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26 de abr. de 2012

Arthur e eu no TUDOGATO :D


Mês passado me candidatei a vaga de colunista da ADOTAR e AMAR do famosíssimo site TUDOGATO e felizmente fui aceita heheheh

Aqui está nossa primeira historia, o Jack Sparrow da querida Vanessa :)

http://www.tudogato.com/2012/04/o-gato-jack-sparrow-adotar-e-amar.html

E olhem que lindo nossa caricatura! Obrigada, Laurence! :)



11 de abr. de 2012

Amor Tricolor #10 - Carniça


A escaminha sobrevivente de hoje é a Carniça, muito amada pela Manuela Muguruza :)

No dia 10 de setembro de 2009, fiz meu primeiro resgate. Já tinha 4 gatas, todas adotadas de grupos de proteção em Brasília, e estava aos poucos entrando em contato com esses grupos e conhecendo o trabalho deles. Também tinha me mudado há pouco tempo, e já tinha notado uma colonia grande em minha nova vizinhança. Já tinha conversado com a senhora que alimentava esses gatos, me colocado à disposição se precisassem, e dado meu telefone.

Daí, na hora do almoço do dia 10, ela me liga e diz que um dos filhotes mais recentes da colônia estava muito doente, perguntou se eu não podia ajudar. Estava saindo para o estágio, desci com uma caixa de transporte e sem a menor idéia de como ia fazer pra pegar esse filhote. A senhora que alimenta essa colônia não tem a menor idéia de como lidar com os gatos, apesar de gostar muito deles. Ela tem medo de pegar os bichinhos, mesmo que eles sejam até bem mansos.

Desci e ela me apontou onde estava o filhote. Vi uma escaminha pequena, ofegante, deitada na sombra de uma árvore. Tentei chegar perto, sem a menor noção de como me aproximar de um gato de rua. A gata, obviamente, correu pra debaixo de um carro. Conseguimos espantar ela do carro e fazer ela se encolher perto de um arbusto, cheguei por trás e consegui agarrar a bichinha pelo cangote. Ela retalhou a minha mão e braço, mas eu não soltei. Me orgulho disso até hoje, hehe. Enfiei a mocinha selvagem dentro da caixa de transporte, lavei os arranhões em uma torneira do jardim, e fui direto pra veterinária, ligando do caminho e pedindo pelamordedeus um encaixe. Vale dizer que só dei conta de pegar ela desse jeito tosco porque ela estava muito fraquinha. Se estivesse normal nunca teria conseguido.

Chegando na veterinária, a conversa foi desanimadora. Ao examinar a mocinha, a vet viu que ela estava com a boca e garganta muito inchadas. Tinha uma bola de pus na garganta. Ela tinha cheiro de bicho morto, de carniça.

A vet achou que aquilo podia ser por causa de um chute, ou algo similar. Isso sem falar na desidratação e fraqueza, já que a gatinha não conseguia comer naquele estado. A vet me disse que ia ficar com ela internada pelo menos naquela noite, pra ver como ela se comportava, mas me disse pra não me animar muito, já que ela estava muito mal. Quando foi fazer a ficha e me perguntou que nome eu queria dar pra gatinha, eu não soube responder. Não queria dar um nome pra ela, pensando que ela poderia não sobreviver. O processo de nomear um bicho é meio significativo pra mim. Daí a vet sugeriu mini Vitória, já que ela tem uma escaminha gorda e grande como recepcionista do consultório. Aceitei. A vet disse que ela tinha cerca de 4 meses.

Fui pro estágio, e a noite liguei pra saber como estava a minha escaminha. A vet disse que ela já estava melhor. Tinha comigo a/d, tinha sido medicada, e a vet tinha colhido sangue pra fazer os exames de praxe. No outro dia a minha resgatinha já estava melhor e foi liberada. Trouxe pra casa, junto com uma pilha de antibióticos e outros remédios, e a recomendação da vet de que se ela não comesse sozinha, eu teria que alimentá-la forçada, com uma seringa. E foi isso que tive que fazer. Antes de dormir, forcei a/d na bichinha, com a ajuda do namorido, só pra ver ela vomitar tudo depois. A essa altura, o namorido já tinha começado a chamar ela de Carniça. Na manhã seguinte não tive coragem de ir ver a gata. Fiquei com medo de encontrar ela morta. Mandei o namorido, que gritou do quartinho "Tá viva e comeu a ração do potinho!".



Depois do período de quarentena, de receber o resultado de todos os exames e terminar o período de medicação, a Carniça (já era, ninguém chamava ela de outra coisa) foi solta na casa, e aos poucos foi se habituando aos outros gatos e às pessoas. No primeiro mês não deixava fazer carinho e nem chegava perto, mas aos poucos foi se "civilizando".




Daí começamos à divulgar a moça, e comecei a frequentar as feirinhas de adoção do "Salvando Vidas Protetoras Independentes", grupo de quem eu tinha adotado a minha última gata, a Mafalda. Elas me apoiaram sempre, e me ajudaram a lidar com o processo de adoção. Hoje faço parte do grupo, e continuo resgatando e fazendo lar temporário.

Em novembro apareceu uma moça que se apaixonou pela Carniça, e disse que queria adotar minha escaminha, mas estava de mudança, reformando o apartamento novo. Pareceu uma boa adotante, disposta a seguir todas as exigências do grupo. Disse pra ela que não tinha problema, eu ficaria com a gata até ela poder levá-la pra casa nova. Então a Carniça já era parte da minha casa. Já era ronronenta e a amassadora de pãozinho compulsiva que é hoje. Já tinha conquistado seu nicho dentro da hierarquia felina daqui. Tinha inclusive adotado a Mafalda, que tinha suas dificuldades, já que acabamos descobrindo que tem diabetes e é meio cega.

Mas eu havia me proposto a doar a Carniça. Se eu ficasse com o meu primeiro resgate, não ia ter coragem de fazer lar temporário. A proposta inicial não era ficar com ela, e eu repetia isso todo dia pra mim mesma. Era como um mantra.

Só que essa novela da reforma da adotante da Carniça se estendeu por meses. O tal apartamento só ficou pronto em julho de 2010! Quando a moça me ligou pra avisar que finalmente ia se mudar eu comecei a chorar no telefone. Eu sabia que ela ia embora eventualmente. A adotante vinha visitar ela sempre. Pagou todas as vacinas, comprava brinquedo. Não era ausente. Mas ainda assim foi horrível. E nesses 9 meses (!) de enrolação, eu já tinha feito lar temporário e doado outros 6 gatos, hehe. Mas enfim, fui entregar a Carniça com o coração na mão, me convencendo de que ela estaria melhor em uma casa só dela e todo esse discurso que os protetores tem que ter decorado pra repetir sempre, hehe.

E qual foi o tamanho da minha surpresa quando uma semana depois a moça me liga dizendo que vai ter que devolver a Carniça, porque a mãe dela achou que ela era muito barulhenta! Fui buscar no mesmo dia, e resolvi que ela não saia mais da minha casa! Depois a faxineira daqui de casa veio muito sem graça me dizer que antes da Carniça ir embora tinha dito pra ela que era pra ela fazer bagunça na casa nova, pra ser devolvida.
Achei ótimo!

A Carniça é minha agora, se chama Carniça mesmo, e é mega companheira, linda e tem uma obsessão por amassar pãozinho na minha bexigai! A Carniça ronca mais alto que o namorido, dorme com a gente todo dia, tem um rabão de esquilo, e é linda!


"Um pequeno grau de esperança é necessário para causar o nascimento do amor."
Stendhall

31 de mar. de 2012

Lillybell e as mentes equivocadas


Ao decidir não devolver a Lillybell e Mãezinha ( que estava sob risco de perder o olho ) para o local de onde as peguei, sabia que dias de absurdos por parte de candidatos a adoção estavam por vir.

E alguns dos INÚMEROS motivos que me fizeram largar resgate e doação responsável estão ressurgindo, por meio de emails e palavras tão surreais quanto às mentes equivocadas das pessoas que as proferem.

Não basta cuidar do animal, castrá-lo, alimentá-lo com qualidade, fornecer os medicamentos que ele precisa e custear suas diárias em um Lar Temporário seguro e bom. 
Na verdade, apesar de ser a parte mais dispendiosa de todo o processo, é a mais fácil.


logo depois do resgate, pra quem não tinha nada, 
uma caixa de transporte é o melhor lugar do mundo :) 

O verdadeiramente difícil são as pessoas. Pessoas que te procuram para adotar um animal como se estivessem fazendo um favor. Como se um animal para adoção fosse um brinquedo que pudesse ir para a mão do primeiro que aparecer, como se não pudéssemos nos atrever a escolher o melhor lar para um bichinho que já sofreu nas ruas, que por ser vira-la qualquer local e qualquer um está bom o bastante.

Gente... até agora umas 9 pessoas já me mandaram email ou me procuraram no gtalk do Felinos Urbanos querendo adotar a Lillybell. E somente uma delas trocou mensagens com cortesia e gentileza, o que se espera quando estamos falando de uma vida.


uma fofa :) 


Pessoa querendo a Lillybell para substituir o gato que morreu, tendo acesso à rua e ao quintal com veneno do vizinho. Pessoa querendo presentear uma criança de quase 2 anos com a gatinha. Pessoa querendo um gato para "comer ratos". Pessoa que adotou uma gata não-castrada de protetor X , sem vacinas e a gata no cio, "sumiu".

Sem falar aqueles que sequer responderam o questionário para adoção, mas estes ainda foram mais dignos do que aqueles que reclamaram das exigências, que disseram que eu não queria doar a gata e que iriam adotar com fulano, sicrano, etc.

Para essas pessoas eu digo: adotem. Adotem mesmo, com quem quiser. 
Ou, melhor, tirem da rua, cuidem como ela está sendo cuidada, para que vocês tenham um pouco de senso da responsabilidade que carrego nos ombros pela vida da Lillybell. E se forem adotar com algum protetor ou grupo, exijam um animal ao menos castrado e saudável, como ela está no momento.

Durante todo esse tempo que lido com animais abandonados, posso contar nos dedos quando errei, mas esses erros custaram muito caro para os bichos envolvidos.

Tive 2 adotantes que SUMIRAM com os animais doados, pois logo no começo castração pediatrica na minha cidade era algo desconhecido e tínhamos que esperar MALDITOS 6 meses para castrá-los. E foi nessa que uma gata foi roubada da casa de outro adotante também.

E o Rafael, meu motivo MAIOR para ser tão exigente, que foi deixado para morrer por sua adotante.




Eu carrego essas falhas em minhas costas, não nego meus erros nunca, mas aprendo com meus erros, faço sempre melhor e mais para não repetir essas historias e tristezas.

Aprendi e aprendo todos os dias com grandes nomes da proteção animal do Brasil, não tenho menor problema em pedir ajuda e direcionamento. Não me acomodo, não acredito no "assim já tá bom", me recordo muito bem de todas as situações que já testemunhei com ditos "protetores" e as coisas realmente bizarras que já fizeram com os bichos sob sua responsabilidade. 

Mas Lillybell não tem culpa de nada disso. Ela não escolheu nascer nas ruas.
Ela não sabe que ainda não apareceu alguém que realmente entenda todo o investimento que está sendo feito para o bem estar dela.

Ela somente precisa de uma boa familia, um lar de verdade onde será bem tratada e feliz pelo resto da vida.


tá crescendo saudavel e bem :)  


E é isso que ela terá. Pode não ser hoje, pode não ser amanhã. Talvez precise de muitos, muitos reais de ração e diárias. Mas ela terá o melhor que eu puder oferecer :)






A Mãezinha está finalizando o tratamento no olho, mas na segunda-feira iremos fazer um ultrassom para descobrir a causa do volume largo e incomum em seu abdomen, desde que foi resgatada. 


Espero sinceramente que não seja nada demais, pois uma gata tão doce, que foi abandonada, ainda ter alguma doença além do olho que quase perdeu, vai ser uma baita injustiça :/


Para quem perguntou como poderia ajudar essas duas lindinhas, qualquer quantia MESMO pode ser depositada nas contas do projeto:








15 de fev. de 2012

Gatos adultos, apaixonantes :)

Apesar de conhecer o Arthur desde que ele tinha 3 meses de idade e morava na lixeira do meu prédio, foi somente com quase 1 ano que ele se tornou oficialmente meu e também se tornou um gato de apartamento.

Eu adoro filhotes, já criei vários, mas depois de tanto tempo lidando com adultos adoráveis e que sofreram abandono, tenho que admitir que criei preferências, principalmente pelo preconceito que os gatos mais velhos - mesmo que um gato só se torne realmente adulto aos 3.5 anos de idade - sofrem na hora da adoção.

idade dos gatos, em relação à nossa :)

Gatos adultos são maravilhosos. Como a maioria já foi domiciliado antes do abandono, geralmente são animais muito carinhosos e brincalhões, ao mesmo tempo em que são mais delicados durante brincadeiras, tomando cuidado para não derrubar objetos ou morder com força, ao contrário dos filhotes.

Gatos adultos são altamente adaptáveis a uma nova situação e familia. O Arthur, com quase 1 ano de rua, soube usar imediatamente a caixinha de areia, aprendeu rapidamente o que podia ou não fazer aqui em casa e nunca teve comportamentos como arranhar moveis e tentar roubar comida da mesa.

Logicamente que grande parte desse bom comportamento dele foi resultado da castração aos 6 meses de idade, enquanto ainda morava nos jardins do prédio.

Animais mais velhos doados por protetores sérios, além de castrados, estarão com todo o esquema vacinal feito, vermifugados e sadios, o que acaba tornando-o mais "em conta" do que um filhote no momento da adoção, que ainda  irá precisar de mais uma dose da vacina multipla e ração de filhotes até um ano de idade, que costuma ser um pouco mais cara do que a ração de adultos.





Se você mesmo tirou o gatinho da rua, leve-o ao veterinário para um check-up geral e providencie logo a castração para uma melhor adaptação ao novo lar :) 

Outra coisa a considerar de um adulto é a personalidade. Um filhote adorável pode mudar enquanto cresce e você, que gosta de afofar o seu pet, pode acabar com um que fica arredio à colo e não gosta de ficar perto das pessoas.  O adulto é exatamente aquilo que se mostra :)

Adultos são mais tranquilos, se adaptam bem aos horários e rotina da casa, não se importam com horas de solidão enquanto você trabalha, mas estão sempre dispostos nas horas de brincadeiras :)

E o mais importante, gatos adultos, infelizmente, são deixados para trás, não somente pela idade, mas também por sua pelagem. A maioria das pessoas preferem filhotes branquinhos de olhos azuis e parecem que se esquecem que aquele bebê também irá crescer.

Como mãe de um "tigrado comum" que veio a ser meu com 1 ano de idade, falo com segurança que ele é o gato mais perfeito que existe e nem mesmo um filhote escolhido a dedo seria tão "nosso" quanto o Arthur é  :)

Adotando um gato de 1, 4, 5, 9 anos, ele ainda terá vários anos a frente para devolver o amor pela chance que você deu a ele. Vale muito a pena! :)

E, para finalizar, o primeiro panfleto de conscientização em que o Arthur aparece, pois, sem modéstia por parte dessa mãe apaixonada, não teria um modelo melhor :)



11 de nov. de 2011

Amor Tricolor #7 - Dior


Vocês se lembram do caso da colecionadora de Santos, onde os animais foram assumidos pela Cats of Necropolis e Confraria de Miados e Latidos?

Depois de quase 4 meses, a maioria dos animais daquela triste situação foram adotados e agora vivem felizes, o amor de suas novas famílias apagando para sempre o inferno de que foram vitimas.

Mas ainda há alguns à espera de uma casa para chamar de sua

E uma dessas meninas lindas é a Dior :)

Ela é uma escaminha maravilhosa, com incríveis olhos verdes brilhantes, uma gatinha super querida que deseja muito ter alguém para amar.

Aqui a Dior fala dos seus planos e seus desejos para o futuro :)


Por favor, divulguem o link, ela é uma sobrevivente que merece muito um lar feliz :)


2 de set. de 2011

Milla foi para casa + prestação de contas

Ontem a Milla foi para casa. Depois de três longos meses ela foi adotada pela senhora que trabalha conosco a mais de 20 anos e a pouco tempo havia perdido seu cão, já idoso. Ela havia me pedido uma filhotinha - ela já possui 2 gatas, castradas, vacinadas e que somente comem ração - mas diante da impossibilidade de levá-la para o sitio no interior já castrada, acabou adiando a decisão.

Semana passada, com a devolução da Milla, ela pediu para adotá-la.

Não preciso dizer o tamanho do alivio sobre meus ombros quando ouvi essa frase. Mesmo com meu compromisso vitalicio com cada um dos resgatados, mesmo pegando-os de volta se algo der errado e acompanhá-los esporadicamente, de longe, raramente entrego algum resgatado para pessoas proximas pois sempre fica em mim o sentimento de vigilia, em uma potencia muito mais forte.

A Milla foi para um lugar enorme, com arvores, galinhas e patos para ela pastorear – estão seguros em um galinheiro – com crianças para brincar e com certeza os dias dela serão bem interessantes, sempre.

Mais importante, são pessoas que eu TENHO CERTEZA de que nunca irão desistir dela. São o tipo de pessoa que adotam animais que foram recolhidos doentes da rua, animais negligenciados e idosos, animais que ninguem mais queria e que com essa familia, acharam um lar digno. Que aprenderam, junto comigo, sobre castração e Guarda Responsável e que agem de acordo, mesmo com condições financeiras modestas em relãção a pessoas que eu conheço e que exploram economicamente seus animais, negligenciam ao menor sinal de doença ( apesar de ainda levarem toda semana ao petshop para banho e tosa ) ou deixam morrer, lentamente, nos fundos de granito da casa ou apartamento.

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Infelizmente a adoção da Milla dessa forma não criou nenhum outro novo link na corrente do bem que cresce toda vez que alguem adota um animal. A pessoa que opta por adotar está valorizando aquele animal, escolhendo salvar uma vida ao invés de alimentar o nojento comércio de criação de fundo de quintal e reprodução irresponsável que impera em minha cidade. Está aceitando os conhecimentos sobre Guarda Responsável que o protetor repassa e, com certeza, outras pessoas ao redor daquele adotante não ficarão mais alheias aos resultados do abandono e em como atos simples podem salvar uma vida.

Mas, ao menos, não haverá mais incertezas. Não haverá mais stress de procurar um adotante, encontrar e passar as horas imaginando quando o celular irá tocar com a noticia de mais uma devolução. Não haverá mais a preocupação constante em imaginar como a ração dela e as diárias serão custeadas por mais e mais semanas. Não haverá o sentimento de inutilidade para com as pessoas que fizeram doações e acreditaram na gente e no nosso desejo de dar a ela um bom lar, seguidas vezes.

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Infelizmente os cuidados com a Milla custaram dezenas de reais para o projeto do C.E.D. É a realidade. Nesses 3 meses que cuidamos dela, poderiamos ter utilizado esse capital para a castração de gatos de rua, resultado em um melhoria significativa para a vida desses animais, a curto, médio e longo prazo.

O mais importante que aprendi com a Milla, é também, provavelmente, a lição mais importante desse ano. Depois da Melissa, não irei mais resgatar nenhum animal a menos que seja um caso desesperador, como o dela. Todos os demais serão para o C.E.D.

Em uma cidade como a nossa, onde impera a ignorancia e egoismo, onde pouquissimas pessoas são realmente responsáveis pelos animais que possuem, não podemos mais nos dar ao luxo de resgatarmos e colocarmos para adoção, enquanto centenas de animais nascem e são abandonados, todos os dias apenas para sofrer nas ruas de São Luís. E é justamente daí que nossos resgates surgem. E mesmo com todo os sentimentos bons que uma adoção bem sucedida nos traz, o C.E.D será nossa prioridade.

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Não posso deixar de agradecer novamente a todos que colaboraram e acompanharam a Milla no decorrer desses longos dias.

Sem a ajuda de vocês, com doações e palavras de apoio e carinho, não teriamos conseguido.

PRESTAÇÃO DE CONTAS

Vou colocar aqui os gastos da Milla na semana anterior a sua adoção frustrada, até o dia 1, quando foi adotada novamente.

milla - comprovante transporte

Comprovante de transporte, ida e volta, no dia que conheceu a porcaria da adotante :P

milla - diárias - ultimas semanas

Comprovante das ultimas diárias dela, até o dia 19/08

milla - transporte

Comprovante de transporte para trazê-la do LT no dia 31/08

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Ração que comprei para ela e a Melissa no dia 31/08

milla & melissa

Com o pagamento das diárias, transporte e ração, hoje no cofrinho há somente R$9.87

Faltam aí o transporte no dia que ela voltou para o Lar Temporário no dia 26/08 e o transporte de R$40 daqui para a casa nova que tirei do meu bolso, para garantir a ração delas, em um total de R$390 de despesas desde o dia 13/08/2011.

E segunda-feira a Melissa castra… ainda vou ver como iremos custear isso.

9 de jun. de 2011

Video da Milla


Ninguem foi procurar pela Milla, mesmo eu indo na casa da pessoa e avisando onde ela estaria.

Resultado: mandei castrá-la mesmo assim.

Estamos procurando um lar para que não tenha que voltar a essa casa onde ela tem acesso às ruas. Se não encontrarmos ninguem, terei que devolvê-la, mas antes castrada do que parindo filhotes inocentes à mercê das maldades.

Porte pequeno ( quase do tamanho de um basset ) ela seria ideal para casas ou apartamentos.

Ela é uma cadela muito boazinha, pede para sair quando quer fazer suas necessidades, é brincalhona e não deve ter nem um ano ainda. Está saudavel e em caso de adoção nos comprometemos com suas vacinas.

Ela só precisa de sorte :(

Para quem quiser ajudar na cirurgia de castração, qualquer quantia é bem-vinda.

BANCO DO BRASIL
Otávia Augusta de Mello
Agencia 2954-8
Conta POUPANÇA 26.820-8