| supervisionando a mamãe :) |
| será que ela gosta da AN dela? :) |
| livro do Dr.Pitcairns sobre cuidados naturais para a saúde de cães e gatos, presente da Aninha <3 td="">3> |
| supervisionando a mamãe :) |
| será que ela gosta da AN dela? :) |
| livro do Dr.Pitcairns sobre cuidados naturais para a saúde de cães e gatos, presente da Aninha <3 td="">3> |
Além da problemática de que “bicho não é filho de verdade”, como se todo o amor que sentíssemos só fosse real e válido ao pedaço de carne e sangue que saísse de nosso ventre ( se é assim, então qual o motivo de tantas mães biológicas abandonarem e matarem seus filhos? ), mães como eu, mães de gatos, sofrem juntamente com seus filhos pelos preconceitos estúpidos e disseminados em nossa sociedade para esses seres que tanto amamos.
Toda mãe de gato com certeza já deve ter escutado que seu querido filho ou filha é traiçoeiro. Que não gosta de sua família, que somente dá valor a casa e a comida oferecida.
Mãe de gato ou gata preta escuta comentários ignorantes sobre a cor do seu filhote assim como as mães das lindas moças escaminhas de tartaruga, que tem que explicar que não, elas não estão doentes.
Como mãe responsável de gato já tivemos que aturar aqueles que dizem que o “gato é livre, tem que passear” temos que explicar que lugar de gato não é na rua, que “passeando” é um verbo que geralmente termina com um animal atropelado, esfaqueado, queimado com água quente ou envenenado. Temos que buscar paciência para tentar ensinar que dentro de casa, em um lar seguro, é o único local onde nossos filhos realmente estarão à salvo.
E quando falamos de castração? É aí mesmo que nossa paciência tem que ser tão grande quanto o coração de mãe. Temos que dizer que não é maldade, que nosso filho não “virou bicha” e que a gata - realmente – não sente vontade de “ter bebês” , que é um investimento na saúde do animal, uma ferramenta para tentar diminuir o grande número daqueles que perambulam pelas ruas, já que - infelizmente - não há mães para todos.
Ser mãe de gato é defender seu filho quando ele é acusado de causar asma, toxoplasmose e alergias, é desfazer mitos e atestar que a única coisa que eles realmente causam em nós é o sentimento de felicidade.
Na verdade, ter um filho gato acaba sendo também uma missão. Uma missão que não é para todos, devo complementar, pois raríssimas são aquelas pessoas que eu tenho o prazer de conhecer e atestar que realmente são MÃES, amorosas e acima de tudo zelosas com a vida que o destino lhe colocou aos cuidados. Mães de gatos continuam inabaláveis mesmo diante da ignorância alheia.
Quanto a mim, além das já citadas, escutei ainda as seguintes perolas: que o Arthur era “só um gato de rua” então eu não tinha porque cuidar dele enquanto ele morava nos jardins do prédio. Que é um absurdo eu “gastar tanto com um gato vira-lata”, que eu deveria “ajudar gente ao invés de bicho” e a melhor de todas que eu “deveria arrumar um MACHO ao invés de ficar cuidando de bicho de rua”.
E sabe o que eu fiz? Afastei da minha vida essas pessoas. Lógico que tentei explicar o meu posicionamento, expliquei que a culpa de existir animais de rua é nossa, mas não adiantou, então para aqueles que se recusam a aprender, eu não me mantenho por perto, afinal se somos imutáveis é por que, na verdade, já estamos mortos por dentro.
Sou uma orgulhosa mãe de gato, amo o meu filho mais do que posso tentar explicar sem que as lágrimas comecem a invadir meus olhos. Ele é a perseverança, a coragem e o amor personificados, ele é um sobrevivente que me ensina pequenas e grandes lições todos os dias. É o ar dos meus pulmões quando a vida e as pessoas falham comigo.
Ninguém da minha família consegue imaginar o Arthur não existindo em nossa vida, pois a casa e nós mesmos seríamos mais vazios.
E, mais uma vez repito, todas as vidas que fui capaz de ajudar, cada um dos bichinhos que saíram das ruas pelas minhas mãos e hoje em dia estão felizes em seus próprios lares, foi por causa do Arthur.
Acredito que, não somente as mães de gato, mas as mães de peludos em geral, sabem o quanto é maravilhoso chegar em casa e ser recepcionada por caudas abanando e esfregões em nossas pernas. Nossos filhos são felizes apenas por existirmos e cuidarmos deles com carinho.
Fico triste pelas pessoas que não conseguem ver além da própria espécie, pois isso significa que seu coração ainda está fechado para um dos mais bonitos relacionamentos que a vida nos oferece. Se mais pessoas fossem capazes de amar e respeitar uma vida além das barreiras do DNA, com certeza teríamos menos abandonos e crueldade.
Então, para minhas queridas mães de gatos ( e de todos os outros seres! ), eu e o Arthur mandamos um abraço apertado nesse Dia das Mães!
Esperamos que a alegria da maternidade entre espécies possa ser duradoura e plena e que outros tenham a oportunidade de experimentar esse amor que vivenciamos.
E que, mais e mais crianças peludas à espera, possam encontrar os braços e o amor de uma mãe.