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15 de mar. de 2012

Alimentação Natural - o relato de uma mãe


No Brasil, a Alimentação Natural para animais de estimação está ganhando mais força e adeptos a cada dia. Cães e gatos são carnívoros e isso, infelizmente, não é respeitado nas formulas das rações consideradas as melhores do mercado. Nos rótulos desses produtos, vocês podem perceber grãos e outros ingredientes que passam longe do que carnívoros necessitam. O resultado são doenças cronicas e "incuráveis" que afetam centenas de animais de estimação, como problemas dermatológicos, estomacais ou intestinais e até mesmo problemas odontológicos, como mal halito e tártaro frequentes.

Uma das fontes mais completas e conhecidas dos brasileiros que são adeptos ou estão interessados na Alimentação Natural para o bem estar de seus bichinhos é o pioneiro Cachorro Verde, site de criação da médica veterinária Sylvia Angélico, que além de apresentar inúmeros textos ricos sobre a AN, traz também outros assuntos, como Homeopatia Veterinária, Acupuntura, Vacinação, etc.

Hoje iremos entrevistar a Arissa Vasconcelos, que mora em Boa Vista e é adepta à Alimentação Natural e Raw Meaty Bones ( ossos carnudos crus ) na dieta de seus peludos.

1- Quantos animais você possui atualmente?

No momento tenho dois cães adultos e dois gatos filhotes.

Lupin esperando o jantar :)

Sirius e os ossos carnudos :)


2- Como ficou sabendo da Alimentação Natural?

Assim que ganhei meus dois labradores, entrei numa comunidade do orkut e logo fiquei amiga de uma moça que tinha um labrador também. Depois de alguns meses, ela começou a alimentá-lo com Alimentação Natural e me contou. Me apresentou os sites e me explicou como ela fazia, foi assim que conheci e me interessei.

3- Quais os motivos que fizeram você mudar de ração para AN?

O principal motivo foi que um dos meus cães não comia ração pura de jeito nenhum, sempre tinhamos que misturar com alguma coisa diferente todos os dias. As costelas dele sempre foram aparentes por causa disso e ele chegou a ter quadros de vômito e diarréia por causa das latinhas de pedigree que misturávamos com a ração seca todos os dias pra ele poder comer. Depois disso, passei a ler as experiências de outros tutores adeptos, e me animei mais ainda. Hoje em dia não temos mais diarréia, inapetência, falha na pelagem, pelagem desbotada, quadros de vômitos, problemas de pele, mau hálito…nada disso.

3- A quanto tempo oferece AN para seus animais?

Comecei a oferecer aos meus cães quando eles tinham 1 ano de idade, vão completar 2 aninhos dia 23 de março. Os gatos estão na AN há apenas alguns meses, já que os adotei no começo de dezembro e esperei a fase de adaptação pra poder dar início a dieta.

Neville e o peito de frango :D

Luna e o pratinho de moelas :) nham nham!


4- A Alimentação Natural exige uma mudança na rotina, estudo e comprometimento por parte dos donos. Como foi essa transição para você?

Não foi muito difícil. Mesmo eu trabalhando o dia inteiro ou em meio período eu sempre tiro o meu tempo livre pra cuidar dos meus bichos e pra ficar na internet. Sempre pesquisei muito sobre a raça, sobre cães e gatos em geral e sobre adestramento, então colocar a Alimentação Natural no meio dessas pesquisas não foi difícil. O complicado foi preparar as refeições no começo, mas depois do quarto mês se torna algo rotineiro. Trabalhei meio período e fazia as porções pela manhã, já trabalhei o dia inteiro e comprava tudo o que precisava de manhã cedo, estocava na geladeira e preparava a noite depois que chegava…Enfim, sempre consegui conciliar direitinho, sem problema nenhum. Depois que começamos com a AN aqui em casa, nenhum dos animais tiveram que comer ração de novo por um dia sequer.

freezer da Arissa, armazenamento das carnes sem ossos e visceras


5- Como se deu a aceitação dos seus animais à primeira refeição de AN?

Com os cães foi facílimo, não tive problema nenhum. Eles comem tudo e qualquer coisa que eu coloco no prato, não sobra nada e eles não rejeitam nada. Agora com os gatos a história foi e é diferente rs Minha primeira gatinha adotei com 1 mês e meio, desde que ela chegou nunca comeu ração seca e sempre aceitou todo tipo de alimento que ofereci. Esses dois gatos que tenho no momento (um casal) já chegaram na nossa casa com mais de 4 meses, sempre alimentados com ração seca. A fêmea inclusive nunca aceitou nem ração em lata ou sachê. Comecei a misturar peito de frango cozido na ração e depois do segundo dia, eles nem tocavam mais na ração, foi até mais fácil do que eu imaginei. Hoje em dia ainda tem alguns alimentos que eles comem pouco, os meaty bones principalmente. Comem um pouquinho e deixam o resto no prato, mas depois de um tempo você aprende o que eles comem melhor e o que fazer pra que eles comam o que eles não gostam muito.

Por exemplo: no começo eles não comiam fígado de frango, então eu moia e misturava com outras carnes, depois de um tempo passei a dar picadinho puro e fui aumentando o tamanho dos pedaços. Hoje eles comem um pedaço de fígado inteiro e puro. Tem que conhecer o gato e saber driblar algumas frescuras.

6- Como se dá o preparo das refeições? Quais os tipos de carnes, vegetais e complementos escolhidos e qual o critério para suas escolhas?

Eu preparo a AN deles a cada 20 ou 30 dias e a dieta deles é crua e com ossos.
Como ossos carnudos eu compro pescoço, pé, cabeça, asinha, coxinha, coxa e sobrecoxa e carcaça de frango e pé, rabo e osso da alcatra do boi. Os gatos comem apenas o meio da asa, pescoço e pedaços pequenos da carcaça do frango, pois os outros ossos são muito grandes e duros pra eles. Quando consigo encontrar, compro vértebras de porco pros cães. Peru, coelho, codorna, rã e ratos (próprios para o consumo) também podem ser oferecidos.

Coxa e sobrecoxa de frango, língua bovina, brócolis e pimentão vermelho cozidos no vapor + suplementos

O ideal é variar o máximo que puder, então eu procuro oferecer o máximo de cortes e de órgãos de pelo menos 4 espécies diferentes. Do boi eu compro coração, língua, rim, fígado, bucho e qualquer carne que esteja mais barata (com nervos, gordura e peles costumam ser mais baratas, mas são mais nutritivas, especialmente pros gatos que obtém sua energia através da gordura). De frango eu compro peito de frango, moela e fígado, mas costumo oferecer pouco já que os ossos carnudos são em sua maioria de frango. De porco não compro nenhum órgão, mas sempre que posso ofereço pernil pra eles. Peixes também são oferecidos e estes tendo a oferecer inteiros (com vísceras, cabeça, espinhas…), sardinhas são perfeitas para os cães e manjubinhas para os gatos. Também ofereço ovos (de galinha para os cães e de codorna para os gatos), cozinho apenas para que a clara fique durinha e a gema ainda mole.

peixes e ovos de codorna :)

Vegetais eu ofereço uma variedade bem grande, praticamente todos os legumes e frutas que consigo encontrar no supermercado. Normalmente nas minhas compras entram pimentão de todas as cores, chuchu, quiabo, maxixe, beterraba, cenoura, berinjela, abóbora, abobrinha, pepino, vagem, ervilha torta, brócolis, tomate, couve, couve-flor e frutas como manga, maçã, pêra e tangerina ou laranja. Se os gatos tem acesso a gramídeos não é necessário oferecer vegetais a eles. Tudo é oferecido cozido no vapor aos cães e liquidificado aos gatos. E como suplementos eu costumo oferecer azeite de oliva, levedura de cerveja e iogurte natural que eu mesma faço em casa. Como eles comem uma variedade grande de alimentos e consomem ossos não vejo a necessidade de oferecer nenhum tipo de suplemento sintético ou vitaminas.

uma dos jantares dos cães e dos gatinhos :)

Eu compro as carnes e os ossos em açougue que confio, onde compraria carnes para meu consumo. Como ofereço todas as carnes, vísceras e ossos crus, tenho o cuidados de limpar a pia, tábua e faça com detergente e álcool antes de preparar e congelo tudo por 72h antes de oferecer para inativar bactérias e matar microorganismos que possam ser prejudiciais. Mas como carnívoros, cães e gatos são preparados para comer carnes cruas sem adoecerem, ao contrário de nós, o estômago deles é próprio pra isso.

7- Quais as principais vantagens em relação à ração?

Todas. A única desvantagem é realmente o preparo e o tempo que a gente "perde" estudando, pesquisando. Os benefícios são inúmeros. Os cães por onde passam fazem sucesso por causa da pelagem e do estado corporal deles. Um dos meus meninos tinha a pelagem desbotada e rala, hoje é bem cheia e super pretinha. A AN é feita individualmente, levando em consideração doenças, metabolismo e idade de cada cão, por isso consigo manter o peso deles com maior facilidade. As visitas ao veterinário diminuíram drasticamente, os gastos com vermífugos e carrapaticidas também. A orelha não produz mais uma quantidade absurda de cerume e os dentes estão super branquinhos. Fora o cocô que vira pó se alguém pisar e simplesmente não tem cheiro nenhum, assim como o xixi.


As vantagens que eu notei com os gatos foram praticamente as mesmas. O cocô diminuiu muito, eles fazem de 3 a 4 carocinhos de azeitona por vez. Não tem cheiro nenhum. O consumo de água hoje é praticamente nulo, apesar de que eles continuam fazendo xixi normalmente, senão mais. Não preciso me preocupar com tártaros, pois eles escovam os dentes diariamente com pescoço e asinha de frango. A pelagem deles está muito mais farta e sedosa e mesmo assim a queda de pêlo deles simplesmente cessou.

8- Deixe uma mensagem para alguém que está pensando em utilizar a Alimentação Natural.

Estude, pesquise e não se deixe desanimar por veterinários. Acredite, a maioria deles não entende NADA de dietas caseiras e são contra, passei por alguns veterinários que me criticaram muito até enfim encontrar uma que é a favor da dieta. Procure conversar com tutores adeptos, tire suas dúvidas com quem já oferece esse tipo de alimentação e não desista se o seu gato não quiser comer no começo. Aprendi que a gente consegue com algum esforço. Gatos não foram feitos pra comer uma comida SECA e cheia de carboidratos e com fontes pobres de proteína.

Se for optar pela alimentação natural, estude bem para poder fazer da forma correta. Uma dieta caseira desbalanceada é muito mais prejudicial do que a ração seca e caso não tenha segurança, estude mais um pouco e procure por profissionais especialistas na área ( eu recomendo um bom zootecnista ).

O album da Arissa no facebook, com mais fotos das crianças e seus pratos de AN - http://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150596021152700.405020.772592699&type=3

Para mais informações sobre AN para gatos:

http://feline-nutrition.org/
http://catinfo.org/


3 de mar. de 2012

Gatos sem pêlo - o relato de uma mãe

Todo mundo por aí já deve ter visto um gato "pelado" . Apesar da aparência estranha, eles cativam profundamente aqueles que convivem com eles.

Mas, eles não são exatamente pelados. As raças de gatos "sem pêlos", na verdade possuem uma levíssima penugem acetinada em todo o corpo, podendo ser mais visiveis nas patas e cauda.

As 8 raças de gatos pelados do mundo foram criadas a partir de um unico gene isolado, que provoca ausência de pêlos e bigodes.

A mais conhecida delas são o Sphynx ( Canadá ), seguida pelo Don Sphynx ou Donskoy ( Russia ) , o Peterbald ( cruzamento entre o Don e Orientais Shorthair ) , o Kohana ( Hawaii ) , o Bambino ( cruzamento do Sphynx com o Munchkin - gatinho de pernas curtas ) , o Minskin ( criado para ser o gato pelado com extremidades ponteadas - como um Siamês ), o Dwelf ( com pernas curtas e orelhas curvadas ) e o Ukrainian Levkoy ( com orelhas abaixadas do Scottish Fold )

Para fotos ( site em inglês ) - http://www.catbreedsjunction.com/hairless-cats.html

Aqui no Brasil a raça mais popular é o Sphynx, já com alguns gatis dedicados à raça.
Bons gatis oferecem animais castrados, vacinados e saudaveis, mas o preço é bem mais salgado do que um gato de raça peluda e o manejo é trabalhoso.

A Renata Bastos é uma amiga querida e uma mãe de gatos exemplar.
Gentilmente concordou em dividir conosco a sua experiência como mãe de um Sphynx, o charmoso Luther, que tive o prazer de conhecer pessoalmente em SP :)

Luther lindão, fotografado por mim :)

1- Por que escolheu ter um gato sem pêlo?

Eu morria de vontade de ter um, mas não tinha conhecimento dos cuidados e sem nunca ter lido nada sobre a raça, até que o Luther apareceu.

2- Seu animal foi comprado ou adotado?


Adotado.Uma amiga viu o anuncio da doação dele no Orkut. A pessoa dizia querer doá-lo por estar se mudando do país.

Ele marcou a entrega em um local publico, sequer conheceu a casa onde ele moraria. Acredito que foi mais um daqueles casos em que a pessoa compra um animal exótico e depois, com o trabalho que o manejo correto exige, além de carinho e atenção, se arrepende.

O Luther estava com um ano de idade na época e passou bastante tempo depressivo, somente no quarto, sem querer interagir com os meus outros gatos.

3- O que deve se levar em consideração ao adquirir um gato sem pêlo?

Hoje eu aprendi muito. Primeiro que a gente nunca deve querer uma raça sem pesquisar antes, ter tempo disponível para se dedicar a limpeza do gato, e gostar muito disso. Morar em lugar que facilite o controle do tempo que o gato possa tomar sol. Estar disposto a lavar, por mais vezes, os cobertores, caminhas, lençóis, e roupas que ele usar.

4- Quais as principais diferenças de comportamento de um gato sem pêlo para um gato de pelagem comum?

Não vejo muitas diferenças. São gatos brincalhões e extrovertidos e adoram carinho.


Luther dividindo o colo da mamãe :)


5- E quais os principais cuidados ?

Se criação indoor para gatos é essencial, para o Sphynx é questão de sobrevivência.

Eles sentem um frio absurdo, mesmo no calorão, estão sempre embaixo das cobertas.

Banhos semanais com shampoo suave ( pode ser de bebê ), sem muita esfregação para não irritar ou ressecar a pele. Limpar orelhas e unhas uma vez por semana por causa do acumulo de sebo e cera.

hora do banho, ele fica quietinho :)

Nunca deixá-lo exposto ao sol, nos horários que esteja mais forte, protegê-lo também do frio com roupas (para os que estejam acostumados)e cobertas disponíveis.

Nunca passar produtos anti-pulgas, pois podem intoxicá-los.

6- Há alguma atenção especial em relação à alimentação?

Ração de boa qualidade, mas isso é importante para qualquer gato.

*Por não possuir isolamento térmico como em outros animais, os Sphynx geralmente tem mais apetite do que um gato comum, já que precisam de mais energia para o seu metabolismo.

7- As raças de gatos pelados ainda não são muito populares, mas já existem pessoas que adquirem esses animais sem atentar para sua procedência. Quais os principais problemas advindos desta opção?

Primeiro é sustentar a situação degradante em que vivem os animais de um criatório irregular. Depois, comprando de um criador de fundo de quintal, você não terá nenhum tipo de certeza quanto ao comportamento e saúde do gato e ao invés de um gato brincalhão que pode viver até os 15 anos de idade, você pode acabar com um bicho agressivo e cheio de problemas cronicos de saúde.

O Luther é conhecido nos circuitos de ciclismo de SP, adora passear de bicicleta! :)


8- Há muita diferença entre os cuidados veterinários de um gato pelado e um gato com pêlos?

Apesar de considerada uma raça saudável, os Sphynx podem apresentar cardiopatias congenitas e alguns exemplares sofrem com câncer de pele, então visitas regulares ao veterinário são obrigatórias, assim como em outros gatos.

9- Deixe uma mensagem para alguém que está pensando em adquirir um gato sem pêlos.

O que eu mais escuto nas ruas é “nossa, esse gato é meu sonho de consumo, eu tenho alergia e ele não me faria mal", ou "ele não tem pelos que ficam enchendo toda a casa”.

Esse é o único ponto que faz com que as pessoas queiram um gato pelado, mas é um ledo engano. Primeiro, o que causa a alergia é a proteína que está na saliva e segundo a falta de pêlos faz com que o manejo dessa raça seja ainda mais trabalhoso, como já foi relatado.

Pesquise e estude muito antes de querer um gato dessa raça, converse com quem já tenha um e pense bastante a respeito, pois você estará adquirindo mais do que um animal exotico, é uma vida, que não merece, mais tarde, ser tirado de tudo o que lhe é familiar, como o Luther foi.

Video do Luther brincando com os irmãos:



Um gatil super sério e com otimas recomendações, para quem quiser e puder se comprometer a ter um Sphynx em sua vida :) - http://www.gatilsuryanamaskar.com.br

30 de nov. de 2011

Diabetes em gatos - o relato de uma mãe

A maioria dos donos ainda tem muito que aprender quanto aos cuidados adequados para seus gatinhos.Desconhecem ou ignoram a importância da criação indoor, da castração, da alimentação adequada e cuidados veterinários apropriados e regulares para manter a saúde do bichinho.

De outro lado estão os pais e mães de gatos, aqueles que realmente conhecem seus filhotes, suas particularidades, estão atentos a qualquer mudança e não hesitam em levá-los ao veterinário no primeiro sinal de problemas. Essa preocupação faz com que doenças sérias possam ser evitadas ou amenizadas, evitando sofrimentos maiores para o gatinho e sua família.

A diabetes em gatos atinge 1 em cada 400 gatos e cerca de 80-95% dos gatos diabéticos apresentam diabetes do tipo 2 (relacionada, em humanos, com obesidade), ainda que costumem estar severamente dependentes de insulina na ocasião do diagnóstico da doença. É uma condição plenamente tratável, sem diminuir a qualidade de vida do animal desde que o manejo correto for seguido,o que pode resultar até em uma reversão do quadro :)

Neste ano a querida Claudia Portilho, do RJ, mãe de 5 gatinhos, recebeu a noticia que seu caçula, o Botafogo era diabético.

Ele é um gato jovem, de 2 anos de idade, foi adotado ainda filhote, estava sendo doado em uma petshop junto com a irmãzinha.

Apresento aqui o depoimento da Claudinha sobre a descoberta e tratamento do Bota:

Botafogo :)

"Devido a uma alergia severa, muito provavelmente causada pela ração ou petiscos, o meu gatinho, Botafogo, acabou tendo que tomar uma injeção de corticoide.

O que nem todo mundo sabe, e eu aprendi da pior forma possível, é que o corticoide pode causar diabetes nos gatinhos com propensão a este mal.
Foi o que aconteceu com o Botafogo.

Pouco mais de um mês depois da injeção de corticoide, meu gatinho começou a emagrecer a olhos vistos. Também ficou bem amuadinho. Não brincava mais, só ficava deitado o tempo todo.

Preocupada, o levei para a veterinária aonde descobrimos não só que ele tinha perdido quase 1 quilo, mas que também estava com mais de 400 de glicose.

O nível normal de glicose dos gatinhos é o mesmo de um ser humano. Entre 70 e 110, então é fácil imaginar o quanto fiquei assustada com tudo aquilo.
Mas as más notícias não parariam de chegar. Na mesma hora foi feito um teste na urina do Botafogo para a detecção da presença de corpos cetônicos.

O exame deu positivo e ele precisou ser internado na mesma hora. Meu gatinho estava em estado muito grave, que só poderia ser revertido com insulina regular.

Botinha já melhor, na internação :)

Realizada uma ultrassonografia, ficou constatado o que nós já sabíamos.
O Botafogo teve uma pancreatite medicamentosa. Ou seja, o corticoide paralisou o funcionamento do pâncreas dele. Esta é uma situação reversível. só o tempo dirá. Depois de de internação, já sem corpos cetônicos no sangue, o Bota voltou para casa aonde o tratamento continuou.

Então, o que euprecisei aprender sobre a doença do meu gatinho:

- Durante otratamento, o maior perigo do diabetes em gatinhos não é o açúcar aumentado,mas a hipoglicemia. É preciso ficar atento com os sintomas da hipoglicemia eter sempre casa um frasco de Karo para passar nas gengivas do gatinho caso sejanecessário.

- a insulina usada no gato em casa é a de ação lenta. O nome dela é lantus. Ela faz comque o nível de açúcar caia bem lentamente de forma a evitar um episódio dehipoglicemia;

- A insulina regular, de ação rápida, só pode ser administrada com controle veterinário rigoroso, pois, ao menor sinal de queda dos níveis de glicose, soro glicosado seja administrado pela veia;

- também por causado risco de hipoglicemia, é essencial medir o nível de glicose do gato antes de administrar a insulina;

- a insulina só pode ser administrada se a medição for maior do que 250. O próprio veterinário calcula o número de unidades, de acordo com o peso e necessidade do gatinho;

O teste de glicose foi a parte mais difícil para mim. O sangue precisa ser retirado das almofadinhas ou da orelha do gato. No começo, pensamos que seria mais fácil tirar sangue das almofadinhas, mas não é. Depois de muitas tentativas, precisei me conformar com a ideia de furar a orelhinha do meu gato.

A extremidade da orelha tem uma veia bem fina que, se muito bem iluminada, você consegue localizar e furar com uma agulha um pouco mais grossa do que a da lancetinha do aparelho.

Uma boa dica é procurar por vídeos do YouTube antes de fazer pela primeira vez. Lá eles mostram bem direitinho aonde você precisará espetar para tirar o sangue. No começo será mais difícil, mas com o tempo você vai acertando e o gatinho nem sentirá dor.

A agulha da insulina é bem fininha, então o gatinho não sente mais do que um pequeno desconforto. Atenção na hora de comprar as seringas de insulina para escolher aquelas com a menor agulha.

já em casa, com a barriguinha raspada do ultrassom

Espero, com este depoimento, ajudar o máximo possível quem tenha o mesmo problema.

No começo, tratar um gatinho diabético vai parecer um bicho de sete cabeças, mas, com o tempo,tudo ficará mais fácil e rápido. Prometo.

E aos donos degatinhos, um conselho: fiquem de olho quando o bichano apresentar perda de peso repentina, apatia, começar a beber muita água e usar a caixinha de areia várias vezes ao dia. Ele pode estar diabético."

Agradeço muito a colaboração da Claudinha e desejo melhoras e uma recuperação plena para o lindo Botafogo :)

Para saber maissobre a diabetes em felinos:
http://www.soupet.com.br/mundopet/canalvet/diabete-em-gatos