Eu estava no trabalho quando uma amiga protetora me liga desesperada, dizendo que encontrou um gato no estacionamento do shopping e que não tinha como ajudá-lo e se eu podia ir com minha outra amiga ( a mesma de Ísis ) para socorrê-la.
Como eu tinha uma hora entre uma aula e outra, liguei para minha amiga e lá fomos nós.
Já estava pensando o estado do gatinho, se estaria machucado, atropelado, etc, quando chegamos.
Minha amiga estava abaixada, próximo a ele. Um gato adulto, inteiramente negro, que se esfregava carinhosamente nela.
E na cauda, não havia pêlos, carne nem nada do tipo. Apenas o OSSO do rabo, para fora.
O gatinho não parecia sentir nenhuma dor, o que era mais triste ainda. Imaginei quantos MESES ele deve ter sentido o rabo apodrecer aos poucos sem ninguem ajudá-lo. Felizmente, me ligaram do trabalho dizendo que minha aula havia sido cancelada e pude ir com elas e Adônis para o veterinário que prontamente retirou o rabo necrosado e deu uma dose de antibioticos.
Sob a luz do consultório, pudemos ver que ele estava com um principio de sarna, além de seriamente desnutrido.
E naquela noite, a primeira noite em muito tempo com certeza, Adônis iria dormir seguro, de barriga cheia de confortável.
A busca para uma familia começou imediatamente. Um dos vários preconceitos que não suporto é contra os gatos pretos. Há coisa mais linda e magnifica do que uma pantera gentil e amorosa dentro de casa?
Adônis permaneceu na clinica, foi castrado, vacinado, vermifugado, a sarna e o rabinho sararam completamente e ele ficou bem gordinho. Depois de algum tempo, minha amiga que o resgatou o levou para sua casa, apesar das 4 gatas que já possuia, pois não era justo deixá-lo na gaiola.
Então, uma pespectiva de adoção. Conversamos com a pessoa, fomos até a casa dela. Tudo parecia correto. Entregamos Adônis, minha amiga aos prantos, desejando ser a mãe dele, desejando dar a ele, para sempre, todo o amor e companheirismo que ele havia oferecido.
Depois de algumas semanas, a dona nos liga. A neta o estava machucando e ele até mesmo havia fugido e se machucado na rua. Minha amiga foi e o pegou aos prantos novamente, não acreditando que alguém pudesse ser tão irresponsável com uma vida.
Todos aqui em casa sempre sabem das desventuras dos gatinhos. E por um acaso do destino, o sobrinho da moça daqui disse que queria um gato. Mas, seria para outra cidade.
Conversei com minha amiga e sem outra opção, aceitamos.
Mostrei a foto de Adônis, passei todos as recomendações e ele foi entregue.
E ele, até hoje, é feliz.
Mimado por todos na casa, extremamente querido por seu dono e pela familia. Até mesmo bebe leite fresquinho de gado todas as manhãs.
Adônis, um gato preto, adulto, sofrido e sem rabo.
Adônis, nossa beleza negra, carinhoso, gentil e com um final muito muito feliz.