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23 de dez. de 2014

Câncer em Pets - Tipos mais comuns, sinais de alerta e prevenção

Tradução e adaptação de: The Top 10 Warning Signs of Cancer 

OS 4 TIPOS DE CÂNCER MAIS COMUNS EM ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO 

CÂNCER DE MAMA – O câncer de mama é comum em cadelas e gatas. É o tumor mais comum encontrado em cadelas e o terceiro mais comum em gatas. Aplicações de anticoncepcional aumentam consideravelmente a chance de tumores de mama, piometra ( infecção de útero ) e outras doenças graves. 

câncer de mama em cadela

É presumido que a castração precoce ( antes do primeiro cio ) diminui o risco de cancer de mama, mas há literaturas que afirmam que somente a castração não é a unica forma de prevenção, já que existem outros fatores que influenciam, como manejo e genética. 

LINFOMA – Linfoma é um câncer incuravel no sistema linfático, que é parte do sistema imunologico. Nos gatos, um em cada três diagnosticos de cancer são linfomas, especialmente no trato gastrointestinal. Cães também desenvolvem linfomas. Para ajudar a diminuir as chances de seu pet ter linfoma, se assegure que ele não está sendo exposto à fumaça de cigarro e pesticidas de jardim, especialmente aqueles aplicados por empresas profissionais. 

tire algumas horas do dia para acariciar seu pet. além de fortalecer os laços, pode ajudar a descobrir linfomas precocemente

MASTOCITOMAS - O tipo mais comum de câncer de pele em pets é o mastocitoma,   muito mais prevalente em cães do que em gatos. Em gatos, estes tumores são geralmente vistos na cabeça ou no pescoço, mas eles podem ocorrer em qualquer local do corpo. Gatos com estes tumores geralmente são de meia-idade ou idosos. Infelizmente, gatos com este tipo de câncer em orgãos possuem prognósticos desfavoráveis em relação à tumores somente na pele. 

Em cães, estes tumores são frequentemente encontrados  na traseira, membros e entre os dedos. O prognostico depende da localização do tumor, a extensão e o tipo de tratamento a ser dado. Estes tumores são muito diferentes em cães e gatos. Uma abordagem cirúrgica para remoção do tumor é menos invasivo em gatos e tem uma recuperação total muito melhor em gats do que em cães. 

mastocitoma em membro posterior em cão

Os tumores com maior índice de mortalidade são aqueles ao redor dos músculos, boca e órgãos internos, na corrente sanguínea ou medula ossea e em tumores ulcerados. Estes tumores podem causar ulceração do trato gastrointestinal. Os tumores de crescimento rápido, de grande tamanho e recorrentes são os que tem os piores prognósticos.  

CÂNCER DE OSSO ( Osteossarcorma ) - Osteossarcoma é um tipo comum e agressivo de câncer que invade os ossos longos em raças de cães de porte grande ou gigante. Mesmo com a amputação do membro afetado e quimioterapia, a taxa média de sobrevivência é de apenas um ano em média. 

tumor ósseo em cão

10 SINAIS DE ALERTA PARA CÂNCER EM PETS 

De acordo com o Centro Flint de Câncer Animal da Universidade Estadual do Colorado, os 10 sinais de alerta para câncer em pets são:

1. Inchaços incomuns que não desaparecem ou que crescem – a melhor maneira de descobrir caroços ou inchaços em seu animal é acariciá-lo regularmente. 

2. Feridas que não saram – feridas que não saram podem ser um sinal de infecção ou câncer e devem ser avaliadas por um veterinário.

3. Perda de peso – se o seu pet está perdendo peso sem estar de dieta, uma doença séria pode ser a razão.

4. Perda de apetite – Relutância ou recusa em comer é um sinal de possivel problema de saúde. 

5. Sangramento, vômito e diarreia – sangramentos podem ocorrer por um diferente número de razões e todas elas são um problema. Vômito e diarreia são considerados anormalidades também. 

6. Cheiro desagradável – Odores fortes e desagradáveis são um sinal comum de tumores no anus, boca ou nariz. 

7. Dificuldade em comer ou engolir – sinal comum de câncer no pescoço, garganta ou boca. 

8. Relutância em se exercitar/brincar e apatia – primeiros sinais de alerta que seu pet não está se sentindo bem.

9. Fraqueza/manqueira permanente – existem muitos causas para fraqueza muscular ou manqueira, incluindo câncer muscular, de nervos e ossos. 

10. Dificuldade em respirar, urinar ou defecar - sintomas que devem ser avaliados imediatamente pelo seu veterinário.

DICAS PARA REDUZIR OS RISCOS DE CÂNCER NO SEU PET

1- Não permita que seu pet fique acima do peso ou obeso 

Estudos mostram que restrição de calorias na dieta dos animais previne e até mesmo atrasa a progressão de desenvolvimento de tumores em algumas especies. 

Menos calorias fazem com que as células do corpo consigam bloquear o crescimento do tumor. Muitas calorias levam à obesidade e obesidade é um fator importante de relação com câncer. 

a obesidade também pode causar problemas de coração, articulações, falência do figado e vários outros problemas graves

Há uma conexão entre muita glucose, aumento da sensibilidade à insulina, inflamação e stress oxidativo – todos fatores de obesidade – e o câncer. 

É importante lembrar que a gordura em seu pet não é inofensiva. Ela produz inflamações que podem levar ao desenvolvimento de tumores. 

2- Alimente-o com uma dieta anti-inflamatória 

Tudo o que cria ou promove inflamação no corpo é um risco para o câncer. Pesquisas atuais sugerem que o câncer, na verdade, é uma doença inflamatória. O processo inflamatorio cria um ambiente no qual as celulas anormais se proliferam. 

As celulas do câncer precisam de glucose dos carboidratos para crescerem e se multiplicarem então você deve limitar ou eliminar completamente essa fonte de energia para o câncer. Carboidratos a serem removidos da dieta do seu pet incluem grãos processados, frutas com frutose e vegetais com amido, como a batata. Lembre-se que toda ração seca para pets contém amido. 

Pode até mesmo ser “livre de grãos”, mas não é livre de amidos já que é impossivel formar os grãos da ração sem usar algum tipo de amido. 

dieta biologicamente apropriada do Arthur e da Baunilha :) 

As celulas cancerigenas geralmente não podem usar gorduras alimentares para energia, então uma quantidade apropriada de gorduras de qualidade são nutricionalmente saúdaveis. Outro importante fator para condições inflamatorias são dietas com muito omega-6 e pouco omega-3. Omega-6 aumenta a inflamação enquanto omega-3 faz o reverso. 

Ração processada é geralmente lotada de omega-6 e deficiente em omega-3. Uma dieta saúdavel para seu pet – anti-inflamatoria e anti-cancer – consiste em comida de verdade, com pedaços inteiros, preferencialmente crua – alimentação natural. 

A dieta deve ter grandes quantidade de proteina de alta qualidade, incluindo musculo, orgãos e ossos. E também deve incluir niveis moderados de gorduras animais e altos niveis de omega-3, como o oleo de krill, uma porção de vegetais e um pouquinho de frutas frescas.  

Alimentação natural contém altos niveis de umidade e não possui grãos ou amidos. Tambem é recomendado adicionar algumas vitaminas e suplementos como probioticos, enzimas digestivas e vegetais ricos em nutrientes. 

3- Reduza a exposição de seu pet à toxinas 

Estes incluem pesticidas químicos como anti-pulgas e carrapaticidas, remédios contra ervas daninhas e insetos de jardim, fumaça de cigarro, retardadores de chamas e produtos de limpeza ( detergentes, sabão, produtos de limpeza à seco e desodorizadores ). 

Já que vivemos em um mundo toxico e evitar todos as quimicas é praticamente impossivel, tente desintoxicar os seus animais de tempos em tempos. 

Opções naturais para anti-pulgas e carrapatos já existem no mercado e são menos toxicas e agressivas à seu animal. 

4- Não aceite vacinas desnecessárias 

Protocolos diferenciados de vacinação devem ser utilizados para diminuir o risco e maximizar a proteção, levando em consideração a especie, raça, historico, status nutricional e outros aspectos especificos do seu pet. 


17 de jul. de 2012

Vacinação e os cuidados necessários


O protocolo vacinal para cães e gatos mudou nos ultimos anos. 

Infelizmente ainda hoje muitos donos apenas levam o bicho ao consultorio para as vacinas anuais, exigindo a aplicação de 2 ou mais, em um mesmo dia. E alguns veterinários, com medo de perder o cliente, arriscam a vida do animal com reações adversas. 

Vacinas, apesar de serem feitas para proteger o animal de doenças, ainda são elementos estranhos  em seus corpos e por isso, reações podem ocorrer. Neste caso, uma dose unica de vacina naquele dia, pode ajudar o dono e o veterinario a lidar com reações mais sérias, como taquicardia e apneia, ao saber quais elementos combater nos cuidados emergenciais. A aplicação multipla pode, além de piorar consideravelmente o quadro, impedir que a medicação contra a reação adversa seja eficiente, levando o animal a obito. 

Indo ao veterinário? Do que um gato tem que ter medo?

Quando falamos de vacinação em gatos, temos que ser ainda mais cautelosos, já que eles são propensos a carcinomas vacinais ( cancer ) nos locais da aplicação, podendo até mesmo perder um dos membros. 

carcinoma vacinal 

Outro problema para os gatos são as campanhas de vacinação anti-rabica gratuitas. 
A maioria dos donos que opta pela vacina gratuita não os coloca em transporte apropriado, causando stress desde o primeiro momento. Aliado a manipulação de estranhos, o desconforto da furada, a proximidade com cães latindo, barulho, trafego, etc, resulta em várias fugas e acidentes em dias de vacinação pelo manejo incorreto. 

caixa de transporte é um item essencial para donos de gatos


Além disso, as pessoas que aplicam as vacinas não são veterinários formados. Podem errar o local e o grau de força para a aplicação correta ( a maioria das pessoas não sabe conter corretamente um gato estressado ) e não respeitarem a forma adequada de armazenamento ( a vacina perde o efeito se não for mantida permanentemente resfriada ) , resultando em casos de animais que adquirem a doença mesmo sendo vacinados, como já aconteceu em minha cidade. 

Todos os meus animais para adoção e o Arthur sempre foram vacinados com vacinas éticas, aplicadas por veterinários e importadas, em consultórios fechados, ambiente tranquilo ou a domicilio. Mais do que um custo, a vacina ética é um retorno seguro na saúde do bichinho. 


Quer saber mais sobre reações adversas por vacinação? Leia aqui - http://www.maedecachorro.com.br/2012/07/meu-cachorrogato-passou-mal-aps-tomar-vacina-e-agora.html

O protocolo vacinal para o gatinho em questão deve levar em consideração se ele é um animal que será encaminhado para adoção ou um membro permanente da familia. 

No caso de animais para adoção, a vacinação fica em segundo plano. 
O mais importante é a castração. 
Após ser castrado, com uma semana de recuperação da cirurgia, pode-se começar o protocolo. 
No caso de filhotes com menos de 4 meses, comece com a 1º dose da vacina multipla. 
Com 30 dias, faça a segunda dose. 

Com filhotes com mais de 4 meses, 1 semana após a segunda dose multipla, realiza-se a vacinação anual anti-rabica. Vale lembrar que antes dos 4 meses essa vacina não faz efeito nos filhotes. 

Em outros países há veterinários que optam pela vacinação no mesmo dia da castração para animais que serão encaminhados para adoção ou para animais de C.E.D, aproveitando a pequena baixa de imunidade causada pela cirurgia, para não deprimir o organismo do animal novamente mais tarde. No Brasil já existem médicos que também seguem este protocolo para animais a serem doados. 

Para adultos, é necessário somente uma dose multipla e uma dose de raiva anualmente. 

Se o gatinho é seu, sem acesso à rua e a outros gatos não-castrados, pode-se esperar até o esquema vacinal do primeiro ano estar completo ( 2 doses multiplas + anual de raiva ), mas se o filhote tiver mais de 4 meses, a castração deve também ser uma prioridade, pois comportamento sexual precoce aos 5 meses não é raridade. Nestes casos é melhor atrasar a vacinação do que arriscar uma fuga ou prenhez indesejada. 

O protocolo diferenciado de vacinação também é mais uma opção benefica para a saúde dos animais.
Sua premissa é a vacinação de cães e gatos a partir de suas particularidades, como, estilo de vida 
( criação indoor ou com acesso à rua, outros animais, etc ), idade, doenças a quais ele REALMENTE precisa ser protegido e estipular um esquema vacinal que imunize o animal, sem expo-lo a riscos desnecessários por conta da supervacinação ( doses anuais e vitalicias de vacina ). 

o protocolo vacinal diferenciado respeita as particularidades e necessidades do individuo :)

Em resumo, as vacinas continuam sendo a forma mais eficaz de proteger seu cão ou gato de doenças sérias e fatais, mas o esquema vacinal deve ser feito com responsabilidade, ser mais do que uma obrigação anual com o veterinário, mas uma preocupação constante e que deve ser questionada e atualizada diante de diferentes etapas da vida daquele bichinho. 

Quer saber mais sobre supervacinação e protocolo diferenciado de vacinas? 
Dê uma lida nos links abaixo: