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26 de mar. de 2012

Amor Tricolor #9 - Jórgea


A nossa nona tricolor amada é daqui mesmo de São Luís :)

A Rosane gentilmente divide conosco a história de sua Jorgea, uma gatinha sobrevivente e muito especial :)

"Jórgea entrou em minha vida no dia 2 de junho de 2007 em uma noite que prometia muita chuva. Quando vi aquele gatinho pequeno, magro e mancando decidi que ao relento ele não iria dormir. Mobilizei a vizinha e após muitas tentativas e já chuviscando grosso conseguimos pegá-la. Juro que me assustei, ela era literalmente pele e ossos!

Quando a levei pra dentro de casa outro susto, ela não tinha uma das patas traseiras e uma das dianteiras estava tão inchada que parecia uma bola. Ao examiná-la mais atentamente percebi que havia um buraco na patinha, ou seja, alguém a perfurou de maneira que varou de uma lado para outro!



No início, pensávamos que ela era macho e por ser tão arisca, não pudemos de imediato confirmar o sexo e então lhe demos o nome de Jorge. Ao perceber o engano, apenas adaptamos e passamos chamá-la de Jórgea. Na época não tinha intenção de ficar com mais um gatinho, pois já tinha três! Queria apenas tratá-la e a colocá-la para adoção.





O tempo passou, ela cresceu se curou e por conta de sua "deficiência" ninguém quis adotá-la, mas também nem iria mais permitir, pois todos na casa já estavam afeiçoados à ela e a casa ela já via como dela, então mais nada podia fazer.

Por ignorância minha, ela engravidou, mas não posso reclamar, só tenho a agradecer, pois ela me deu Pepsi e Negresco, duas jóias. A Jórgea apresenta muitos problemas de comportamento, é uma gatinha geniosa e territorialista ao extremo, tanto que não interage com nenhum dos gatos da casa, inclusive chega a ser violenta.

Hoje, assim como os outros ela já está livre! É castrada e terá
uma vida feliz para sempre! 

Azar de quem não a quis!!!

Jorjita a minha gatinha tricolor e tripatinha!"




"Se tudo é imperfeito neste mundo imperfeito, o amor é o 
que há de mais perfeito em sua perfeita imperfeição."

Gunnar Björnstrand 






11 de nov. de 2011

Amor Tricolor #7 - Dior


Vocês se lembram do caso da colecionadora de Santos, onde os animais foram assumidos pela Cats of Necropolis e Confraria de Miados e Latidos?

Depois de quase 4 meses, a maioria dos animais daquela triste situação foram adotados e agora vivem felizes, o amor de suas novas famílias apagando para sempre o inferno de que foram vitimas.

Mas ainda há alguns à espera de uma casa para chamar de sua

E uma dessas meninas lindas é a Dior :)

Ela é uma escaminha maravilhosa, com incríveis olhos verdes brilhantes, uma gatinha super querida que deseja muito ter alguém para amar.

Aqui a Dior fala dos seus planos e seus desejos para o futuro :)


Por favor, divulguem o link, ela é uma sobrevivente que merece muito um lar feliz :)


19 de set. de 2011

Gilda ~ amor tricolor que se espalha e multiplica

Lembram da Capitu, ilustríssima Amor Tricolor #1 ?

Sua mãe, a Jackie, conheceu a Gilda em nossa visita/viagem a SP para as comemorações do aniversário da Confraria

Quem é mãe de gato, na maioria das vezes, entende a dor do outro que também, como nossos filhos, sofreram abandono. E quem é mãe de tricolor, que o amor vai além do que simples olhos podem ver, carrega dentro de si um amor reluzente, como as pinceladas douradas de suas filhas, que se espalham no meio da escuridão.

A Jackie oficialmente se tornou madrinha da Gilda, mostrando que quando carregamos compaixão e bem-querer em nosso peito, a distância é um mero detalhe.

Por favor, nos ajudem a divulgar essa doçura e fazer com que ela encontra uma família DE VERDADE, que a ame para todo o sempre.

Boa Sorte, Gilda :)


18 de ago. de 2011

Amor Tricolor #7 - Geórgia


"Just an old sweet song
Keeps Georgia on my mind..."

Revivendo minha querida coluna, apresento novamente a Marcella ( mãe da Valentina - Amor Tricolor #4 ) e sua caçula, a Geórgia :)

Tudo começou dia 09/05/2011, quando minha amiga Tatiana (Confraria dos Miados e Latidos) recebeu um apelo de 6 filhotinhos necessitando de LT, pois não estavam sendo amamentados pela mãe, e se continuassem aonde estavam iriam acabar morrendo, e ela me perguntou se eu podia fazer o LT p/ eles e buscá-los, mas com uma condição: que eu não ficasse com nenhum deles... rsrsrs (afinal já tinha 8) E é claro que eu disse sim, faria LT p/ eles com o maior prazer .

Dia 10/05/2011 pela manhã fui buscar os bebes, e quando cheguei no lugar somente 3 estavam vivos ( 2 machos e 1 fêmea: que chamamos de Magic, Alejandro e Geórgia ), num estado lastimável, dentro de uma caixa de sapatos com um paninho que não os esquentavam, já estavam gelados, coloquei os três dentro da minha blusa de moletom e fui ao encontro da Tati. Chegando lá, demos leitinho para eles e os mantivemos aquecidos.

No decorrer da primeira semana eles permaneceram bem, estáveis (inclusive um dos machinhos que tinha um probleminha no abdomem, e que quando respirava um tipo de bolha de ar se inflava p/ fora do corpinho, o Magic), eu lhes dava a mamadeira de hora em hora e estimulava seu xixi e coco em seguida, tudo estava “perfeitamente bem”, estavam ganhando peso... Até que dia 17/05, as mamadas já haviam se espaçado um pouco, dei as mamadeiras das 22hrs, e qdo voltei p/ dar a das 24hrs o Magic estava morto. Me desesperei, chorei, me achei uma incompetente, não sabia o que fazer... mas eu não podia desistir por medo, tinham mais 2 que precisavam de mim.

Na sexta feira dia 20/05 à noite, o Alejandro começou a ficar apático, eu desesperada e já chorando liguei p/ a veterinária, a única alternativa era eu ir até o petshop, comprar um antibiótico injetável (como eles eram muito bebezinhos poderia deixá-los cegos e/ou atrapalhar o crescimento, mas como não sabíamos o que eles tinham, esse antibiótico que tem um largo espectro de ação era o mais indicado) e aplicar nos 2 gatinhos por 10 dias, pois devia ser alguma doença que veio da mamãe deles, já que não tiveram contato com outros gatos, e todas as suas coisinhas eram higienizadas. Foi o que eu fiz... tirei coragem não sei da onde e apliquei a primeira injeção no Alejandro, porém sábado de manhã sem ao menos ir vê-los, eu já sabia que ele estaria morto... pedi p/ meu marido ir pega-lo pois não tinha coragem de ver mais um bebezinho morto. Tendo perdido os 2 irmãozinhos, restou a Geórgia.


A Geórgia, resistiu a tudo bravamente. Teve horas que pensei em desistir, pois ela começou a ficar como o Alejandro e eu não queria prolongar o sofrimento de um serzinho tão pequeno... mas ela tomou as 10 injeções. Juntos: Eu e vários amigos do facebook, vibramos com cada ml a mais que ela comeu, com a migração de leite de soja p/ A/D diluído, com o espaçamento entre as mamadas (esse eu vibrei mais ainda, pois voltei a dormir, rs) com o xixi e coco que ela começou a fazer sem a minha ajuda, com o brincar, quando ela começou a se alimentar sozinha, a primeira vez que bebeu água, etc... pois a cada refeição eu fazia um post em meu mural, e dezenas de comentários vinham sem seguida!!! :o)

A Geórgia estava super bem, castrada e com a primeira dose de vacina, então chegou a hora tão temida por mim: colocá-la para adoção. Mesmo sabendo desde o principio que seria assim, o coração ficou apertado... A foto dela foi p/ o site, e não demorou muito surgiu uma família interessada, depois de conversarem com a Tati, a família estava dentro do perfil: Ela não teria acesso à rua, e teria sua tão merecida boa vida com a nova família.Em um sábado fomos: meu marido, eu (chorando e tirando o que seria nossa última foto juntas, rs) e Geórgia conhecer a nova família e ver se realmente poderíamos entregá-la.

Para minha surpresa a família tinha perdido recentemente uma gatinha com sintomas de envenenamento, e seus outros 2 gatos, tinham acesso à rua, bem como Geórgia teria se lá tivesse ficado. Bom... eu não deixei ela lá, nunca entregaria nenhum gato para uma família (por melhor que esta fosse) se este ter acesso à rua, questionei se existia a possibilidade dela telar a varanda do quarto (para evitar quedas) e o portão, e ela disse que a gatinha ficaria dentro da casa e tudo ficaria sempre fechado...sei bem.

Voltamos para casa com a Geórgia, e daí p/ a frente tudo começou a mudar, antes ela ficava sozinha em um quarto, a partir desse sábado ela se juntou aos meus gatos, meu marido que mal havia olhado para ela até então (e que impôs como condição para eu poder continuar a fazer LT não ficar com mais nenhum, afinal já tinha 8 gatos), começou a paparicá-la, ela passou a dormir entre nossos travesseiros, virou o xodozinho da minha casa, e a mascotinha dos outros gatos, TODOS brincam com ela, quando estão dormindo ela inferniza cada um até achar alguém disposto a brincar com ela, e ela sempre acha.

Sua foto continuou no site, afinal ela ainda estava disponível para adoção, e no decorrer dos dias recebi um novo e-mail da Tati dizendo que tinha outra pessoa interessada nela, ao que eu li o e-mail para meu marido ele rapidamente disse: “Ela não vai mais embora, olha que gostosa!” apontando p/ ela, que estava dormindo de barriga p/ cima na maior folga. Graças a Deus ela não ficou com seqüela alguma por conta do antibiótico, é super amorosa, arteira, espoleta, está crescendo e ganhando peso como um gatinho que foi amamentado pela mamãe gata e que nunca teve nenhum problema de saúde!!!

E assim ficou definido: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da casa, a Geórgia FICA!!!”

( Geórgia, mamãe e papai :) 17/8/2011 )


"AMOR não é uma palavra passiva. É uma palavra que incorpora ação e trabalho. Significa perseverar mesmo nas adversidades. No meio de uma batalha o amor continua a acreditar, continua a suportar, continuar a ter esperança e continua a perdurar.

E durante este processo aprendemos a melhor amar e a melhor sermos amados."


Eu tive o prazer de ser testemunha dessa linda estória de amor e cuidados e desejo para a Geórgia e toda a sua família que ela possa durar por muitos e muitos anos :)

11 de jun. de 2011

Amor Tricolor #6 - Tuki


Maria Laura e sua Tuki :)

A história da Tuki é daquelas de amor à primeira vista.

Eu tenho uma amiga protetora de animas, ela é voluntária do Adote um Gatinho aqui na Baixada Santista (Oi Paulinha!!!) .

Paulinha tem um imã felino. Ela vive encontrando gatinhos necessitados e ajuda a arrumar um lar para eles, fora os 10 gatos que ela tem em sua casa!

Era maio de 2008 e eu estava navegando no meu orkut quando vi no álbum dela uma foto da mais nova gatinha achada na rua. Uma escaminha sem um olhinho, de aproximadamente 2 meses.

Meu coração disparou e eu soube que ela teria muitas dificuldades de ser adotada, normalmente gatos com essa pelagem (que eu acho linda) não são muito populares para adoção, e ainda por cima a gatinha tinha um olhinho só...

Eu sabia que ela tinha que ser minha! Conversei com a minha mãe (eu ainda era solteira e morava com ela, e nós já tínhamos dois gatos: o Otávio que agora é uma estrelinha no céu e a Luminha), mas ela, assim que viu a foto, também se apaixonou e lá fui eu até o Guarujá buscar minha filha.

Muita gente me pergunta se ela tem alguma dificuldade por causa da falta do olhinho. Segundo o veterinário, deve ter sido perdido por conta de uma rinotraqueíte que não foi cuidada, porém ela não tem nenhuma dificuldade.

Brinca muito, come bem, pede carinho, enfim, é uma gatinha normal, apenas um pouco assustada por tudo que sofreu nas ruas e, talvez, apenas mais falante que um outro gatinho, pois ela conversa e responde o que a gente fala com ela, talvez seja uma das maneiras dela de compensar a deficiência.

Adotar a Tuki foi a melhor coisa que fizemos. Ela é fofa, alegre, brincalhona, e muuuito, muuuito carinhosa, principalmente comigo e com a minha mãe.

Espero que este depoimento sirva para ajudar a acabar com o preconceito com as gatinhas de pelagem de escaminha.

Gato é gato, não importa a cor de seus pêlos. E também para acabar com o preconceito contra animais deficientes! A Tuki é uma gatinha que leva uma vida normal e ela só perdeu seu olhinho porque existem pessoas no mundo que desconhecem a Posse Responsável, que jogam seus animais nas ruas, que não castram seus gatos e que ignoram quando vêem uma gatinha pequena e doente pedindo ajuda nas ruas.

A Tuki teve sorte de ter encontrado a Paulinha em sua vida. E eu tenho sorte de ter a Tuki como minha filha!


"Ao final do dia o amor e a compaixão sempre triunfam."
Terry Waite

22 de mai. de 2011

Amor Tricolor #5 - Michaela

As pessoas que acompanham minha saga como protetora conhecem meu drama. Eu sempre digo que depois do ultimo resgate, não vou mais pegar nenhum, mas mais cedo ou mais tarde sempre apareço com uma noticia ou uma coisinha enrolada nos braços. Não que eu não goste de cuidar, adoro. Mas eu tenho muito receio e me estresso as vezes com os tipos humanos que aparecem no meu caminho e dos meus bichinhos.

Depois de passar dias sem ar e em um luto de 6 meses pelo Rafael eu me tornei ainda mais exigente e desconfiada, afinal não é somente o investimento de tempo ou financeiro nesses bichinhos, é acima de tudo um sentimento de amor doado e a esperança que minhas mãos possam entregá-los a alguem que seja digno para com eles.

A Michaela foi meu primeiro resgate de 2011.

Eu estava no serviço quando vi um vulto branco, pequeno e miador por entre os carros, assustadissima e disse - Ah, não é possivel!

Poisé... alguém havia acabado de abandoná-la ali.

Andei pela rua, seguindo seus miados até que a vi, tremendo de medo. Consegui atraí-la com alguns biscoitos - ela estava faminta - para debaixo de um carro mais proximo onde meu braço poderia alcançá-la. Enquanto ela se distraia comendo, a peguei gentilmente pela pele do pescoço e a enrolei com um pano, para tranquilizá-la.

Uma menininha tricolor, com lindos olhos azuis, um bebê de mais ou menos 5 meses. Manchinhas espalhadas pelo seu pêlo, um toque de tigrado aqui e ali. Uma orelha caramelo e outra cor de chocolate.

Liguei para minha mãe e perguntei se por favor, por favor, ela poderia ir para casa comigo, pelo menos por aquela noite. Minha tia acabou indo nos buscar.

Consegui um pouco de ração e a ajeitei em meu banheiro. Dei a primeira dose de vermifugo tambem. Logo que o medo passou e ela se viu segura e cuidada começou a pedir carinho, ronronar alto e fazer gracinhas.

( 1/3/2011 )

O moço que me ajudou a resgatá-lo havia lhe colocado um nome e caiu super bem: Michaela.

No dia seguinte dei um bom banho nela e a levei para o pet para consultar e marcar sua esterilização ( Obrigada, Dr.Jairo, que cuidou da minha menina com todo o carinho! ) e a estadia no lar temporário pois eu iria viajar no feriado do Carnaval e até cancelaria a viagem se ela não tivesse um local seguro e confiavel para ficar.

Cirurgia marcada, lar temporário confirmado, comecei a campanha de divulgação em busca de um novo e bom lar para Michaela.

Somente ajudo um animal por vez - fora raras excessões como o caso do Nick, Feijão e Heitor no momento - justamente para que minhas verbas sejam capazes de manter um animal bem e confortavelmente até a adoção, sem me preocupar. E isso foi fator decisivo para que meu coração pudesse negar a Michaela para a primeira pessoa interessada.

E quando eu menos esperava ganhei de presente de aniversário uma de minhas melhores doações e a Michaela ganhou uma familia perfeita :)


( 2/3/2011 )

Carol e Michaela :)

Tudo começou com uma visita despretensiosa ao meu perfil no Orkut. Por acaso encontrei a foto de uma gatinha linda, de belíssimos olhos azuis e carinha de quem pedia colo. Imediatamente mandei e-mail para o contato que havia junto à foto e logo no dia seguinte já fomos, eu e meu esposo, visita-la.

Foi amor à primeira vista!!


( 17/3/2011 )

No fim de semana já telamos o apartamento e, ao fim do 3º dia já fomos buscá-la, tamanha era a ansiedade e a alegria de ter aquela princesa linda em casa, sob nossa proteção e poder doar a ela todo nosso amor.

Foi assim que a nossa Princesa Michaela surgiu em nossas vidas, trazidas pelas bondosas mãos de Otávia, que a resgatou nas ruas de São Luís, assustada e lutando pela sobrevivência entre os carros e toda especie de perigos.

Foi um presente de Deus, que veio nos mostrar que podemos ser pessoas melhores, mais responsáveis e mais compreensivas, veio mostrar que não há bem material caro ou único que tenha qualquer valor diante da alegria da minha filhinha quando brinca e se diverte espalhando meus sapatos, meus livros ou quando faz sua bagunçinha em nossa cama ou com nossa roupa!


( 22/3/2011 )

Michaela e suas orelhinhas, cada uma de uma cor, seu ronronar constante, seu carinho e seu amor, me fez descobrir que podemos ser ainda mais plenos.

Eu, meu esposo e Michaela somos uma linda e feliz família e a todos que falam pejorativamente que eu devia “deixar de mimar UMA GATA e arrumar um filho” eu dou minha felicidade como resposta.

Não vigora essa história de UMA GATA, Michaela é nossa bebezinha, amada e cuidada com uma bebê tem de ser. E quanto aos nossos filhos, eles virão sim, na hora certa e serão amados, cuidados e mimados, com certeza. E o amor por ela não vai diminuir ou extinguir o amor por eles, amor não é algo que se divide, ao contrário, só aumenta quanto mais destinatários tiver!

Agradeço a Deus, por ter guiado nossos destinos até São Luís e por ter nos posto em contato com Otávia que trouxe a Michaela para nossas vidas, mais um motivo pra sermos felizes!


"O amor que está destinado a acontecer sempre encontrará um caminho."

Trisha Yearwood


15 de mai. de 2011

Amor Tricolor #4


Marcella Garcia e sua Valentina :)

Após inúmeras tentativas frustradas de adotar uma gata preta ( que se chamaria Valentina ), eu continuava com meu casal de bengals, e em acordo com meu marido depois de 4 tentativas frustradas decidimos ficar somente com eles.

Em março de 2010 perdi uma pessoa muito especial em minha vida, minha ex madrasta. A semana após o falecimento dela não foi nada fácil (assim como muitas seguintes), tive que dar a minha irmã (filha dela), a força que eu não tinha para seguir em frente, pois a vida continua e tenho certeza que ela estava olhando por nós querendo que fôssemos fortes.

Marcada a missa de sétimo dia, lá fomos nós. Embora não seja católica, sentei em um banco na terceira fileira, junto de minha irmã e umas primas dela. Já no final da missa, depois da comunhão, ouvimos “rumores” na igreja e todos olhando assustados ( isso mesmo assustados!) para o chão, ao que me deparei com uma “coisinha” minúscula, pele e osso, toda manchadinha que pesava menos de 300grs e repleta de pulgas, vindo até a mim e se encolhendo aos meus pés.

Não tive dúvidas, na hora a peguei no colo, olhei p/ minha irmã e exclamei: “Vou levá-la casa!”,
Mesmo com as pessoas dizendo: “coloca ‘esse gato’ no chão, não está vendo que ele está doente, com sarna, credo!” tive a certeza de que aquela gatinha seria a tão esperada Valentina, ela fez jus ao nome, pois para entrar na igreja tem uma escadaria, a qual até hoje não sabemos como ela subiu, pois na minha casa tem escadas, que ela aprendeu a subir e descer depois de quinze dias aqui.

Foi amor a primeira vista, da igreja passamos no pet 24hrs para comprar uma mamadeira, leite próprio para gatinhos e paramos em uma padaria para dar o leitinho para ela, pois estava muito fraquinha e não podíamos perder tempo. Aquela noite passei com ela no banheiro, tirando as mais de 80 pulgas que estavam em seu pequeno e frágil corpinho, e a aquecendo nas mãos. Na verdade, eu estava com muito medo de perdê-la.


Ela é uma gatinha muito especial, é muito parecida comigo ( temperamental como eu ), de gênio difícil, só faz o que quer e quando quer, porém é muito amorosa, sempre quando algo não vai bem comigo, ela está aqui, fielmente ao meu lado, quando estou triste e me pego chorando, é ela que sobe em mim e lambe ( literalmente ) minhas lágrimas.

Assim como nós, minha madrasta era uma amante de animais, minha irmã e eu acreditamos que algo muito especial que guiou a Valentina até meus pés naquela igreja, pois para ela tão pequenina o acesso era muito difícil.

Hoje a Valentina já tem 1 ano completo, é uma linda gata, e dentre os meus 8 gatos ( Sim! Depois dela já chegaram mais 5 ), é a que pode tudo! Mesmo quando ela está errada, não deixo ninguém chamar sua atenção, e quando alguém visita a minha casa e diz que ela é feia, pra mim é a morte daquela pessoa, afinal eu não vou até a casa dela e digo que seus filhos são feios.

A Valentina me encontrou naquela igreja, e ela me ajudou a passar por toda a dor que é a perda de uma pessoa amada, digo mais, ela cuidou de mim, me divertiu e me ocupou, quando a tristeza tomava conta de mim.


"Para o amor não há limites de duração, não existe fim para sua confiança ou enfraquecer para sua esperança, ele pode superar qualquer coisa.

Amor é o que resiste quando tudo mais cai por terra."



26 de abr. de 2011

Amor Tricolor #3


Juliana Preto e sua Amélie :)

"Difícil explicar o que a minha escaminha significa em minha vida.

Antes dela eu não sabia o que era ter/amar um gato. Na verdade os achava lindos, mas morria de medo deles! Eu sempre tive cães e achava que gatos não combinavam com minha personalidade! Mas meu marido insistiu muito que queria um, telou o apê, planejou tudo, e eu aceitei ir até um Lar Temporário onde a Tatis ( Confraria de Miados e Latidos - SP ) iria nos apresentar uma gata (que também era tricolor), mas não rolou uma empatia.

Eu queria mesmo era uma fêmea branca, e quando ela nos mostrou a Amélie (que se chamava Helena) e eu vi sua cor, confesso que pensei: "Imagina, não quero essa cor!".

Mas quando a Tatis nos contou sua história e ela me olhou com aqueles olhos gigantes, lindos e doces, eu não titubeei e tive certeza que ela seria minha filha.


Ela, cheia de pontos, toda machucada pelos ataques que tinha sofrido (de cães), com o pêlo duro por causa do sangue e remédios, toda estropiada! E eu a amei!

Logo que ela foi pra casa, ela me declarou sua, toda sua. Eu não sinto que sou sua dona, mas ela é a minha! Só o jeito que ela me olha já me faz entender o que ela quer de mim, e ela manda, não duvide disso!

Em seus olhos transbordam todo amor que ela sente por nós, todo agradecimento por ela ser a rainha da minha vida e eu da dela!

Depois da Amélie eu entendi que a gente não escolhe nossos animais, mas eles nos escolhem. E não importa sua cor, raça ou tamanho. O que importa é sua personalidade!

Se você quer um bichinho vá até o lugar onde ele está, o conheça, nunca escolha por uma simples foto, por mais bonita que ela seja, afinal as fotos não tem personalidade própria, já os gatos..."

"Ela caminha rodeada em beleza
Como a noite de climas sem nuvens e céus estrelados
E tudo o que há de melhor de negro e brilhante
Se reúne em seu aspecto e olhar."

Byron

*Amélie está no vídeo Criação Indoor para Gatos ~ Amar, Cuidar e Proteger :)


22 de abr. de 2011

Amor Tricolor :) #2 ~ Tu es pour moi la plus belle.


~ Você é, para mim, a mais bela de todas.

Nossa segunda estória de amor nos é trazida pela Stela Martins e sua Camille Claudel :)

"Minha história com a Camille começou em junho de 2009. Eu tinha visto o anúncio de um gato num blog de adoção e me encantei com os olhinhos assustados dele e resolvi ir lá para conhecer. Chegando no abrigo conheci a Camille. Na época ela era pouco mais que um filhote. Tinha sido abandonada no pátio de uma igreja junto com os irmãos e resgatada pela Kika da 4 Patinhas. O gatinho que eu fui visitar era, e ainda é, muito medroso e ela lá, querendo puxar papo comigo. Voltei no abrigo mais umas três vezes e ela sempre vinha para um dedinho de prosa.

Dois meses depois os gatos foram despejados e a Kika pediu para eu ficar com o Vincent, o tal gato que eu tinha me encantado, e perguntou se eu podia ficar com uma escaminha e seus 4 filhotes. Sim, enquanto a Camille estava lá aconteceu um "acidente" e aquela gatinha teve lindos filhos. Bom, vieram todos para minha casa numa madrugada bem confusa.

Então eu falei que ela não poderia ficar sem nome e resolvi batizá-la de Camille Claudel. Conseguimos bons adotantes para os filhotes e ela ficou aqui. Sabia que ela ia encalhar por causa da pelagem, mas não me importei. No fundo, acho que já contava com isso. Levei na veterinária, fiz todos os exames, consulta, tudo que uma gatinha linda como ela merecia. Testada de Fiv/Felv e negativa, ela passou a morar do lado de dentro da casa. Logo ela conquistou o Henri, depois Fred e até o Frank acabou se rendendo. Era a minha primeira menina em casa e eu não sabia nada de meninas, ela que me ensinou.

Durante um ano ela ficou anunciada e ninguém a procurou. Eu pensava, como pode? Mas depois em tempo, também pesnava, para sair daqui só para uma casa muito melhor que a minha! E assim fomos vivendo, eu Camille e os meninos. Em março do ano passado ela teve piometra e foi operada às pressas. Nossa, que medo! E se acontecesse alguma coisa com a minha gata, e se não desse tempo de salvar? Foram momentos tensos!

Em setembro do ano passado, ela completou um ano aqui em casa e eu resolvi tornar oficial o que já ia dentro do meu coração, a Camille era minha, só minha e dos Petetecos. Não ia querer a minha gata na casa de outra pessoa. A casa dela é aqui, nós somos a família dela!

Eu sou mais feliz por ter a Camille na minha vida! Não sei mais viver sem ela aqui comigo. De noite, ela vem deitar comigo e coloca a cabecinha na minha mão e adora um carinho na barriga. Está sempre por perto e é a primeira a chegar na sala para receber as visitas.

Sei que as pessoas não gostam de gatas escama, acham feio, eu acho a Camille linda e digo isso todos os dias para ela. Ela é meiga, doce, carinhosa, brincalhona, bem humorada e muito simpática!"


Il n'y a qu'un bonheur dans la vie, c'est d'aimer et d'être aimé.
George Sand

( Há apenas uma felicidade real na vida: amar e ser amado. )


* Camille Claudel foi uma importante escultora francesa ( 1864 - 1943 )

16 de abr. de 2011

Amor Tricolor :) #1

Tricolores são minha paixão.

São as únicas gatas que eu escolheria, apontaria o dedo e falaria – quero essa!

Tricolores, como o próprio nome diz, são gatas de três cores, acompanhadas ou não com mais misturas de pelagem, podendo apresentar um casaco branco com manchas pretas e douradas. Também existem as escamas de tartarugas “torties” com o fundo negro salpicado de dourado.

Mas não por causa exclusivamente do belíssimo pêlo. O que mais me encanta nessas gatinhas é sua personalidade. Durante todos os anos ao redor de gatos nunca encontrei uma gata tricolor que não tenha sido um exemplo de carinho, amabilidade e alegria.

Minhas primeiras duas gatas eram tricolores, sendo Sortuda a melhor representante da pelagem. Corpo completamente branco e o dorso preenchido por manchas douradas e pretas que iam da ponta do rabo aos olhos, em uma mascara envolvendo as pequenas pedras douradas dos olhos.

No Japão os gatos tricolores são os mais apreciados por causa da lenda do Maneki-neko que trouxe sorte e salvou um nobre de ser morto por um raio. Não é raro vermos esses gatos ou estatuas em templos com a patinha levantada, distribuindo charme e sorte aos visitantes.

Infelizmente aqui no Brasil o preconceito com os gatos ainda é muito disseminado. Há preconceito contra gatos em geral, contra os pretos, contra gatos adultos, há preconceito contra gatos chamados “comuns”, como os preto-e-brancos e tigrados, mesmo que nós saibamos que não existe algo como um “gato comum”, já que todos esses felinos são seres extraordinários.

Então por que as tricolores e escamas de tartaruga com suas pelagens e personalidades maravilhosas infelizmente se inserem nesse grupo que sofre preconceito?

Aqui o problema é ainda mais fútil. As escaminhas e tricolores são rejeitadas por aqueles não conseguem enxergar além de uma beleza superficial, por aqueles que atribuem a um animal um “valor” estetico pelo que apresentam, ignorando o que são.

Gatinhas escamas de tartaruga ou tricolores são uma roleta russa de cores. Elas podem vir nas mais variadas padronagens e, infelizmente, a maioria delas não é muito aceita, especialmente aquelas que possuem o rosto inteiramente preto ou com pinceladas distribuídas erraticamente. O comentário que mais escutamos, principalmente com as escamas de tartarugas e suas lindas luzes no casaco negro é: - Meu Deus! Ela tá doente? É sarna?

E lá temos que buscar paciência e educação para explicar e muitas vezes a gatinha em nosso colo ainda recebe um olhar constante de asco.

Mas, ainda bem que existem dois lados da mesma moeda. E eu agradeço pelas pessoas do lado de cá. Pessoas que amam suas tricolores e escaminhas do mesmo jeito que eu, que conseguem ver a beleza única que TODOS os animais. E é com prazer que inicio a uma curta série de estórias de Amor Tricolor a essas meninas maravilhosas :)

Amor #1 - Jackie & Capitu

“Uma gatinha estava presa em um bueiro, e, exercitando os pequenos pulmões em um dia de chuva, conseguiu chamar a atenção daquela minha colega, gateira assumida que não conseguiu virar as costas pra um gatinho em apuros, mesmo quando não conseguiu a ajuda dos bombeiros para abrir um bueiro com tampa de concreto.

Vizinhos se compadeceram do choro da garota e a ajudaram. Um filhote, com pouco mais de um mês, faminto, encharcado e com pulgas foi resgatado.

A garota tratou do bebê, banhou, aplicou anti-pulgas, alimentou, e começou a educá-lo para uma vida doméstica. Porém, a garota que o resgatou estava com viagem marcada e mudança definitiva para outro estado. Sabendo que eu buscava um gato para adotar, me ofereceu o filhote.


Capitu em sua primeira noite em casa

Meu coração me fez dizer sim quando ela me propôs a adoção. Eu não quis nem ver a gatinha. Simplesmente disse sim. Desisti de pegar um outro filhote que já estava “encomendado” pra mim, aguardando desmame. Aquele tinha mãe do lado, tinha uma casa pra ficar. A pequena do bueiro não tinha isso. Quando vi aquela coisa pititica, pensei duas coisas: “Como eu vou dar conta de cuidar de algo tão pequeno e frágil? Eu nem sei segurar isso!”

O outro pensamento foi: “Que raio de cor esquisita tem esse gato! Será que essa cor manchada é normal ou ela está doente?”

Depois da despedida, ela veio pra minha casa. Instalei suas coisinhas num banheiro não utilizado do apê e a soltei da caixa de transporte. Ela foi direto para a caixa de areia, estava perfeitamente educada, ao ponto de não fazer xixi na caixa de transporte.

Passei a noite acordada olhando o bichinho. Estava muito assustada. Eu olhava aquela coisinha, que parecia de brinquedo, se mexendo sozinha, e amava mais a cada segundo.

Nos encaramos a noite toda. E eu pensava: que nome dar a esse tico de gato? E aqueles olhos imensos continuavam a me olhar. Na manhã de sábado, assim que a clinica veterinária abriu, estávamos lá. A veterinária tinha sido escolhida depois de muita pesquisa. Ela examinou o bichinho e deu dicas preciosas para a mãe de primeira viagem.

Quando a tirei da caixa, logo perguntei: Esse gatinho está saudável? Essas manchas são normais?

A veterinária pegou um livro sobre gatos, abriu e me mostrou, explicando:

“É normal sim. Essas manchas são um padrão de cor, chamado “escama de tartaruga”. Ela é uma gatinha tricolor escama de tartaruga. Linda por sinal. Vai ficar uma gatona muito bela.”

Me contou que persas com esta cor são até mais caros, não que isso me importasse.

Eu, num primeiro momento, reagi como muitos diante de uma escaminha. “Que gato esquisito!”

Mas em nenhum momento meu coração deixou de ser dela. Passou a ser dela mesmo antes de vê-la, ao ouvir o relato de seu resgate.

O pinguinho de gato foi examinado, vacinado, vermifugado. Ao fazer a carteira de vacinação, a veterinária me cobrou o nome. Eu olhei bem a gata. Ela me olhou. E eu decidi: CAPITU.


Desde o dia 29 de outubro de 2010, ela é a minha grande companheira. Eu a vi crescer, passei sustinhos com cada situação do dia a dia. Nós duas nos entregamos uma pra outra. Ela se tornou meu tesouro, e me entregou sua confiança. No primeiro fim de semana em casa, já veio dormir no meu colo. É a gata mais doce do mundo. Me recebe todos os dias de barriga pra cima no pé da porta. Dorme do meu lado, me acompanha enquanto cozinho, assisto TV, estudo, e mesmo no banho, fica me esperando na porta do box do banheiro.

Chorei de desespero quando ela vomitou pela primeira vez. Fiquei agoniada quando a levei pra castrar,e chorei quando a entreguei pra veterinária. Morri de rir quando ela me acordou numa madrugada dessas, pra me entregar um louva-Deus que tinha caçado...

Me acorda com lambidas no nariz todos os dias. Me protege de mariposas e besouros que invadem nossa casa. Sim, nossa casa! Porque este lugar que antes era vazio e frio, se tornou um lar desde a chegada dela. Agora, quando me perguntam, eu não respondo que moro sozinha: moro com minha gata!

Muitas pessoas acham um exagero o tratamento que dou pra ela. Cheguei a ouvir que escolhi um “gato feio”. Que gatos branquinhos, amarelos, tigrados são mais bonitos. Que não se deve gastar tanto com um “vila-lata”.

Todos os autores destes comentários perderam espaço na minha vida. Minha Capitu é a princesa felina mais graciosa da face da terra. Horríveis e sem valor são as pessoas que desmerecem uma vida por uma aparência diferente.

Hoje, ela tem sete meses. Está aqui deitada do meu lado enquanto escrevo este texto. Em cinco meses de convivência, não consigo mais imaginar como era minha vida sem ela.

Eu não sei mais ser feliz sem receber um Ron Ron da gata mais valente ( pois gritou por sua vida! ) e mais carinhosa que conheço.

E o tiquinho de gato cresceu e chama a atenção de quem a vê, com seu pêlo lindo, com luzes naturais e seu focinho simetricamente dividido.

Esta tricolor me trouxe a alegria que andava meio ausente na minha vida."

“Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar.”

( Machado de Assis - Dom Casmurro )