técnico do raio-x chegou e percebi sua irritação quando disse que ele havia acabado de receber a medicação e a veterinária havia pedido para esperar um pouco. Disse que o Arthur tinha trauma de homens e por isso eu iria segurá-lo. Chegamos a sala do raio-x, a mesa do aparelho IMUNDA, pedi para uma funcionária da clinica limpar e ela disse que o técnico o faria.

Pedi para o técnico e ele não o fez. Diante de sua postura vi que o melhor era engolir a minha raiva e fazer com que aquele exame acontecesse o mais rápido possivel. Contrariando o meu pedido o técnico segurou o Arthur como um porco. Eu seguro animais para procedimentos, já fiz isso com cavalos até, não tenho pena e não sou fresca, mas o toque dele fez com que o Arthur se desesperasse mais ainda, chegando a colocar a língua para fora e gritar, desesperado, subindo em meus ombros, em busca de conforto.

Depois de todo esse stress, ninguém viu o raio-x dele sequer. Reclamei do tratamento do técnico do raio-x , a moça pediu para que eu me sentasse e eu disse que não queria, que queria ir embora o mais rapido possivel com o meu filho. A veterinária retornou e disse que para melhor avaliar a causa da febre ele deveria fazer um hemograma - que irei providenciar amanhã - e também buscar erliquiose ( doença causada por carrapatos, muito comum em cavalos e cães )

Eu paguei a conta e trouxe o meu filho para casa.

Cheguei em casa, o soltei no quarto dos avós que vieram recepcioná-lo felizes e preocupados. Olharam o raio-x e não constataram nada de errado, mas médico de gente não é médico veterinário e amanhã irei buscar o laudo.

Meu pai e a veterinária dele concordam na possibilidade dele ter aspirado algo, que gerou o desconforto e a febre. A temperatura está normal. A respiração está se normalizando também, ele está ativo, comeu e já bebeu água e vejo o meu Arthur, o meu filho feliz e brincalhão de volta.

A veterinária dele ligou novamente e disse que se a respiração se regularizar amanhã que podemos fazer o resto da medicação oral, para não estressá-lo mais ainda.

Meu filho sempre tão bem cuidado, nas mãos de uma pessoa que não se importava com ele, que não lhe deu nem o direito de uma mesa de exames limpa.

Espero que o Arthur NUNCA MAIS precise ir até uma clinica veterinária em minha cidade.

Eu daria a ele meu sangue se necessário. Não admito que alguém se meta para lidar com animais e não tenha o minimo de dignidade para com eles. Eu que já peguei coices, mordidas de cavalo, gatos e cães, que já peguei arranhões mantenho com eles o mesmo tratamento que daria a mim mesma.

Pessoas podem falar e descrever suas dores, animais não. E por isso temos que ser ainda mais gentis e humanos por essas pequenas vidas que não podem ajudar a si mesmas.

Hoje meu coração esteve prestes a se partir.

Hoje eu senti mais uma vez aquela dor que as mães sentem quando se dão conta que nem todo o amor em seu peito são capazes de proteger seus amores por completo das mazelas do mundo.

Meu filho já está melhor. E eu espero que continue assim.

Meu coração que já se repartiu por tantos outros tantas vezes pode quebrar-se incontavelmente por outros.

Mas pelo Arthur, pelo meu amor maior, pelo meu filho unico e insubstituivel, a dor dele é 1000 vezes maior por ele e por mim.

O ar que fugiu dos pulmões dele também escapou em mim, pois ele é o meu ar.

Pode parecer exagero, mas somente nós sabemos do que o Arthur me salvou no dia em que nossos olhos se encontraram a quase 5 anos atrás.

E eu irei, sem pensar duas vezes, fazer tudo o possivel para anular os males e dores que possam infligir a minha criança.

7 de jun. de 2011

Donos de cães e as irresponsabilidades do dia-a-dia


Quando começo a falar sobre raças, castração, criadores de fundo de quintal e Guarda Responsável algumas pessoas me perguntam se sou veterinária. Aparentemente preciso de um diploma para justificar minha preocupação pelo bem estar de animais alheios.

Sim, já pensei em fazer veterinária. Passei 17 anos pensando no assunto até que em cima da hora desisti do vestibular, fiz outra faculdade e hoje em dia tenho duas graduações que em nada se relacionam com o trato de animais. No entanto, nunca parei de estudar. Nunca parei de comprar livros sobre raças ou assistir documentários a respeito e, sem modéstia, acredito que sou uma boa cuidadora de gatos. E se algum dia eu voltar a ter cães irei me esforçar ao máximo para que eu seja uma boa pessoa para eles também.

Andando por petshops e conversando com veterinários e pessoas durante tantos anos, posso afirmar com segurança que 70% dos donos de cães em minha cidade são irresponsáveis, resultando em 80% de cães fora do padrão da raça. Os 20% que se salvam, sadios e conformados, são cães vindos de outros estados, com pedigree.

Essa irresponsabilidade tem vários níveis. O mais leve deles são aqueles donos que não castram seus animais. A irresponsabilidade nesse caso, na minha opinião, é a chance de uma piometra ou tumor de mama, útero ou testículos posteriormente. Além de problemas comportamentais como demarcação de territorio e agressividade.

Também há a chance do animal ser roubado e explorado como reprodutor de fundo de quintal, fugir - o que não é raro no caso de um macho não-castrado ao sentir o cheiro de fêmeas no cio - e ser mais um progenitor de DEZENAS de filhotes abandonados nas ruas de São Luís, isso se não acabar vitima da Cinomose, Calazar, Raiva ou qualquer outra doença tão freqüente em minha cidade. Um animal perdido é uma tristeza, mas um animal perdido e não-castrado é uma calamidade.

O segundo grau de irresponsabilidade são aquelas pessoas que compram cães de criadores de fundo de quintal. Lá no estado de São Paulo já existe uma lei ( Lei 14.483/07 ) que proíbe esse tipo de comércio e reprodução indiscriminada de cães. Somente criadores responsáveis, com licenças e registros no Kennel Clube e com animais com pedigree podem reproduzir e seus filhotes só poderão ser vendidos castrados, para evitar deterioração da raça nas mãos de gente estúpida e a chance de abandono, por parte dos donos ou por parte dos donos dos descendentes, em um futuro próximo.

Até mesmo ONGS e protetores somente podem doar animais castrados, limitando assim o trabalho PORCO de gente idiota que ainda acha desnecessário castrar um animal antes de doá-lo, ignorando um pilar principal da DOAÇÃO RESPONSÁVEL.

Doberman padrão - linhagem americana - com pedigree

O comprador de fundo de quintal tem um perfil clássico. Quer um cão “de raça”, na maioria das vezes a raça popular do momento. É preconceituoso e a idéia de adotar um cão SRD e salvar uma vida soa como a pior das ofensas.

Não pesquisa sobre o padrão da raça ou particularidades do animal que irá comprar. Se contenta com o vendedor no classificado dos jornais ou aquele petshop que mantém filhotes em gaiolas pequenas, com potes de água e comida sujos. Animais claramente com menos de 60 dias, pai e mãe desconhecidos. E mesmo quando conhece os pais do filhote, por sua ignorância, não consegue distinguir os erros de padrão e comportamento dos animais. E compra o filhote, por um preço absurdo, achando que fez o melhor negocio do mundo.

Aí as doenças crônicas começam a aparecer. Alergias que nunca saram. Ou comportamentos anormais do que é esperado da raça, como um yorkshire ou poodle agressivos.

O shih-tzu de pernas curtas ou com os olhos extremamente saltados. Lábios e nariz despigmentados, prognatismo mandibular, displasia severa, problemas cardíacos, etc. O maltês e rottweiler de focinhos compridos, ou yorkshire-minis, maltês-mini, poodle micro-toy, e tantos outros primores da ignorância e invenção brasileiras. Isso sem falar nos dobermans magros e fracos prestes a se quebrar.

Rottweiler padrão com pedigree

Até mesmo o comportamento esperado em raças mais ativas como o Terrier Brasileiro (conhecido como Fox Paulistinha) são motivo para abandono, já que o comprador por impulso ignora que Terriers NÃO são cães calmos e silenciosos como o criador de fundo de quintal havia prometido.

Alguns donos de cães vindos de fundo de quintal conseguem quebrar o ciclo da ignorância, se educam e castram seu animal para que o mal acabe por ali. Mas infelizmente essa não é uma regra.

E não são raros os compradores de fundo de quintal que põem nos animais a culpa por sua estupidez, por terem sido enganados, descobrindo que o cão não é “de rassa” livrando-se do animal, soltando no meio da rua ou repassando para o primeiro que aparecer, sem nenhum pingo de remorso.


Maltês padrão com pedigree

Eu odeio criadores de fundo de quintal. Eles destroem vidas e raças diariamente. Exploram os animais, separam os filhotes da mãe antes da época correta, forçam fêmeas a cruzar e emprenhar diversas vezes seguidas, tornam machos neuróticos e agressivos em relação a outros cães.

E o pior de tudo: criadores de fundo de quintal são responsáveis pelo surgimento de outros criadores de fundo de quintal. Pessoas que – por terem comprado um animal – se acham no direito de reproduzi-lo.

Ainda existem aqueles que vêem um dono de cão ingênuo e começam a elogiar o animal apenas para tentar conseguir uma cruza para seu animal e mais uns trocados no bolso.

Tem coisa mais horrenda do que uma pessoa que coloca o animal para cruzar contando os dias para que possa vender os filhotes? Contando nos dedos os trouxas que irá enganar e quando poderá ganhar mais uns trocados em cima de VIDAS.

Yorkshire Terrier padrão com pedigree

Enquanto isso criadores responsáveis e idôneos que realmente amam seus animais e estudam sobre a raça, que apenas os reproduzem para uma melhoria genética, que escolhem a dedo para onde seus filhotes CASTRADOS estarão, que se comprometem em aceitá-los de volta se o dono mudou de opinião, ainda são minoria.

Você, que coloca seu cão de companhia para reproduzir, sabe o destino de cada um dos filhotes do seu animal que você vendeu sem castrar? Queria saber se você sabe se todos eles são bem tratados, queridos e acima de tudo, se seus donos não fizeram como você e também cruzaram os cães que você trouxe ao mundo, alongando ainda mais um ciclo arriscado e vicioso? E onde estarão os descendentes? Será que todos tem bons lares? Será que não estão a esse mesmo momento comendo um resto de lixo pelas ruas ou morrendo nas rodas de um carro?

Poodle padrão com pedigree

Seu animal não precisa reproduzir. Você não precisa se rebaixar a esse grupo de pessoas que produzem vidas sem destino certo, que destroem raças e colocam animais sem conformação, doentes e desequilibrados no mundo.

Queria perguntar para essas pessoas como elas conseguem dormir à noite sem a certeza de que os filhotes de seu cão “tão amado” podem estar sofrendo. Pode estar trazendo outros para sofrer nesse mundo. Ou será que esse dinheiro SUJO também comprou sua paz de espírito?

A Lei Tripoli está fazendo muita falta em São Luís do Maranhão. E eu teria muito prazer em denunciar cada um desses criadores de fundo de quintal que conheço. Quer um animal de raça? Guarda dinheiro e valorize ocriador responsável e ético comprando um animal com pedigree, mentalmente e fisicamente saudável e CASTRADO.

Fazemos campanhas para preservar o meio-ambiente, a agua, as florestas e animais silvestres mas não cuidamos do amanhã de nossos próprios bichos de estimação.

Você pode ser dono de seu cão, mas o bem estar dele assim como o futuro de seus descendentes não está sob seu poder. Respeite e seja digno com o passado, presente e futuro do animal em suas mãos.


"Exijo a castração dos meus filhotes para companhia porque acredito que a superpopulação de cães errantes, o descontrole da leishmaniose visceral canina, a perda da tipicidade e saúde de muitas raças, entre outras questões, são problemas diretamente ligados aos criadores de cães de raça.

Nós, que criamos cães, não podemos fechar os olhos para estes problemas que também são sociais.

Portanto, durmo todos os dias tranqüila ao saber que um filhote que saiu da minha casa não vai gerar 100 descendentes indiretos, por pessoas irresponsáveis.

É gratificante para mim saber que meu hobby não é um ônus social, nem onera a raça que crio."

Camilli Chamone, criadora registrada de Buldogues Franceses ( Canil Ville Chamonix ), Membro Efetivo do Conselho Disciplinar do Kennel Clube da Grande BH e Diretora da Federação Mineira de Cinofilia

31 de mai. de 2011

Esperança?

Depois de 3 hrs de desespero em minhas redes sociais, consegui um novo Lar Temporário para o Feijão, de uma moça que já o queria por definitivo, mas ainda precisa da aprovação unânime de todos na familia.

Ela se ofereceu para abrigá-lo por alguns dias e se tudo der certo, se tornará definitivo.

Eu fico feliz, mas ao mesmo tempo, recolho-me no meu direito de ficar com o pé atrás.

Sou uma pessoa que não me decepciono fácil, já que tento não esperar muito dos outros e ser o mais auto-suficiente possível. Para que eu tivesse coragem de pedir doações para o Nick e Feijão foi preciso a quebra de algo em minha alma e não estou exagerando.

E eu já me decepcionei muitas vezes. E apesar das cicatrizes eu sobrevivi a todas elas.

Mas não me decepcione em relação aos meus bichos. Não faça a eles nenhum mal ou traga nenhuma tristeza.

Essa é uma das coisas que não existe perdão nem explicação. Pois falhar com um animal é ter que deixá-lo em uma gaiola, é deixá-lo na rua, com frio e fome, é deixá-lo sem o direito de ser amado.

A ultima vez que cuidei de um cão, uma cadela, na verdade, eu a decepcionei.

Castração feita, lares sendo procurados, esquecemos de algo primordial - e cruel - para com os cães. O exame de Leishimaniose. E o dela veio positivo.

Ao levarmos para o veterinário ele notou as já presentes alterações e deterioração em seu organismo. Ela não possuía casa, não poderia voltar para o Lar Temporário e poderia ser tirada de nós se alguém denunciasse.

Minha cidade é um foco dessa doença maldita. Falta saneamento básico, as pessoas ignorantes teimam em ter animais quando não conseguem cuidar nem de si mesmas. Não mantém o mato baixo ou tem o minimo de cuidados de higiene para evitar o mosquito transmissor.

Não castram, não vacinam, deixam perambular nas ruas, abandonam.

E ela estava com essa doença.

E eu e minha amiga tivemos que levá-la para dormir. Toda contente em nos ver, ela balançou o rabo feliz até o ultimo momento. E eu estava ao seu lado, fazendo carinho e pedindo perdão.

E eu falhei com ela.

Um amigo meu disse hoje que eu provavelmente vou morrer desse jeito, me estressando depois de uma crise de stress.

Digamos que eu me sinta muito só aqui. E minhas reclamações, sorrisos e conversas são compartilhadas com pessoas que moram a kms de distância. Por algum motivo pessoas que não são daqui parecem me entender mais. E eu sempre tive a impressão, desde pequena, de não pertencer a este lugar.

Talvez na verdade eu não pertença a nenhum lugar. Talvez eu seja uma dessas pessoas que permanecerão continuamente sem raízes, conhecendo novas pessoas, trocando olás e adeus.

Mas por hora eu estou aqui. E eu quero ajudar o Feijão.

É um cachorrinho preto entre centenas de cãezinhos pretos no mundo que não possuem um lar. Não vai ser o primeiro, não será o ultimo.

Mas, "o inimigo do BOM é o OTIMO".
Por que me contentar se tudo ao meu alcance não foi usado?

E se eu não conseguir ajudar somente UM cãozinho, sinceramente, não sei se quero continuar.


A todas as pessoas queridas que me mandaram palavras gentis, muito obrigada.


E agora?

O Lar Temporário do Feijão que eram de 3 semanas hoje se transformou em 2 dias.

Tenho 2 dias para conseguir um Lar Temporário ou Definitivo para ele.

Como vou conseguir em 2 dias o que não consegui nas ultimas 2 semanas?

A falta de verba damos o jeito e a falta de lugar, faz como?

Não quero devolver o Feijão à aquela gaiola, não posso... ele não merece isso.

Eu não sei o que fazer...


29 de mai. de 2011

Feijão no Lar Temporário e eu doente


Desculpem a falta de atualização e noticias.

Desde segunda-feira à noite eu não estava me sentindo muito bem do estomago, culminando em uma gastrointerite na quarta-feira pela manhã, com febre, vomitos e calafrios.

Na quinta-feira passei o dia inteiro de cama, até que fui levada para o hospital, passei a madrugada com tubos e medicações nas veias e só sai na sexta, quando voltei para minha cama.

Passei todos esses dias me alimentando apenas de chá, soro oral e tomando remedios. hoje é o primeiro dia que consegui passar sem dor.

Para completar o quadro, tive um problema no meu email e vou ter que deletá-lo, assim como várias outras contas de sites que estavam atrelados nele.

Essa crise de estomago e repouso forçados me fez um alerta quanto ao stress das ultimas semanas e fez com que eu parasse para reavaliar algumas coisas.

Mas como tudo também tem um lado bom, o nosso querido feijão foi para seu lar temporário antes que eu caísse doente o que fez dessa uma otima semana apesar dos pesares :)

Infelizmente o tempo está correndo e eu tenho exatamente 2 semanas para encontrar um bom e definitivo lar para ele.

Quanto ao Nick ele foi vacinado no sabado ( mas eu nem pude ir vê-lo ) e na quinta-feira estará conhecendo seus possiveis novos pais. O Heitor já aprendeu a beber agua sem a mamadeira e é uma questão de tempo para escolhermos sua nova familia.

Foi surpreendente a quantidade de interessados nos gatinhos ( apesar da maioria ter sido rejeitada por não se enquadrar em nossas normas ) e é uma questão de tempo até que estejam em suas novas casas :)

Com vocês, o Feijão se divertindo no Lar Temporário


13 de mai. de 2011

A castração e o alívio de tristezas


( o blogspot.com deu pau e deletou esse post - e comentários - no dia em que foi originalmente escrito 11/05 )

5:09 da manhã.

Eu acordei depois de ter ido dormir muito cedo – para meus padrões – às 21:30 da noite.

O motivo de ter ido para a cama tão cedo é a dor no corpo e nos meus joelhos – as rotulas dos dois saem do lugar sozinhos – devido a uma tentativa de resgate ontem à noite.

Estava eu no trabalho quando o pessoal me chama dizendo que havia um gato preso dentro do motor de um carro. Eu sou traumatizada com isso, pois minha amiga já resgatou um bebezinho que teve o braço dilacerado pela corrente do motor, o infeliz somente o pegou e o largou na calçada para morrer, antes que minha amiga o resgatasse. Infelizmente mesmo com os cuidados de emergência ele não sobreviveu.

O gatinho miava desesperadamente. Pegamos a chave do carro com o dono – que trabalhava em frente – e fiquei sabendo que fazia dois dias que o gatinho estava lá dentro. E é claro que logo começaram a chegar os comentários idiotas e ignorantes que eu rebati um a um, fora a minha cara, felicíssima com a situação. EU mudo totalmen te de feição quando vou resgatar um animal, fico muito focada e ODEIO quando as pessoas ficam dando opiniões toscas sobre o assunto.

Cutuca dali, mexe de lá, o dono do carro vem e liga o motor, finalmente o filhote desceu do carro e foi esconder-se debaixo de outro. Lá tentei atraí-la com comida – era uma escaminha de tartaruga, no máximo com 3 meses de idade, uma das patas totalmente sem pêlo, provavelmente queimada pelo calor do motor, extremamente assustada e miando muito. Minha aluna – que também adora animais – se prontificou a ir ao supermercado ao lado e trouxe sardinhas e uma lata de patê. A gatinha estava morrendo de fome e começou a comer os pequenos pedaços que jogávamos para ela, mas sem querer aproximação. Provavelmente além do susto do carro, ela deve ter sofrido algum tipo de maltrato anteriormente.

Ficamos quase 2 horas tentando resgatá-la. Ela corria de um lado para o outro, escondendo-se debaixo dos carros, chamei minha amiga para trazer a caixa de transporte mas ela novamente se escondeu dentro de um carro e não havia mais nada que pudéssemos fazer já que agora ela não tinha nenhuma motivação para sair, além de estar muito mais assustada. Ainda tentamos por algum tempo, mas desistimos.

Depois soube que uma colega de trabalho acabou “levando-a” para casa, dentro do carro e ao chegar à garagem a gatinha desceu e saiu correndo por lá. É mais uma na rua para morrer...

Nesse negócio de ajoelhar, sentar no chão, olhar por debaixo dos carros, além do stress da situação por mim e pela gata, fiquei esgotada. E o pior é a sensação de impotência, de não ter conseguido fazer nada e ainda confirmar o descaso e irresponsabilidade que as pessoas têm pelos animais. Custava terem ficado calados? Se eu estava ali, preocupada, tentando resolver uma situação que não foi causada por mim – a gata não é filha do Arthur e com certeza não fui eu que a joguei fora – custava terem respeitado e ficado em silêncio?

Nenhum animal ESCOLHE entrar em um carro, isso é motivado por medo.

Nenhum animal ESCOLHE estar na rua, isso é causado pela ignorância de não castrar e pela crueldade de ainda abandonar.

Neste mesmo dia, minha amiga pegou um bebezinho na faculdade dela, onde um professor decretou guerra aos gatos e manda matá-los com veneno ( os alunos estão revoltados e entrarão com medidas junto à reitoria ) e apesar de muita gente dizer que queria, ninguém podia levá-lo ( típico... ) e ainda deram leite comum para o coitado. Fui lá vê-lo, uma bolinha minúscula de não mais de 40, 45 dias, chamando pela mãe que lhe foi tirada. Demos NAN sem lactose misturado em patê, como uma papinha e ele comeu bastante, mas como ainda não foi ao banheiro, voltamos somente para o NAN para não forçar o intestino.

Filhotinhos ainda não possuem todos os movimentos para que o estômago e intestino funcionem corretamente sem a mãe por perto para estimulá-los com a língua, já perdemos um filhotinho por prisão de ventre e estamos muito preocupadas.

Pelo menos o Heitor está conosco, já temos experiência com filhotinhos, a salvo e quentinho, mas fico extremamente revoltada quando alguém tem a coragem de tirar um filhote da mãe, que junto a ela não dá trabalho nenhum até o desmame. Custa esperar o bichinho fazer 2 meses de idade e tentar uma adoção? Do que adianta fazer isso se a gata irá ficar no cio mais rapidamente sem os filhotes e, é claro, não castrada, colocará mais no mundo apenas para serem abandonados?

Você não quer filhotes, CASTRE SEU ANIMAL, muito simples.

E não seja covarde, abandonando um bebê indefeso à própria sorte, isso só demonstra falta de humanidade.

Depois dessas ultimas duas experiências de ontem, aviso que SIMPLESMENTE NÃO DÁ MAIS para conviver e aceitar pessoas que acham que não tem responsabilidade social com filhotes de seus bichos. A minha tolerância, que já era pouca, ESGOTOU-SE DE VEZ.

Eu não consigo mais conviver com alguém que não acredita em castração – mesmo com TODOS os benefícios – e pior, REPASSA animais sem o mínimo de conhecimento sobre Guarda e Doação Responsável, acreditando que longe dos olhos o sofrimento deles não é real.

Antes eu costumava defender a castração dizendo que era um ato de amor, mas infelizmente pouquíssimas pessoas realmente amam os animais.

O que mais vemos é bicho que é repassado, pois a pessoa perdeu o interesse, nasceu criança na família, apareceu uma alergia. Cães e gatos deixados para trás quando a família se muda. Animais fogem, se perdem nas ruas e acabam – se não morrerem – aumentando ainda mais os números do abandono, isso se não forem roubados e explorados comercialmente como reprodutores por criadores de fundo de quintal, então agora digo que gente INTELIGENTE e RESPONSÁVEL CASTRA SEUS BICHOS.

Além dos inúmeros benefícios para a saúde do animal, A CASTRAÇÃO É A ÚNICA MANEIRA DE ACABARMOS COM O ABANDONO.

Centenas de organizações e protetores independentes ao redor do mundo, se responsabilizando pela ignorância e estupidez alheia e o aperto em nosso coração não é NADA, se comparado a dor do abandono, fome e maus-tratos que esses animais sofreram até serem salvos.

Enquanto a sociedade como um todo ( governantes e cidadãos ) não se educarem, a cada Heitor que é ajudado, milhares de outros animais morrem sozinhos e a míngua, sem esperança.


"Lutei em diversas guerras. Algumas por território, outras por poder e algumas por glória. Mas lutar por amor faz mais sentido do que todo o resto."

TRÓIA

3 de mai. de 2011

O meu espaço - e inferno - particular

"Nada no mundo é mais perigoso do que a ignorância e a estupidez consciente." ~ Martin Luther King, Jr.

Desde que comecei a ter animais, eu estudei. Comprei livros, assistia documentários e lia revistas na banca. Com a internet comecei a pesquisar mais e mais. Comprei e ganhei mais livros. Aprendi sobre Guarda Responsável e assim tive mais sucesso nos meus resgates e adoções. Desde que comecei a praticar, divulgar e exigir GR somente tive 2 adoções realmente mal sucedidas.

Nunca me neguei a ajudar uma pessoa repassando informações. Criei álbuns e meu blog para divulgar a maneira correta de resgatar e cuidar de animais, sejam eles para doação ou não. Hoje em dia desenvolvo meus próprios textos e vídeos para tentar educar outros e isso é algo que levo muito a sério e que me dedico bastante.

E entre essas atividades, tenho minhas alegrias, tristezas, minha faculdade e meu emprego. Tenho as pessoas ao meu redor, tenho o meu próprio animal para cuidar, minhas horas de lazer. Assim como todo mundo, eu tenho o meu céu e meu inferno particular.

Então, acho que não custa nada ser respeitoso. As pessoas chegam até mim, ignorando todas as informações à disposição na internet, além das postadas em minhas redes sociais, perguntando o que fazer com um animal que encontraram, o que fazer com os filhotes encontrados, se existe “um local” para deixá-los.

E lá vou eu gastar meus dedos para responder e dar todas as informações necessárias, mais uma vez divulgando a Guarda Responsável e principalmente a castração – já que sem ela tudo o que se faz a um animal vai por água a baixo - e em 98% das vezes a pessoa SEQUER me dá um retorno. Poxa! Se veio até mim e gastou o meu tempo e meu teclado, por que não pode me dizer que agiu CORRETAMENTE com aquele animal, que minha atenção dispensada a você deu resultado?

Sei que a maioria das pessoas quer se livrar o mais rapidamente do problema.

Posso contar nos dedos às vezes em que realmente alguém foi humano com um animal que encontrou em minha cidade e o doou de forma adequada, sem se preocupar com o dinheiro gasto e por essas pessoas eu fico feliz. Mas a cada 10 que me mandam email, que me mandam mensagens e que só vem falar comigo para que eu dê uma solução mágica para problemas que eu NÃO criei – afinal, o MEU gato está castrado e dentro de casa, o animal que você encontrou não é filho dele e os filhotes da SUA gata não são dele, portando a culpa NÃO É MINHA - 95% somem misteriosamente quando mostro que temos que agir com responsabilidade pelo animal encontrado e não me dão o fim da estória.

Já faz algum tempo que diminui o número de meus resgates. Ano passado foram 13 animais ajudados, praticamente 1 por mês, em parceria. Até agora em 2011 só houve a Michaela e a abençoada adoção pela Carol e seu marido.

Eu adoro cuidar, cada um dos meus resgates é tratado como se fosse o Arthur, mas hoje em dia prefiro usar meu dinheiro para castrar o animal de uma pessoa carente, castrar um animal de rua e apadrinhar um animal enquanto este não é adotado.

Sempre digo que resgatar e doar um animal cria um senso de responsabilidade social e conscientização maior do que nós mesmos. Uma pessoa que adota um animal vê que alguém se importou, cuidou e gastou dinheiro com uma vida além da sua, repassa a informação e exemplo e várias outras ao seu redor começam a praticar a Guarda Responsável e podem ajudar outros animais no futuro.

Se eu simplesmente vou lá e recolho o animal que OUTRA pessoa viu, onde está a educação? Onde está o senso de responsabilidade?

E sabe o que acontece? Daqui a pouco a pessoa vê outro animal e o que faz? Tenta ajudar sozinha? Claro que não! Irá novamente tentar repassar o problema e por muitas vezes usando de chantagem emocional – uma coisa qu acho abominável.

Então, por favor, antes de perguntar o que fazer com um animal que encontrou na rua, ou o que fazer com os filhotes que VOCÊ e sua irresponsabilidade deixaram vir ao mundo, pense duas, três ou quatro vezes, quantas for o necessário antes de vir falar comigo. Lembre-se que todos os seus problemas poderiam ter sido evitados com a castração, então comece por aí.

Tenho muito orgulho de entregar animais castrados, vacinados e vermifugados, visitando a casa da pessoa, com termo de responsabilidade e uma conversa franca e pego meus animais de volta se as coisas não forem como eles merecem. Então não admito trabalho porco, não admito saber que mesmo com as informações na mão, a pessoa decide “repassar” um animal, - pior ainda - sem nem ao menos tê-lo castrado, contribuindo ainda mais para o crescente numero de abandonos que existe nessa cidade.

Não sou mais inteligente do que ninguém, não tenho tempo ou dinheiro disponível ao contrário do que muita gente pensa. Não saio por aí catando animais de rua, pois isso não é resgatar, seria Colecionismo e isso é uma doença séria. Mas eu tenho verdadeiro PAVOR à inutilidade. Ser responsável gasta dinheiro? Gasta. Gasta tempo? Gasta. E o pior é o desgaste em nosso coração ao ver o quanto o ser humano pôde ser tão displicente e mesquinho.

Se você não quiser fazer nada, está no seu direito. Mas respeite o MEU espaço e inferno particular e me mantenha ignorante à situação que você se deparou e resolveu cruzar os braços. Se VOCÊ que está vendo não fez nada, não venha até mim dizendo que ficou “com peninha”, porque sua pena para esses animais que morrerão à míngua não significa nada.




20 de jan. de 2011

não sou urubu


não gosto de saber de desgraça.

dois dias depois de fazer o vídeo, parecia uma piada de mau gosto do destino.

fiquei sabendo de inúmeros casos de maus-tratos e mortes de gatos que tinham/tem donos irresponsáveis que os deixavam/deixam sair nas ruas apesar de tanta informação que existe hoje em dia quanto à segurança deles.

em nenhum momento pensei que meu singelo vídeo iria mudar o mundo, mas é muito triste quando essas coisas acontecem e o pior, quando as pessoas fazem questão de te contar.

meu gato está dentro de casa, seguro, bem cuidado, castrado e feliz.

como alguém consegue conceber que eu - assim como tantos outros proprietários conscientes e protetores que fazem de tudo para trazer de volta a dignidade de uma vida tirada pelo humano - gostamos de saber de tragédias e contos de horror? :(

uma coisa é eu lhe dar a mão e sentir sua dor se seu animal faleceu depois de uma longa doença em que tudo foi tentado. outra é você me contar friamente que seu animal morreu por pura irresponsabilidade e ignorância.

eu fico me sentindo no chão por uma culpa que não é minha em absoluto :(

e o pior é que geralmente esses donos nada fazem, a consciência não doí, não compreendem que foram responsáveis pela morte de um animal indefeso que só tinha a eles para proteger e zelar.

eu ODEIO ficar sabendo de mortes estúpidas que podiam ser facilmente evitadas.

por favor, por favor, sejam educados e sensíveis e poupem a mim e a todos que realmente se importam com os animais de saberem dessas barbáries.




31 de ago. de 2010

Trabalho voluntário e um novo olhar sobre as pessoas



Este mês de agosto não está sendo muito bom, para mim como protetora. Ou melhor, acredito que não está sendo bom para ninguém que realmente ama os animais e acompanha as noticias e atrocidades cometidas ao redor do mundo.

Uma das primeiras pérolas foi a mulher desequilibrada que jogou uma gatinha indefesa dentro de uma lata de lixo e ainda achou exagero o repudio de milhares de pessoas ao redor do mundo, assim como as medidas tomadas pelas autoridades competentes da Inglaterra.

Semana passada levantei, com pedidos de ajuda, uma quantia para castrar uma gatinha de uma pessoa carente e após me mobilizar, perder meu dia inteiro para acompanhá-la, fico sabendo que o irmão dela perguntou se eu era - NORMAL - por estar fazendo tanto para ajudar um bicho, que ele não o faria, pois sentiria vergonha.

Na sexta-feira passada, a mãe de uma colega de classe me liga no meu expediente para reclamar que havia aplicado anticoncepcional na gata prenhe e que ela havia começado a abortar, sangrava e miava com dor. Expliquei o que ela deveria fazer, buscando nas entranhas a força para não esculhambá-la e passei telefone de veterinários, tentando me manter calma diante daquela situação. Na segunda-feira encontro a filha dela que me diz que a gata AINDA estava lá, na casa delas, SANGRANDO. Minha paciência foi para o ralo e disse que a aquela altura era melhor sacrificá-la do que deixá-la sofrendo com eles. Ela se zangou, perguntando como eu podia afirmar que a gata estava com dor. Respondi que se fosse ela abortando um filho, ela teria dor, com certeza.

No domingo, fiquei sabendo de um horrivel caso de crueldade, atraves da Tatis da Confraria de Miados e Latidos, o caso Robert que anunciei no post anterior. Infelizmente o Robert não resistiu e junto com minha indignação, também vieram à tona as memórias do evento do começo do ano que me fez querer dar um tempo nos resgates de animais e manter minha ajuda de outras maneiras.

Hoje tambem assisti o video de uma jovem, provavelmente mais nova que eu, atirando filhotes de cachorros, recem-nascidos e indefesos, em um rio com correnteza, em um dia frio. Enquanto ela se divertia, os bebês gritavam e choravam até que se silenciavam brutalmente nas aguas do rio.

Hoje passei algumas horas conversando sobre como o trabalho voluntário, o estender a mão para os outros nos transforma. Eu ja fui daquelas protetoras que tenta ajudar o maior numero de animais possiveis dentro de meus recursos. Já arrumei briga e me chamaram de insensivel e assassina de cães por querer por para dormir animais que estavam sofrendo e somente aumentando os bolsos de uma veterinaria sem escrupulos.

Já passei horas cuidando de bichinhos doentes, acompanhando cirurgias, pagando taxi para não deixá-los sozinhos nas clinicas, comprando medicamentos, ração, falando com veterinarios e procurando adotantes. Já virei madrugadas tirando duvidas de pessoas no msn, atendendo telefonemas e dando conselhos, apenas para depois saber que minhas palavras foram ignoradas e o animal não ajudado.

Já chorei por animais cuidados por mim, entregues e não-cuidados por outras pessoas e demorei muito tempo para entender que a culpa não era minha, que mesmo com todos os meus criterios, as pessoas usam mascaras e possuem monstros por baixo delas. Na verdade, essa foi a lição mais dificil e aprendi isso da maneira mais dura também.

E depois de ter passado por tudo isso, depois de ter visto o melhor na alma de cada animal e ter visto o pior que o ser humano é capaz de cometer, eu estou em uma fase sem o minimo de paciencia com os donos e pessoas ignorantes que cruzam o meu caminho, principalmente aquelas que tentam usar os poucos conhecimentos que adquiri no passar dos anos, devido ao meu interesse em cuidar melhor dos meus bichos, como maneira para driblar os gastos e contactar um veterinário.

Em meus pedidos de ajuda para animais carentes no orkut, vejo o silencio de várias pessoas que responderiam prontamente se eu estivesse convidando para uma festa ou bebedeira. Elas ficam em silencio, mas também ja passei por inúmeras criticas e ofensas por ter escolhido seguir a voz do meu coração e ajudar animais.

Hoje em dia coisas que eu já não via com bons olhos se tornam motivos de profunda irritação. Acho condenável a compra de um animal carissimo apenas para se gabar e explorá-lo como reprodutor. Não convivo com uma pessoa que tem posses materiais e mesmo assim trata os animais com descaso, não castrando e vacinando, mas não poupa em um programa de final de semana ou com aqueles que acham que somente o seu, "de raça", merece cuidados e carinhos e faz cara de nojo ao ver um SRD e acha um absurdo a possibilidade de um mestiço merecer um bom lar. Deixo bem a mostra minha repudia a quem, além de não cuidar de seus animais, se mete dando opinioes esdrúxulas sobre o tratamento de outros, disseminando sua ignorância. Me irrito com alguem que vive reclamando do problema de seus bichos, enche o saco pedindo dicas e telefones, mas nunca age em beneficio deles.

Ajudar animais não é uma vocação para todos, mas por favor, você aí, sr.inutil, vá visitar uma creche de crianças carentes, doe seu tempo para visitar um asilo, ajude em um multirão de saúde comunitária, mas, por favor, não fique de braços cruzados para melhorar aquilo que está bem aí, ao seu redor.

Conheço pessoas sem educação formal e sem posses, mas que sempre tentam ajudar os outros e, conseqüentemente, crescendo como individuo.

Sei que é um cliché entre protetores, mas os animais nos engrandecem SIM!
Não sou uma santa, estou bem bem longe de ser perfeita ou mesmo uma pessoa legal, mas me sinto uma pessoa bem melhor quando ajudo um bichinho, em saber que não sou um saco de carne, ossos e egoismo.

Não entendo e nunca irei entender alguem que sorri ou ignora a dor de um ser vivo e não vê o seu papel como transformador no grande esquema das coisas.











"Que todos os seus atos sejam feitos com amor."