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6 de fev. de 2012

"Gatos são felizes na rua" by Simon's Cat do Brasil


Isso mesmo. Uma empresa baseada em produtos de um dos gatos mais adorados e bem cuidados do mundo falou essa perola em pleno facebook.

O motivo? Uma pessoa chamada Jo Brito, aqui mesmo de São Luís e que se diz PROTETORA, mandou uma foto de sua gata para um concurso da empresa, deixando claro no texto que a mesma tinha acesso à rua, uma coisa extremamente condenável pelos pilares da Guarda Responsável. Quando questionada pela postura, a pessoa começou com inumeras ironias, mostrando sua ignorancia contra criação indoor , entre as outras perolas, dizendo que não iria "criar a gata em uma gaiola".

Dezenas de protetores do Brasil inteiro entraram na discussão. Uma das responsáveis pelo Simon's Cat veio até minha inbox dizer que eu precisava ter paciência com a pessoa, já que era de São Luís e "por lá as pessoas são assim mesmo".

Foi então que respondi que eu também era daqui e isso não justificava a ignorância de ninguém.

E nesse momento a outra responsável pelo profile, Sônia, diz que o Simon's Cat tem acesso à rua, erroneamente comparando a criação e mentalidade à animais de vizinhos dos E.U.A - onde existem leis severas para protegê-los, aos nossos e me solta essa perola:



Ou seja, ONGS e protetores de TODO O BRASIL!! ATENÇÃO!!

De acordo com a empresa SIMON'S CAT do Brasil, GATOS SÃO FELIZES NA RUA! 
Não percam o seu tempo, dinheiro e coração tentando tirá-los de lá, certo?
Eles estão bem! Não há fome, abandono ou maus-tratos na rua! 

Para completar o insulto, apagaram todas as reclamações de inúmeros protetores, enquanto permitiram que os deboches da Jo Brito continuassem no albúm. Uma completa inversão de valores para uma empresa que já foi vinculada a uma ONG séria e honesta e DEVERIA entender que NENHUM ANIMAL MERECE ESTAR NAS RUAS. 

Vergonha, muita vergonha, ainda mais que a "PROTETORA" continuou a despejar sua ignorância aqui - http://www.facebook.com/SimonsCatnoBrasil/posts/363742526988402?ref=notif&notif_t=share_reply - até que, covardemente, deletou tudo o que havia dito.

Eu, como protetora, mãe de gato e ludovicense, sou TOTALMENTE contra essa empresa a partir de hoje. 

É uma afronta à todos nós que cuidam bem dos seus animais e tentamos fazer com que a vida deles seja um pouco melhor. 

25 de ago. de 2011

O que deu errado na adoção da Milla


Bom, gente, a Milla foi devolvida para nós hoje e depois de mensagens de celular e emails longos e estupidos, vou relatar as coisas que deram errado na adoção dela.

Primeiro, gostaria de frisar que a Milla não é um cão perfeito. Ela não gosta de ficar sozinha, roí as coisas se estiver entediada e até pouco tempo atrás, não sabia um comando sequer, como "FICA" e "NÃO". Ela nem ao menos sabia andar na coleira logo que nos conhecemos, puxando que nem uma desesperada.

A Milla também foge. Se ela olhar um portão aberto ela irá correr sem se importar quem está chamando. No Lar Temporário ela deu vários sustos na moça que cuida dela, mas logo ela retornava para a frente da casa, sentadinha, com o rabicó balançando, esperando que alguém abrisse a porta.

A moça que a adotou sabia disso. Sabia que ela havia sido adotada e devolvida por alguém que havia prometido dar atenção que ela precisava e acabou deixando-a sozinha no quintal por todo o dia, fazendo-a chorar desesperadamente, roer objetos e fugir. Além de varios emails trocados falando de como a Milla era, assim como faço com todos os meus animais, no dia da entrega conversarmos sobre o que ela poderia fazer para melhorar o comportamento dela e que estariamos a disposição para qualquer ajuda.


Essa mesma moça, em emails anteriores, demostrou sua total ignorancia em relação a castração e seus beneficios e disse, mesmo com explicações, que a mãe estava preocupada por causa do cio. Repeti diversas vezes que a castração havia removido o utero e ovários da Milla, que ela não teria cio, não atrairia cachorros ou teria filhotes, coisa que, sinceramente, até hoje ela não deve ter entendido/acreditado.

No dia que a Milla conheceu essa moça, pagamos o transporte de taxi de R$60 de ida e volta do Lar Temporário. Foi tudo otimo, o veterinário que a acompanhou até hoje estava lá, para qualquer esclarecimento. A moça falou que estava com alguns cupins em seu quintal, mas que provavelmente não teria nenhum problema pois era uma area que podia ser isolada. Marcamos a visita na casa dele na tarde anterior, para conhecer o local e a familia, mas ela já havia nos dado certeza de que TODOS queriam a cadela, que adoravam cães, já tinham tido muitos, etc

Alguns minutos depois voltei para a casa e já havia a primeira desmarcação. Os motivos eram a aplicação de um remedio de cupim - para que ela se certifica-se com a empresa que era seguro ter um animal em casa - e "o problema do cio". Expliquei que não havia problema em esperarmos, não tinhamos nenhum interesse em arriscar uma intoxicação e expliquei sobre a castração.

No dia seguinte ela me manda um email falando que vão ser necessárias mais duas aplicações do produto e que a mãe estava preocupada quanto ao "sangramento" da Milla. Novamente disse que nosso unico intuito era que ela fosse para uma boa casa e que não importava se houvesse que esperar e que a cadela NÃO IRIA TER SANGRAMENTO OU CIO. Vou copiar aqui o que falei para ela sobre a questão CASTRAÇÃO = SEM UTERO, SEM OVÁRIOS, SEM CIO, SEM FILHOTES.

Por algum motivo nesse email ela respondeu como se eu não quisesse doar a cadela para ela e estivesse duvidando de sua capacidade de cuidar bem da Milla. Respondi que ela havia se enganado, apenas estava zelando pelo bem estar da cachorra e não iria levá-la para lá, com o problema dos cupins, apenas para pegá-la novamente, pois isso custava dinheiro e tempo.

Finalmente ela marcou um dia e horário disponíveis e, aproveitando que também estávamos próximos do Lar Temporário, resolvemos levar a Milla para conhecer a casa e a família, já com a documentação e se estivesse tudo bem, ela seria adotada. Chegamos lá, a Milla rodou pela casa, conheceu a irmã dela que gostou da cachorra, foi até o quintal gigantesco, enquanto eu e minha amiga conversávamos com a adotante sobre a estória dela e os cuidados. O pai da moça apareceu e nos tratou de uma maneira fria, mas ela havia dito que ele estava adoentado. Tudo parecia bem.

Deixamos a Milla com sua carteirinha de vacinação, brinquedos e um saco de Royal Canin e fomos para casa.

O final de semana passou, a adotante recebia os elogios e votos de felicidade dos meus amigos no facebook e agradecia, prometendo que a Milla seria muito amada lá.

Depois de 3 dias ela me manda um email dizendo que a Milla não fazia festa para todos na casa e que estava preocupada com os problemas que a castração poderia trazer para ela. Explicamos que cada animal tem seu ritmo para se apegar, que mesmo animais criados desde filhotes tinham seus favoritos em uma família e NOVAMENTE explicamos sobre a castração,até mesmo mandei um vídeo a respeito.

Logo depois uma msg pelo celular - Vou ter que devolver a Milla.

A essa altura do campeonato tudo o que eu respondi foi - Ok, vc pode trazê-la amanhã?

Ela disse que não, mas que poderia hoje então combinamos o horário. Depois por um email mandado a minha amiga, ela discorreu longamente o quanto a Milla foi bem tratada na casa dela, mas que as pessoas deixavam a porta aberta e ela fugia ( que atrevimento, não? um cão que era deixado vagando nas ruas, recém-chegado fugir de uma casa que ele não conhece, só pq a porta estava aberta! ) e que na verdade o pai dela NUNCA QUIS adotar a Milla.

A questão das fugas poderia ter sido resolvida colocando um portãozinho sequer e liberando a Milla apenas quando o entra-e-sai terminasse pelo dia. Com alguns dias, do mesmo jeito que ela aprendeu a não ir embora do Lar Temporário, ela iria aprender a permanecer na casa.

A questão do cio.... meu Deus, não consigo até hoje entender como uma pessoa NÃO COMPREENDE isso e ainda fica batendo na mesma tecla. Talvez eu devesse guardar dentro de um pote de maionese com formol os testículos, útero e ovários dos próximos animais que forem castrados como prova?

Acho que o pior foi a questão do pai. Como se adota um animal sem a família inteira estar de acordo?! Ela mentiu na minha cara, na cara de minha amiga, tenho a mentira dela por escrito no Termo de Responsabilidade que ela preencheu! O que ela imaginou? Que a Milla ia "conquistar" o pai na marra depois de estar ali? Será que ela nem sequer pensou o que poderia acontecer se o brilhante plano não desse certo?! Que foi o NOSSO TEMPO, NOSSO DINHEIRO e principalmente, a NOSSA esperança, minha, da Milla e de todos os envolvidos, nessa imbecilidade?!

Faltaram muitas coisas para que essa segunda adoção da Milla desse certo. Faltou responsabilidade, inteligencia e amor. A Milla não é um monstro. Perto de tantos outros cães que eu conheço, extremamente problemáticos, que odeiam e mordem outros cães e pessoas, que matam gatos, que são neuróticos, latindo o tempo inteiro, fazendo as necessidades nas camas dos donos, a Milla, que apenas não quer ser deixada sozinha, nunca teve alguém que realmente zelasse por ela.

Até hoje os donos originais nunca foram procurá-la.

A Milla já custa mais do que QUALQUER ANIMAL que eu já tenha cuidado em toda a minha vida.

Apesar dela ter me seguido para o petshop, ninguém me obrigou a resgatá-la. Em uma visão bem racional, colocar a Milla na rua hoje em dia seria tocar fogo em todo o dinheiro investido nela até hoje e ignorar a preocupação de todas as pessoas, daqui e de longe, que se envolveram com o caso dela. Só que a Milla não é o unico animal que eu ajudo. Melissa ainda está em tratamento e hoje, em vez de eu estar no C.E.D, estou aqui. Não há dinheiro para castrar nenhum gato essa semana e o único que eu tinha em casa paguei o transporte da Milla de volta para o Lar Temporário hoje, já que não pude ir ao banco debaixo do sol quente por causa de um inicio de gripe.

Mesmo se eu a colocasse de volta na rua, minha consciência estaria LIMPISSIMA. Fiz por essa cadela - com a ajuda de várias pessoas que se sensibilizaram, mandando doações e carinho - mais do que muita gente faz por seus parentes, imagine por seus animais. Passei duas semanas brigando com o BB para que meu acesso e transações online funcionassem adequadamente para que nada faltasse a ela enquanto eu estava em Toronto, divulgo os cartazes dela em todo os locais possíveis, estou sempre sondando um novo e bom lar onde ela poderia ir.

Então, acho que dá pra entender o motivo da minha indignação quando alguém se coloca no meu caminho e no caminho da Milla, já tão longo, apenas para nos fazer de idiotas e trazer mais uma derrota em uma estória que parece estar tão longe de ter um final feliz.

Engana-se quem acha que protetor é uma pessoa boníssima, iluminada e com outras qualidades excepcionais e super-poderes, inclusive tempo e dinheiro à disposição.

Sou uma professora, com salário de professora, com inúmeros problemas e defeitos, com dividas e sem carro, que ainda mora com os pais, tentando fazer a diferença em uma cidade atrasada em mentalidade e recursos.

Não quero louros, não quero adjetivos e nem a admiração de ninguém.


Quero apenas que a Milla arrume uma casa de verdade, com pessoas decentes, onde ela possa ser feliz pelo resto de seus dias, para que eu possa seguir em frente tentando ajudar os animais que eu puder, dentro de minhas possibilidades.

3 de mai. de 2011

O meu espaço - e inferno - particular

"Nada no mundo é mais perigoso do que a ignorância e a estupidez consciente." ~ Martin Luther King, Jr.

Desde que comecei a ter animais, eu estudei. Comprei livros, assistia documentários e lia revistas na banca. Com a internet comecei a pesquisar mais e mais. Comprei e ganhei mais livros. Aprendi sobre Guarda Responsável e assim tive mais sucesso nos meus resgates e adoções. Desde que comecei a praticar, divulgar e exigir GR somente tive 2 adoções realmente mal sucedidas.

Nunca me neguei a ajudar uma pessoa repassando informações. Criei álbuns e meu blog para divulgar a maneira correta de resgatar e cuidar de animais, sejam eles para doação ou não. Hoje em dia desenvolvo meus próprios textos e vídeos para tentar educar outros e isso é algo que levo muito a sério e que me dedico bastante.

E entre essas atividades, tenho minhas alegrias, tristezas, minha faculdade e meu emprego. Tenho as pessoas ao meu redor, tenho o meu próprio animal para cuidar, minhas horas de lazer. Assim como todo mundo, eu tenho o meu céu e meu inferno particular.

Então, acho que não custa nada ser respeitoso. As pessoas chegam até mim, ignorando todas as informações à disposição na internet, além das postadas em minhas redes sociais, perguntando o que fazer com um animal que encontraram, o que fazer com os filhotes encontrados, se existe “um local” para deixá-los.

E lá vou eu gastar meus dedos para responder e dar todas as informações necessárias, mais uma vez divulgando a Guarda Responsável e principalmente a castração – já que sem ela tudo o que se faz a um animal vai por água a baixo - e em 98% das vezes a pessoa SEQUER me dá um retorno. Poxa! Se veio até mim e gastou o meu tempo e meu teclado, por que não pode me dizer que agiu CORRETAMENTE com aquele animal, que minha atenção dispensada a você deu resultado?

Sei que a maioria das pessoas quer se livrar o mais rapidamente do problema.

Posso contar nos dedos às vezes em que realmente alguém foi humano com um animal que encontrou em minha cidade e o doou de forma adequada, sem se preocupar com o dinheiro gasto e por essas pessoas eu fico feliz. Mas a cada 10 que me mandam email, que me mandam mensagens e que só vem falar comigo para que eu dê uma solução mágica para problemas que eu NÃO criei – afinal, o MEU gato está castrado e dentro de casa, o animal que você encontrou não é filho dele e os filhotes da SUA gata não são dele, portando a culpa NÃO É MINHA - 95% somem misteriosamente quando mostro que temos que agir com responsabilidade pelo animal encontrado e não me dão o fim da estória.

Já faz algum tempo que diminui o número de meus resgates. Ano passado foram 13 animais ajudados, praticamente 1 por mês, em parceria. Até agora em 2011 só houve a Michaela e a abençoada adoção pela Carol e seu marido.

Eu adoro cuidar, cada um dos meus resgates é tratado como se fosse o Arthur, mas hoje em dia prefiro usar meu dinheiro para castrar o animal de uma pessoa carente, castrar um animal de rua e apadrinhar um animal enquanto este não é adotado.

Sempre digo que resgatar e doar um animal cria um senso de responsabilidade social e conscientização maior do que nós mesmos. Uma pessoa que adota um animal vê que alguém se importou, cuidou e gastou dinheiro com uma vida além da sua, repassa a informação e exemplo e várias outras ao seu redor começam a praticar a Guarda Responsável e podem ajudar outros animais no futuro.

Se eu simplesmente vou lá e recolho o animal que OUTRA pessoa viu, onde está a educação? Onde está o senso de responsabilidade?

E sabe o que acontece? Daqui a pouco a pessoa vê outro animal e o que faz? Tenta ajudar sozinha? Claro que não! Irá novamente tentar repassar o problema e por muitas vezes usando de chantagem emocional – uma coisa qu acho abominável.

Então, por favor, antes de perguntar o que fazer com um animal que encontrou na rua, ou o que fazer com os filhotes que VOCÊ e sua irresponsabilidade deixaram vir ao mundo, pense duas, três ou quatro vezes, quantas for o necessário antes de vir falar comigo. Lembre-se que todos os seus problemas poderiam ter sido evitados com a castração, então comece por aí.

Tenho muito orgulho de entregar animais castrados, vacinados e vermifugados, visitando a casa da pessoa, com termo de responsabilidade e uma conversa franca e pego meus animais de volta se as coisas não forem como eles merecem. Então não admito trabalho porco, não admito saber que mesmo com as informações na mão, a pessoa decide “repassar” um animal, - pior ainda - sem nem ao menos tê-lo castrado, contribuindo ainda mais para o crescente numero de abandonos que existe nessa cidade.

Não sou mais inteligente do que ninguém, não tenho tempo ou dinheiro disponível ao contrário do que muita gente pensa. Não saio por aí catando animais de rua, pois isso não é resgatar, seria Colecionismo e isso é uma doença séria. Mas eu tenho verdadeiro PAVOR à inutilidade. Ser responsável gasta dinheiro? Gasta. Gasta tempo? Gasta. E o pior é o desgaste em nosso coração ao ver o quanto o ser humano pôde ser tão displicente e mesquinho.

Se você não quiser fazer nada, está no seu direito. Mas respeite o MEU espaço e inferno particular e me mantenha ignorante à situação que você se deparou e resolveu cruzar os braços. Se VOCÊ que está vendo não fez nada, não venha até mim dizendo que ficou “com peninha”, porque sua pena para esses animais que morrerão à míngua não significa nada.




21 de ago. de 2010

gatos e a ignorância humana

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa bem estressada.

Tenho pouquissima paciência para comentários idiotas das pessoas, principalmente àqueles que se baseiam na ignorancia pura. Pior do que a ignorância de uma pessoa que não possui acesso à informação, é a ignorância da pessoa que tem os meios, recebe a informaçã0, mas não age corretamente.

Infelizmente, nós, mães e pais de felinos, somos muita vezes vitimas da ignorância humana em cima de nossos filhos ou daqueles que protegemos e depois de tantos absurdos que já ouvi nos meus anos de mãe e protetora, criei uma capa de pura brutalidade para responder a alguns comentários idiotas.

Fui vitima de vários casos de ignorância essa semana e irei ilustrar alguns deles:

1- Não quero mais essa gata. Se não arrumar dono até o final da semana, jogo na rua.

Tem coisa mais desprezivel do que um ser que profere uma frase assim? Depois de meses oferecendo amor incondicional, a pobre da gata totalmente domesticada, ia experimentar abandono, fome, sede, maus-tratos e tantos inúmeros perigoso só porque caiu nas mãos de um infeliz que achou que ela era um móvel que podia ser descartado facilmente. E o pior é que a pessoa ainda coloca a responsabilidade para outras pessoas ( protetoras ) que não tem nada a ver com a situação, que não entregaram o animal a ele e já tem tantos outros para se preocupar. Felizmente a gatinha da estória foi adotada, mas e se ela não fosse? Como iriam se sentir as pessoas que escutaram esse absurdo e mesmo tentando, não pudessem ajudá-la? IGNORANTES sem coração, além de por em risco a vida dos animais, ainda acabam com o coração das pessoas que já fazem de tudo para ajudá-los, mas que às vezes, "apenas mais um", diante de vários, é algo impossivel.

2- Mas eu sou quero se for macho. - Mas está castrada. - Só quero macho.

Alguém aí me diz a diferença entre um gato macho castrado e uma fêmea castrada?

Uma moça que trabalha com minha mãe foi a autora dessa perola. Nos pediu um gatinho, oferecemos um filhote, ela quis um mais velho. Oferecemos essa gatinha da estória acima e ela nos deu essa resposta. Minha amiga, muito mais doce e paciente que eu, gastou preciosos minutos tentando explicar para a mulher, mas a mulher não acreditou que a cirurgia de esterilização iria impedir por completo a gata de se reproduzir e atrair machos.
A personalidade do gato baseia-se na sua individualidade, não no sexo.

Resultado: disse para minha mãe que da próxima vez que essa pessoa me pedir um gato, vou mandar ela ir na feira, onde há vários, de diversas cores, tipos e sexos para ela escolher.

3- Minha gata acabou de parir 7 filhotes. Mas não quero castrá-la, pois ela vai mudar a personalidade, vai ficar gorda e chata. Gosto dela correndo pelas ruas do condominio querendo bater nos cães.

Ok. Por onde eu começo? Na verdade essa perola me foi direcionada no twitter. A pessoa além de deixar a gata vagar pela rua à merce de tantos horrores e a vingança dos donos dos cães perseguidos, ainda deixa ela engravidar, foi cumplice no nascimento de 7 vidas sem rumo certo e ainda diz que não quer castrar? Expliquei por diversos tweets todos os beneficios da castração, que o animal só engorda por falta de uma ração balanceada e atividades fisicas, dei depoimentos sobre o Arthur, opiniões de outras pessoas sobre o assunto e sempre ela dava uma desculpa esfarrapada diferente. Até que minha paciência estourou e eu disse - Hoje em dia, quem não castra animais e os deixa vagando na rua, me desculpe, é ignorante. É melhor dizer: sou um fdp, assumo, não quero gastar. Mas duvidar de fatos comprovados cientificamente, não cola.

4- Protetora para ex-futura-adotante: O gatinho está bem. Já tomou vacinas e o levei hoje para tomar banho. Ex-futura-adotante-ignorante: Banho? Vacina? Ah, esse gato é muito cheio de frescura.

Primeiro: banho é frescura? NOJOOOOOOOO dessa mulher! eu realmente acredito que a saúde, comportamento e higiene do animal é reflexo dos cuidados do dono, então imagino quais são os dias no mês que ela toma banho ¬¬ na verdade, já chamei muitas pessoas de nojentas, pois quando digo que dou banho em gatos falam - ah, mas gato se banha sozinho, ou então - ah, a minha não toma banho a mais de um ano.

Já encontrei um persa ADOTADO que estava tão sujo e fedorento que eu, que já lidei com animais de rua em estados deploráveis, não consegui ficar perto.

Gatos tomam banho SIM! menos que cães, é claro, mas é uma maneira de ajudá-los a se livrar dos pêlos e de possiveis problemas causados pelas bolas no estomago, manter os pêlos bonitos e bem tratados e acima de tudo é HIGIÊNICO, pois gatos sobem nas nossas camas e nossos sofás. Quando eu possuia 8 gatos, morando em uma casa grande, com jardim e terra, todo domingo meu pai me colocava para dar banho neles e quando eu, criança, pensava em reclamar ele me dizia que era parte da responsabilidade que eu assumi ao tê-los.

Segundo: vacina é frescura? diga isso quando um gato com raiva arranhar o seu rosto ¬¬

Sinceramente, a pessoa não quer ter o trabalho nem de levar o animal ao veterinário, protegendo a saúde dele e a de sua propria familia, pra que RAIOS alguém assim quer ter um bicho? para alimentar com restos de comida, vaciná-los com o pessoal de campanha que aplica vacina como se fosse em boi e quando começar a parir jogar os filhotes fora e quando morrer nas ruas, arrumar outro automaticamente?

Claro que minha amiga não doou o gatinho, mas bem que essa pessoa podia ter nos poupado de sua ignorância ¬¬

Outra coisa que me deixa doente em relação a vacinas é quando doamos um gatinho e explicamos a importância da vacinação continuada e depois de alguns meses, perguntamos se está tudo em ordem e a pessoa diz que não ou até mente em relação a isso. POXA! A gente pega, cuida, damos as primeiras vacinas, castramos e você não tem coragem de tirar a bunda da cadeira e gastar uns trocados para imunizar seu animal? Precisa mesmo passarmos uma esculhambação? ¬¬

Já peguei dois gatos de volta por causa de adotantes que não davam a devida importância aos cuidados veterinários e não me arrependo.

Faz alguns meses que não resgato um gatinho com minhas próprias mãos, mas sempre tento ajudar outros animais de pessoas necessitadas ou que minhas amigas resgatam, pois um evento no começo do ano abalou inteiramente minhas estrututas de protetora, então prefiro não me envolver ativamente enquanto meu coração não estiver preparado novamente.

Mas, desde que comecei a ajudar bichos, sempre afirmo que eles são a melhor parte, não importa o que precisamos fazer por eles. O que realmente dificulta tudo e torna tudo mais doloroso são alguns tipos de pessoas que se envolvem no processo.