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3 de abr. de 2015

Vacinas felinas: tipos, beneficios e riscos

O TEXTO É DIRECIONADO À GATOS CONFINADOS, DE CRIAÇÃO INDOOR, SEM CONTATO COM GATOS ESTRANHOS E SEM ACESSO À RUA 

Para decidir sobre quais vacinas o seu gato irá receber você necessita de um entendimento total dos riscos e benefícios de cada vacina. Para isso, é extremamente importante discutir sobre vacinação com o veterinário para que ele ajude você a sanar suas duvidas e decidir quais vacinas são as mais apropriadas. 

Informe ao veterinário sobre o estilo de vida do seu gato, o ambiente em que ele vive, historico medico, problemas de saúde e medicações que ele possa estar tomando. Lembre-se que o veterinário deve responder todas as suas duvidas e ajudar a decidir o que é melhor para seu animal. 

POR QUE GATOS PRECISAM SER VACINADOS?

O sistema imunologico tem um papel vital na saúde do seu gato. Uma das funções mais importantes deste sistema complexo de celulas e moleculas especializadas é proteger os gatos de doenças e infecções causadas por virus, bacterias e impedir que sejam hospedeiros de microbios e parasitas. 

Vacinas ajudam a preparar o sistema imunologico do gato a defender-se de invasões de doenças. 

Vacinas contém antigenos e quando é administrada, o sistema imunologico prepara uma resposta de proteção. Se o seu gato for, mais tarde, exposto à doença, o sistema imunologico dele estará preparado para prevenir a infecção ou reduzir a severidade da mesma. 

Apesar das vacinas terem um papel importante no controle de doenças infecciosas, a maioria não protege completamente contra as doenças ou tem o mesmo nivel de eficacia em todos os gatos. 

Para uma proteção extra, você deve se esforçar em fazer com que os niveis de exposição e riscos ao seu gato possam ser reduzidos. 

POR QUE FILHOTES PRECISAM DE VACINAS?

Algumas horas após o nascimento, gatinhos ingerem anticorpos maternos através do leite. Estes anticorpos ajudam a proteger o gatinho de doenças infecciosas até que o sistema imunologico deles esteja forte o suficiente. 

Infelizmente, os anticorpos maternos também podem interferir na habilidade da vacina em estimular a resposta imunológica no filhote. Para resolver este problema, veterinários administram as primeiras vacinas geralmente quando o gatinho possui entre 6 a 8 semanas de idade. 


Estas vacinas são reforçadas após 3 ou 4 semanas, quando os anticorpos maternos desaparecem, geralmente as 12 semanas de idade. Em alguns casos, como a primeira dose da vacina anti-rabica, ela somente é administrada após 12 semanas de idade, quando os anticorpos já desapareceram por completo. 

MEU GATO ADULTO DEVE SER VACINADO TODO ANO?

A resposta para esta pergunta depende, em parte, do tipo de vacina. Já existem no mercado vacinas anti-rábicas podem proporcionar uma proteção além de 1 ano. Essas vacinas protegem por 3 anos e podem ser o suficiente, mas é necessário ter feito todo o esquema vacinal do primeiro ano do animal  ( vacinas multiplas e raiva ) e conhecer as leis locais em relação ao controle desta zoonose. 

Pesquisas recentes sugerem que a vacina contra panleucopenia, rinotraqueite e calicivirose oferecem uma proteção adequada por vários anos, então muitos veterinários estão recomendando que os reforços não sejam aplicados em intervalos menores do que 3 em 3 anos. 



A Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais traz em suas diretrizes a vacinação a cada 3 anos e reforços apenas sob necessidade, após titulação de anticorpos, que é um exame que apresenta o nível de anticorpos que seu gato possui contra cada doença. 

SE SEU GATO TEM ACESSO À RUA OU À GATOS ESTRANHOS ( DE RESGATE, LAR TEMPORARIO, ETC ) MANTENHA AS VACINAS DELES ATUALIZADAS ANUALMENTE. 

TAMBÉM É RECOMENDADO TESTAR OS GATOS ACIMA DE SEIS MESES PARA AIDS E LEUCEMIA FELINA ( FIV/FELV )

No Brasil as vacinas disponíveis e recomendadas para gatos são divididas entre essenciais e opcionais.

VACINA OBRIGATORIA – Anti-rabica 

VACINAS ESSENCIAIS - Rinotraqueíte, Calicivirose e Panleucopenia

VACINAS OPCIONAIS - Clamidiose felina (Chlamydophila felis) e Leucemia viral felina (FeLV)

As vacinas multiplas/polivalentes são aquelas que combinam duas ou mais vacinas na mesma injeção, sendo elas:

• Tríplice felina: rinotraqueíte, calicivirose e panleucopenia
• Quádrupla felina: tríplice + clamidiose
• Quíntupla felina: quádrupla + leucemia. É recomendado testar o gato contra leucemia antes de aplicar a quíntupla. O teste é um exame sorológico.

HERPESVIRUS FELINO e CALICIVIROSE FELINA – O herpesvirus felino       ( que causa a rinotraqueite ) e a calicivirose felina são responsaveis por 80-90% das infecções do sistema respiratorio superior em felinos. Apesar de não serem severas em gatos adultos, essas doenças são potencialmente fatais em filhotes. Nariz e olhos com secreção, espirros e febre são os sintomas mais comuns. 

Além disso, os animais ficam apaticos e podem ter infecções sérias na boca, relacionadas à infecção com o calicivirus. Ambos os virus são transmitidos através das secreções do nariz, olhos e boca dos gatos infectados. Os gatos ficam doentes pelo contato direto com indiviuos infectados ou objetos infectados, como comedouros e bebedouros. 

A maioria dos gatos é exposto à estes virus em algum momento de suas vidas, geralmente quando são filhotes. Uma vez infectados, muitos gatos podem se livrar naturalmente do virus. Estes gatos carregam o virus adormecido por longos periodos e podem se tornar uma fonte de infecção para outros gatos. A proteção atual das vacinas minimize a severidade da doença, mas não evita a doença em todos os gatos. Mesmo assim, essa vacina é recomendada para todos os gatos. 

PANLEUCOPENIA – A panleucopenia felina é uma doença extremamente contagiosa e potencialmente fatal. Os sintomas incluem extrema apatia e perda de apetite. Febre, vomitos e diareria também são sintomas comuns, mas alguns gatos morrem subitamente com poucos sinais clinicos. Uma grande porcentagem de gatos com essa doença acabam morrendo, especialmente filhotes. O virus da panleucopia se encontra nas fezes dos gatos infectados e pode sobreviver em climas extremos por meses e até mesmo anos. 

O virus é muito resistente à maioria dos produtos de limpeza disponiveis no mercado. 

Até recentemente a panleucopenia era a doença infecciosa mais severa que um gato pode adquirir, matando milhares deles por ano. Graças ao desenvolvimento de vacinas mais eficazes, a panleucopenia é considerada, hoje em dia, uma doença comum. 

A resposta da imunidade gerada pelas vacinas é excelente e a grande maioria dos gatos vacinados estão completamente protegidos contra a doença e está vacina é recomendada para todos os gatos. 

CLAMIDIOSE – A clamidiose é causada pela bacteria Chlamydia psittaci. Conjuntivite é o sintoma mais comum, mas espirros e secreção nasal também podem ocorrer. Essa bacteria é transmitida com contato direto com um gato infectado e os maiores indices de infecção em gatos ocorre entre cinco semanas à nove meses de idade, especialmente naqueles que estão em ambientes com muitos gatos e com historico de doenças respiratorias. 

Gatos vacinados contra a clamidiose não estão protegidos contra a infecção mas experimentam uma forma menos severa da doença. Reações adversas relacionadas à vacina contra clamidiose são mais comuns do que outras vacinas felinas, mas geralmente são reações leves e se resolvem completamente com tratamento. Vacinação ( vacina quadrupla ) é recomendada para gatos em ambientes com multiplos gatos onde a clamidiose foi confirmada entre os individuos residentes. 

RAIVA – A raiva é uma ameaça a todos os gatos. Atualmente, o número de casos de felinos com raiva nos EUA é bem maior do que em cães e outros animais domesticos. Raiva é fatal e um problema de saúde publica. A vacinação contra raiva é recomendada para todos os gatos e obrigatória por lei. 




Gatos que tem acesso à rua ou jardins estão sob risco de encontro com morcegos e, consequentemente, expostos à possibilidade de contrair raiva. 

LEUCEMIA FELINA – O virus da leucemia felina é o virus que mais mata gatos. O virus se espalha pela saliva ou secreções nasais de gatos infectados e de mães infectadas para seus filhotes. 

A leucemia felina é uma doença muito seria e é estimado que menos de 20% dos gatos infectados sobrevivem mais do que três anos após a infecção. Anemia, cancer e infecções secundarias são resultado da deficiência do sistema imunulogico e são as consequências mais comuns da doença. 

Gatos que tem acesso à rua e gatos de abrigo são os individuos suscetíveis à Leucemia Felina. 

Gatos que vivem exclusivamente dentro de casa mas que convivem com  gatos positivos ou/e não-testados também estão suscetíveis à doença. Filhotes com menos de quatro meses de idade são os mais suscetiveis à infecção que gatos adultos. Gatos que vivem somente dentro de casa, sem exposição à gatos estranhos praticamente não estão expostos ou sob risco. 

A vacinação contra leucemia felina ( vacina quintupla ) é recomendada somente para gatos sob risco de exposição, especialmente aqueles com menos de quatro meses de idade. 

Essa vacina não é recomendada para gatos com risco minimo, especialmente aqueles com mais de quatro meses de idade. 

Já que as vacinas contra FELV não criam proteção total para todos os gatos, evitar a exposição e riscos é a  melhor maneira para evitar que seu gato se torne infectado. 

VACINAS SÃO PERIGOSAS? 

De uma forma geral, não. Mas, infelizmente não existem vacinas livres de riscos. Vacinas são indispensáveis para ajudar os gatos a lutar contra doenças infecciosas, mas como em qualquer procedimento  médico há uma pequena chance de reações. 

Para maximizar os benefícios e minimizar riscos, é importante vacinar o animal apenas contra riscos reais que seu animal possa estar exposto e, subsequentemente, desenvolver aquela doença. Também se assegure de informar seu veterinário sobre qualquer problema que seu gato pode estar experimentando, as medicações que ele pode estar tomando no momento ou reações à vacina que ele possa ter tido no passado. 

As reações podem ser leves ou severas: 

Reações leves - são as mais comuns e geralmente aparecem após algumas horas ou vários dias apos a vacinação e não duram mais do que alguns dias:
  • Desconforto no local da aplicação da vacina
  • Febre leve 
  • Menor apetite ou atividade 
  • Articulações temporariamente doloridas e lentidão após vacina contra calicivirose
  • Aparecimento de um inchação pequeno e firme abaixo da pele no local em que a vacina foi aplicada. Este inchaço geralmente desaparece em algumas semanas, mas avise o seu veterinário se ele ocorrer 
Reações severas - ocorrem bem raramente: 
  • Séria e potencialmente fatal reação alérgica após a aplicação da vacina, que pode ocorrer após alguns minutos ou até mesmo 1 hora 
  • Tumor chamado SARCOMA, que se desenvolve no local de aplicação da vacina e aparece semanas, meses ou até muito depois da vacinação 

Quer saber mais sobre? Leia!  Sarcoma de Aplicação 


O QUE DEVO FAZER SE MEU GATO APRESENTAR REAÇÕES? 

Primeiramente, procure o seu veterinário. Apesar de doenças relacionadas à vacinas serem incomuns, as consequências podem ser sérias. Seu veterinário é a pessoa mais qualificada para orientar você se estes efeitos adversos acontecerem. 

Fonte e tradução: 

Vacinas felinas, riscos e benefícios - http://www.vet.cornell.edu/FHC/health_resources/Vaccines.cfm

Vacinação em gatos no Brasil - http://portalmedicinafelina.com.br/vacinacao-em-gatos-no-brasil/

17 de jul. de 2014

8 emergências veterinárias mais comuns em gatos

Traduzido de: http://www.catster.com/lifestyle/cat-health-most-common-medical-emergency-vet

1- Infecções e obstruções do trato URINÁRIO
Se o seu gato tem tido problemas para usar a caixinha de areia – correndo de um lado pro outro, fazendo força mas apenas algumas gotinhas saem, lambendo os genitais a toda hora ou mostrando sinais de dor e ficando agachado – não há tempo a perder.

fazer força na caixinha de areia, para urinar, é um sinal de alerta! 

Principalmente em gatos machos, estes tipos de problemas urinários podem se tornar gravíssimos e com risco de morte em apenas algumas horas.
2- Crises relacionadas à doenças cronicas

Gatos diabeticos cujo as taxas de açucar do sangue ficam muito altas ou muito baixas podem sofrer com convulsões, desmaios e outros sintomas que precisam de atendimento emergencial. 

medição frequente da glicemia do gatinho é um fator importante para prevenção de crises

Gatos com problemas renais podem ficar severamente desidratados e se sentirem muito mal por causa das toxinas acumuladas em seus corpos se a falência renal se tornar crônica.

3- Dificuldades RESPIRATÓRIAS

Se seu gato está respirando com a boca aberta, se está tossindo ou chiando ou se o corpo dele parece estar pesado toda vez que ele respira, você precisa ir imediatamente ao veterinário.

4- TRAUMA

Se um gato for atropelado, sofrer um acidente ou for vitima de violencia humana, cuidado veterinário emergencial é essencial para diminuir os danos dos ferimentos internos e ossos quebrados.


5- ENVENENAMENTO

Gatos podem se meter em varios tipos de problemas, mesmo os que moram somente dentro de casa. Eles podem comer medicamentos, morder lirios, ingerir maconha e outros produtos ou plantas que podem ser potencialmente fatais.




6- Infecções RESPIRATÓRIAS

Acometendo principalmente filhotes, as infecções do trato respiratorio superior podem ser doenças fatais. O apetite dos gatos é gerado, em grande parte, pelo seu ofato. 

filhote deprimido com rinotraqueite 

Um gato com o nariz entupido não pode sentir o cheiro de sua comida e não irá se alimentar, causando outros problemas graves, como a lipidose hepatica. Não somente isso, mas a febre que geralmente acompanha essas infecções também podem causar letargia e desidratação.

7- PARALISIA SUBITA

Gatos com sopros cardiacos ou outras cardiopatias podem desenvolver coagulos no coração. Se algum destes coagulos se desprende, podem bloquear vasos maiores que irrigam as pernas. Isso é extremamente doloroso e se o animal não for levado rapidamente ao veterinário, pode ficar paralitico permanentemente e até mesmo morrer.

8- INGESTÃO DE CORPO ESTRANHO

Alguns gatos parecem ter prazer em comer coisas estranhas. Seja um pedaço de brinquedo ou ate mesmo um barbante, não há tempo a perder quando isso acontece. 

bolo de fios de lã retirados da barriga de um gato :P

Barbantes, fios de lã, elasticos, prendedores de cabelos, etc, todos esses objetos podem fazer com que os tecidos do intestino comecem a gangrenar. Perfuração interna também pode ocorrer, sendo muitas vezes fatal. 

24 de ago. de 2012

Quando adoções dão errado - O relato de uma mãe


Aqui no blog sempre deixo claro a importância de adotar e doar animais de forma responsável. 
Castração, vacinação, socialização e alimentação adequadas é o minimo que um protetor sério oferece aos animais sob sua guarda. E também é um modo de conscientizar e incentivar mais adoções. 

Infelizmente não é todo mundo que assume esse compromisso e historias de pessoas que adotaram animais que mais tarde se tornaram doentes ou até mesmo chegaram a óbito por omissão dos doadores não são raras, especialmente quando estes bichinhos são provenientes de locais super lotados, onde é impossível dar atenção, vacinas e cuidados adequados para todos. 

A Fernanda Peixoto, aqui mesmo de São Luís, tem um triste exemplo que hoje compartilha conosco. Sua gatinha Minerva faleceu recentemente, apesar de todos os esforços da Fernanda para salvá-la. 

1- Por que você quis adotar um bichinho?

Sempre me incomodei muito com a quantidade de animais abandonados que vejo pela rua. Tenho a impressão que aqueles que estão à venda por aí sempre encontrarão um comprador. E aqueles que estão jogados e maltratados por aí na maioria das vezes são ainda mais rejeitados pelas pessoas, justamente pelo estado em que se encontram. Eu quis ajudar, mesmo que fosse apenas um gatinho que eu estivesse cuidando. 

2- Você tinha alguma noção do que esperar de um bichinho doado por um protetor? Sabia que eles deveriam ser doados castrados, vacinados e saudáveis?

Não, eu não tinha noção da função desses protetores. Achei que deveriam apenas encontrar um dono para os bichinhos, e enquanto isso não fosse feito, teriam apenas que oferecer abrigo, comida e alguns outros cuidados básicos. 



3- Como se deu o processo de escolha da sua gatinha? Como ela chegou até você?

Uma pessoa muito importante na minha vida, um grande amigo, ciente da minha opinião, dos meus ideais para criar um animal e da falta que eu sentia de ter um gatinho, resolveu adotar por mim. Foi o melhor presente que eu já ganhei de outra pessoa. Foi um gesto muito bonito. 

4- Como era o local em que ela estava? Ela veio castrada, com vacinas ou vermifugada?

Como a adoção foi indireta posso falar do que me foi descrito. Soube que o local era uma casa que estava lotada de gatos. Cheguei a ver uma foto do lugar, pequena e que não mostrava muito, tirada por celular. Havia muitos, muitos gatos. Ela não veio castrada, nem com vacinas. Parece que ela recebeu a primeira dose do vermifugo lá, na hora que foi escolhida, e caberia a mim providenciar a segunda dose alguns dias depois. 

5- Quais as instruções de cuidados que você recebeu da pessoa que a doou?

Apenas terminar de dar o vermifugo e levá-la no veterinário pra ver o que ela poderia ter.



6- Quais foram os primeiros sinais de problemas? Qual sua conduta quando eles apareceram?

Ela chegou super bem aqui em casa. Em momento algum suspeitei de uma doença grave. Apenas me preocupei inicialmente com um problema na pele, que cheguei a achar que fosse pulga. Ela tinha a barriguinha inchada de gases. Fora isso comia super bem, era ativa, brincava com tudo, vivia pulando em sacos plásticos, uma gracinha. A levei em um veterinário no segundo dia. Mas, desafortunadamente, foi uma péssima escolha. Eu não chamaria o que a primeira veterinária fez de consulta, não me receitou nada por escrito, e eu tinha que perguntar sobre os sintomas que eu mesma percebia na gata. Usei frontline e a Minerva teve uma reação alérgica. 

Na semana seguinte levei a outro veterinário. Este sim, foi recomendado, e fez um ótimo trabalho. Diagnosticou um fungo na pele, para o qual receitou um shampoo e um sabonete. Também passou remédio para verme, assim como vitaminas e cálcio. Ela ficou curada do fungo e estava aparentemente muito bem. Ela só não foi vacinada logo porque o doutor achou melhor esperar que ela estivesse recuperada. Algum tempo depois percebemos a Mine com um desequilíbrio ao andar, acompanhado de espirros frequentes, secreção nasal e ocular, além de falta de apetite . O último veterinário estava viajando, e precisei recorrer a outros profissionais. 

Desta vez ela foi diagnosticada com uma pneumonia, provavelmente decorrente de Rinotraqueíte. Ficou internada por uma semana, melhorou da pneumonia, mas continuava muito fraca e não estava andando direito. Foi quando começaram a desconfiar de Peritonite Infecciosa Felina, uma doença de difícil diagnostico, que não tinha cura e limitava a vida da Mine. Ela voltou pra casa e passou seu ultimo dia comigo, já quase sem reação.  Tive sorte de encontrar esta equipe, que cuidou da Mine até o dia em que ela precisou ser eutanasiada. Não tive outra escolha. Fiz o que pude. Amei e cuidei dela enquanto esteve comigo. 

7- Em algum momento a pessoa que lhe doou a gatinha lhe procurou para saber como ela estava? Ela ficou a par da situação? 

Apesar de o meu amigo ter assinado um documento com as minhas informações e contato, nunca fui procurada. 




8- Você se arrepende de ter adotado um animal nestas condições? 

É difícil falar de arrependimento. Claro que se imaginasse todo o desgaste que eu viria a ter, teria evitado. Mas não me arrependo por ter convivido com esta gatinha extremamente amorosa, mesmo com todos os cuidados extras, e gastos consideráveis, que precisou de mim. Ela era uma fofa, lindinha, carente que fazia manha assim que eu entrava em casa e me seguia aonde quer que eu fosse e não desgrudava um segundo sequer. 

9- Você adotaria um animal novamente? Que conselho você daria para alguém que irá adotar o seu primeiro bichinho? 

Eu adotaria sim, apesar da experiência triste continuo acreditando na beleza do ato. Mesmo depois de ter ouvido de pessoas próximas coisas do tipo “é nisso que dá adotar gato desses lugares, só te deu dor de cabeça”. Eu sei que existem outras organizações competentes por aí. Preocupo-me com os vários gatinhos que estavam junto da minha filhote naquela casa. Quem tiver interesse em adotar, por favor, vá em frente! Apenas fique atento a tudo, principalmente ao tratamento oferecido para o animal. 

Minerva foi muito amada, mesmo no pouco tempo de convivência 

Que fique o alerta. Ao adotar um bichinho direto da rua, leve-o imediatamente a um veterinário. 
Ao adotar de um protetor, se certifique que ele foi assistido, com vacinas, vermifugo e castrado, afinal, essa é a nossa função. 

Se não puder arcar com todos esses gastos, seja sincero e honesto com o adotante para que ele possa optar por assumir os custos do tratamento, ao invés de ser pego de surpresa e ainda ver o bichinho que ama sofrer. 

Algumas pessoas ficam traumatizadas com a experiência e nunca mais adotarão.