Mostrando postagens com marcador animais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador animais. Mostrar todas as postagens

16 de abr. de 2012

My Young Cat and My Old Dog - uma mensagem de amor

Que eu gosto de cultura japonesa não é nenhum segredo. Pesquiso sobre a historia do país, assisto documentários, animações, escuto musica japonesa e leio mangás também.

Essa semana, fuçando na net, encontrei o mangá My Young Cat and My Old Dog, por Cho, em um site de scalations - mangás scaneados e traduzidos - e comecei a ler. Fala sobre um poodle velhinho de 16 anos e um gatinho filhote que foi salvo da eutanásia.

O traço fofinho e delicado traz em suas historias várias mensagens de amor que os animais sentem por nós e como, muitas vezes, não somos dignos de
tê-los em nossa vida.

Eu li e traduzi alguns trechos deste mangá ontem, no facebook e minha garganta se apertava a cada nova página.

Aqui vai uma das histórias que mais me tocou, por sua veracidade com o dia a dia: Onde você estava antes de nos encontrarmos?


Um mês, foi o tempo que levei para viajar com meus amigos.

Um mês, foi o tempo que meu primo levou para nos mandar os convites de casamento

Um mês, é o tempo que você tem de vida, até encontrar novos donos






Seria bom se todos pudessem ser felizes

Mas existem muitos muitos outros que não conseguem

A vida deles vale menos do que uma seringa

Mas vocês ( os animais ), tolos como são, ainda nos amam até o ultimo momento

Incapazes de esquecer o amor que um dia receberam

Vocês ainda nos amam, essas pessoas egoistas que somos



Me perdoe.

Por favor, me perdoe.

Gatinho - Status - Eutanasiado



"Doutor, eu já eutanasiei o gatinho cinza tigrado com o edema orbital."

"Bom trabalho!"

"Gatinho... você morreu hoje. Eu disse a eles que você havia morrido.

Nos próximos dias eu irei encontrar um dono que ficará com você pelo resto da sua vida."




No meu facebook há algumas outras páginas traduzidas por mim - http://www.facebook.com/media/set/?set=a.3233635913256.2142238.1037416297&type=3


31 de ago. de 2010

Trabalho voluntário e um novo olhar sobre as pessoas



Este mês de agosto não está sendo muito bom, para mim como protetora. Ou melhor, acredito que não está sendo bom para ninguém que realmente ama os animais e acompanha as noticias e atrocidades cometidas ao redor do mundo.

Uma das primeiras pérolas foi a mulher desequilibrada que jogou uma gatinha indefesa dentro de uma lata de lixo e ainda achou exagero o repudio de milhares de pessoas ao redor do mundo, assim como as medidas tomadas pelas autoridades competentes da Inglaterra.

Semana passada levantei, com pedidos de ajuda, uma quantia para castrar uma gatinha de uma pessoa carente e após me mobilizar, perder meu dia inteiro para acompanhá-la, fico sabendo que o irmão dela perguntou se eu era - NORMAL - por estar fazendo tanto para ajudar um bicho, que ele não o faria, pois sentiria vergonha.

Na sexta-feira passada, a mãe de uma colega de classe me liga no meu expediente para reclamar que havia aplicado anticoncepcional na gata prenhe e que ela havia começado a abortar, sangrava e miava com dor. Expliquei o que ela deveria fazer, buscando nas entranhas a força para não esculhambá-la e passei telefone de veterinários, tentando me manter calma diante daquela situação. Na segunda-feira encontro a filha dela que me diz que a gata AINDA estava lá, na casa delas, SANGRANDO. Minha paciência foi para o ralo e disse que a aquela altura era melhor sacrificá-la do que deixá-la sofrendo com eles. Ela se zangou, perguntando como eu podia afirmar que a gata estava com dor. Respondi que se fosse ela abortando um filho, ela teria dor, com certeza.

No domingo, fiquei sabendo de um horrivel caso de crueldade, atraves da Tatis da Confraria de Miados e Latidos, o caso Robert que anunciei no post anterior. Infelizmente o Robert não resistiu e junto com minha indignação, também vieram à tona as memórias do evento do começo do ano que me fez querer dar um tempo nos resgates de animais e manter minha ajuda de outras maneiras.

Hoje tambem assisti o video de uma jovem, provavelmente mais nova que eu, atirando filhotes de cachorros, recem-nascidos e indefesos, em um rio com correnteza, em um dia frio. Enquanto ela se divertia, os bebês gritavam e choravam até que se silenciavam brutalmente nas aguas do rio.

Hoje passei algumas horas conversando sobre como o trabalho voluntário, o estender a mão para os outros nos transforma. Eu ja fui daquelas protetoras que tenta ajudar o maior numero de animais possiveis dentro de meus recursos. Já arrumei briga e me chamaram de insensivel e assassina de cães por querer por para dormir animais que estavam sofrendo e somente aumentando os bolsos de uma veterinaria sem escrupulos.

Já passei horas cuidando de bichinhos doentes, acompanhando cirurgias, pagando taxi para não deixá-los sozinhos nas clinicas, comprando medicamentos, ração, falando com veterinarios e procurando adotantes. Já virei madrugadas tirando duvidas de pessoas no msn, atendendo telefonemas e dando conselhos, apenas para depois saber que minhas palavras foram ignoradas e o animal não ajudado.

Já chorei por animais cuidados por mim, entregues e não-cuidados por outras pessoas e demorei muito tempo para entender que a culpa não era minha, que mesmo com todos os meus criterios, as pessoas usam mascaras e possuem monstros por baixo delas. Na verdade, essa foi a lição mais dificil e aprendi isso da maneira mais dura também.

E depois de ter passado por tudo isso, depois de ter visto o melhor na alma de cada animal e ter visto o pior que o ser humano é capaz de cometer, eu estou em uma fase sem o minimo de paciencia com os donos e pessoas ignorantes que cruzam o meu caminho, principalmente aquelas que tentam usar os poucos conhecimentos que adquiri no passar dos anos, devido ao meu interesse em cuidar melhor dos meus bichos, como maneira para driblar os gastos e contactar um veterinário.

Em meus pedidos de ajuda para animais carentes no orkut, vejo o silencio de várias pessoas que responderiam prontamente se eu estivesse convidando para uma festa ou bebedeira. Elas ficam em silencio, mas também ja passei por inúmeras criticas e ofensas por ter escolhido seguir a voz do meu coração e ajudar animais.

Hoje em dia coisas que eu já não via com bons olhos se tornam motivos de profunda irritação. Acho condenável a compra de um animal carissimo apenas para se gabar e explorá-lo como reprodutor. Não convivo com uma pessoa que tem posses materiais e mesmo assim trata os animais com descaso, não castrando e vacinando, mas não poupa em um programa de final de semana ou com aqueles que acham que somente o seu, "de raça", merece cuidados e carinhos e faz cara de nojo ao ver um SRD e acha um absurdo a possibilidade de um mestiço merecer um bom lar. Deixo bem a mostra minha repudia a quem, além de não cuidar de seus animais, se mete dando opinioes esdrúxulas sobre o tratamento de outros, disseminando sua ignorância. Me irrito com alguem que vive reclamando do problema de seus bichos, enche o saco pedindo dicas e telefones, mas nunca age em beneficio deles.

Ajudar animais não é uma vocação para todos, mas por favor, você aí, sr.inutil, vá visitar uma creche de crianças carentes, doe seu tempo para visitar um asilo, ajude em um multirão de saúde comunitária, mas, por favor, não fique de braços cruzados para melhorar aquilo que está bem aí, ao seu redor.

Conheço pessoas sem educação formal e sem posses, mas que sempre tentam ajudar os outros e, conseqüentemente, crescendo como individuo.

Sei que é um cliché entre protetores, mas os animais nos engrandecem SIM!
Não sou uma santa, estou bem bem longe de ser perfeita ou mesmo uma pessoa legal, mas me sinto uma pessoa bem melhor quando ajudo um bichinho, em saber que não sou um saco de carne, ossos e egoismo.

Não entendo e nunca irei entender alguem que sorri ou ignora a dor de um ser vivo e não vê o seu papel como transformador no grande esquema das coisas.











"Que todos os seus atos sejam feitos com amor."