19 de nov. de 2011
Noticias do cão do terreno - Final
10 de nov. de 2011
Noticias do cão do terreno VI

1 de nov. de 2011
Noticias do cachorro do terreno III
Minha tia ficou doente e tive que ir sozinha subir o matagal, deixar agua fresca e ração para o cachorro e tentar pegá-lo para levar ao petshop. Na primeira tentativa ele desceu comigo, mas chegando lá embaixo havia um homem, ele se assustou, se debateu e acabou correndo de volta para o terreno :(
Depois de quase 1 hora tentando persuadi-lo ( não posso forçar ou puxá-lo já que ele pode ficar com medo de mim e não colaborar mais, ou pior, ficar agressivo ) fui até o petshop para comprar uma focinheira, mas quando voltei alguem havia jogado restos de frango.
30 de out. de 2011
Noticias do cachorro do terreno II



29 de out. de 2011
Noticias do cachorro do terreno

Agência -- 29548
Variação 1
Otávia Mello
28 de out. de 2011
PEDIDO DE AJUDA! Cão abandonado em matagal
| a parte "mais limpa" do matagal onde ele está, existem cobras, camaleões e mosquitos no local que mordem o cachorro o dia inteiro :( |
| a ladeira ingrime que precisa ser ultrapassada para colocar agua ou comida pra ele |
| eu fui embora e ele ficou lá, devorando a ração |
![]() |
| comprovante de pagamento da ração |
29 de set. de 2011
Veterinários x Abandono
Logicamente que em uma cidade como São Luís, não foi fácil encontrar esses profissionais.
Existiu aquela que jurava curar Leishimaniose, a que aplicava mensalmente anticoncepcional em um gato macho de uma família humilde e aquele que diz que castração é maldade. E, como esquecer daquele, que ao me ver com uma gatinha para adoção em uma clinica, pedir para dar a gata para ele pois o dele havia morrido atropelado por ter ido para as ruas?
Como em toda categoria, existem excelentes e péssimos profissionais.
Mas enquanto mãe do Arthur e protetora, valorizo imensamente os veterinários humanos, éticos, atualizados e acima de tudo, socialmente responsáveis.
Não irei entrar no mérito de valores de consultas e procedimentos. Infelizmente aqui em São Luís não existe nada gratuito ou a baixo custo de fácil acesso, como na maioria das capitais do Brasil onde castração e consultas em preços mais em conta e com qualidade são oferecidas à população, mas também não vejo nisso uma razão para tanta reclamação para com os profissionais e clinicas. É algo muito simples, bicho é luxo. Não quer gastar? Não tenha um animal.
Se eu não tivesse dinheiro para ajudar animais de rua, simplesmente não faria e nem sequer teria o meu próprio. Mas o que não dá é ficar reclamando para um profissional – principalmente os bons – que passou anos estudando, pagando transporte e livros caros na faculdade, que investiu em uma especialização e em materiais de qualidade para atender seu animal da melhor maneira possível.
Cada veterinário oferece seus serviços ao preço que acredita ser o mais adequado para sua realidade e os gastos que tem para exercer sua profissão. Cabe aos clientes fazer uma pesquisa de preço e escolher o que cabe em seu orçamento.
Minha principal preocupação com a veterinária ludovicense nos dias de hoje é como ainda existe um grande número de profissionais que ignora o seu papel social de promoção da guarda responsável e acaba, direta ou indiretamente, contribuindo para o aumento do abandono.
Uma coisa que me deixa abismada é a falta de iniciativa de uma grande parte dos veterinários para falar de castração. Conheço muita gente que sempre teve bichos e mesmo levando-os ao veterinário com regularidade, desconheciam totalmente o procedimento e seus benefícios. Acredito fortemente que a castração deveria vir na primeira conversa com um novo cliente ao adquirir um animal, assim como alimentação adequada, vacinas e outras particularidades de manejo. Felizmente nos dias de hoje, onde guarda responsável está cada vez mais disseminada, muitas vezes o proprietário se informa e compartilha a idéia com o veterinário.
Nesse primeiro contato, o bom médico responde as duvidas do proprietário, esclarecendo os prós e contras do procedimento de forma clara e realista. Realiza exames baseados nas características do animal a ser operado, para diminuir o máximo possível os poucos riscos existentes. Na grande maioria das vezes, o animal é castrado e o dono, satisfeito, espalha os benefícios para aqueles ao seu redor, criando um circulo do bem e de responsabilidade.
O veterinário antiquado e retrogrado coloca a castração como procedimento a ser feito somente depois do primeiro cio ou primeira cria, como desnecessário, até mesmo como maldade e aflige ainda mais o proprietário, já não muito bem informado, fazendo com que o mesmo, além de não castrar seu animal, ainda dissemine preconceitos errôneos quanto ao procedimento.
Mas qual a responsabilidade que esse veterinário assume, quando o cão ou gato foge por causa de fêmeas no cio, é atropelado, morre nas ruas ou se torna agressivo, marcando o território com urina o tempo inteiro? Qual a responsabilidade que esse veterinário terá com as fêmeas no cio, que sangram e gritam durante dias, que podem ter piometra e tumores de órgão sexuais, que também irão fugir, emprenhar e trazer filhotes para uma casa onde o dono não está disposto a doá-los com responsabilidade? E uma sucessão de abandonos começa aí.
E ao invés de pagar R$150 para castrar uma gata, o dono responsável – mas ingênuo – irá gastar R$1000 para resolver uma piometra. Irá gastar MUITO para remendar os ossos quebrados do animal que fugiu e foi pego por um carro, que foi envenenado pelo vizinho atrás de uma fêmea no cio e para cuidar e vacinar os filhotes nascidos pela negligência do proprietário e veterinário que não castrou o animal.
E quem irá receber para isso? O mesmo veterinário que foi contra a castração.
São fatos tão simples que chegam a ser tolos. Na cidade de SP, onde castração tornou-se obrigatória e existem centros cirúrgicos gratuitos espalhados pela cidade, os melhores veterinários são aqueles que fazem um grande número de cirurgia de castração durante o mês, pois estes profissionais, por lidarem com uma enorme demanda, devem fazê-lo de forma rápida e de qualidade, para que as pessoas confiem na castração. Quanto maior o número de procedimentos, maior a prática, menor a incisão e mais rápida, sem preocupações e falhas ( como um ovário remanescente ) é a recuperação do animal.
Não confio e evito ao máximo indicar profissionais que não possuem animais castrados e que são ignorantes quanto aos benefícios da castração, tanto para a saúde do animal, como ferramenta contra o abandono. Um bom veterinário não necessita ganhar dinheiro em cima do sofrimento alheio.
Do mesmo jeito que um bom veterinário não se envolve em criação de fundo de quintal e/ou reprodução indiscriminada, que em curto, médio e longo prazo, resultam grande parte dos animais negligenciados e abandonados.
De acordo com uma pesquisa de 2010 da SPCA americana, 9 entre 10 filhotes nunca encontra um bom lar onde possam ser tratados com dignidade até o fim de suas vidas.
A destruição da maioria de raças de cães e gatos em São Luís não é segredo. Basta passar algumas horas nos petshops mais populares em um dia de sábado. Dificilmente você vê um animal puro e 100% conformado. Os animais de estimação de grande parte dos ludovicenses são resultado da reprodução irresponsável e criação de fundo de quintal, gente que tem uma fêmea ou macho e encontram um ser ganancioso, colocando os animais para cruzar e tirar os trocados.
Às vezes a pessoa é somente ignorante e não tem intenção de explorar economicamente os filhotes, querendo apenas um “netinho” , mas levando em consideração que não nascerá só um e o resto será dado ou vendido indiscriminadamente, a pessoa acaba sendo responsável por filhotes sem destino certo.

14 de ago. de 2011
O que é o C.E.D?
Gostaria de OFICIALMENTE apresentar o nosso mais novo projeto que objetiva um maior bem-estar para os gatos de rua da minha cidade, seu conceito e razões para seu desenvolvimento, de acordo com o seminário que participei na Humane Society de Toronto – o C.E.D.
Mas o que é C.E.D?
É uma técnica utilizada em vários países desenvolvidos, como os E.U.A, Inglaterra, Canadá e já é realidade em algumas cidades brasileiras, através de projetos pioneiros como os GATOS ENCANTADOS ( RJ ), a CONFRARIA DE MIADOS E LATIDOS (São Paulo) e o CATS OF NECROPOLIS ( Santos ).
O principal objetivo é o controle da população de gatos abandonados ou nascidos nas ruas, através da captura, castração e devolução dos mesmos aos locais de origem.
Algumas pessoas podem achar natural avistarem gatos pelas ruas. Mas infelizmente isso é resultado de uma política inexistente ou ineficaz de controle populacional de animais domésticos, somado à ignorância e descaso humano.
Mesmo em países onde existe um controle de animais abandonados, verificavam-se várias falhas em sua execução, que se limitava ao recolhimento e eutanásia desses animais.
Somente em New Jersey 25% dos impostos era utilizado para a eutanásia dos gatos após sua captura.
Gatos são excelentes caçadores. E forçados pelo abandono a retornar a um estado feral se tornam predadores da vida selvagem, competindo com os predadores nativos.
Gatos ferais, apesar do medo de humanos, sempre rodam ou invadem propriedades em busca de abrigo e comida e incomodam os moradores do local. E mesmo quando recolhidos por algum agente de controle de pragas e levados para um local distante eles retornam ao local de origem, isso se não forem eutanasiados. E a grande maioria dos gatos ferais recolhidos são mortos com a justificativa de controle de zoonoses.
Existem pessoas que se compadecem com a situação dos gatos ferais e os alimentam, mas somente alimentá-los faz com que permaneçam no local, atrai novos animais para o local e eles se reproduzam com mais sucesso, trazendo malefícios a curto, médio e longo prazo. As colônias onde os gatos são alimentados por humanos apresentam um número dobrado e até triplicado em relação a áreas onde eles são forçados a encontrar seu próprio alimento.
Em seu primeiro ano de vida uma gata pode ter até 30 filhotes. Com 30 dias após o parto ela fica prenhe novamente. Esses filhotes se tornam sexualmente maduros aos 6 meses de idade.
Atualmente somente na área urbana de Toronto existem cerca de 100 mil gatos ferais.
E mesmo que se tornem capazes de sobreviver em situação de abandono os gatos ainda são animais domésticos e não deveriam precisar viver em situações precárias.
Por que o C.E.D funciona?
Os projetos de C.E.D dos E.U.A, Canadá e Inglaterra se tornaram bem sucedidos a partir do momento que a sociedade como um todo se deu conta de seu dever para com aqueles animais.
Em parceria com protetores independentes e abrigos como as SPCA’s e Humane Society, as autoridades criaram conselhos públicos sobre os gatos ferais ( em New York há o Neighborhood Cats http://www.neighborhoodcats.org/ ) e liberaram verbas para que os gatos recolhidos fossem tratados em hospitais bem equipados, com profissionais capacitados para a técnica de castração de gancho ( que reduz para 24hrs o tempo de recuperação para soltura das fêmeas ) e castração pediátrica a partir dos 2 meses de idade, além de promover a conscientização da população em relação à castração, ao abandono, maus-tratos, e crueldade contra animais domésticos e os gatos ferais das áreas.
Também recrutam e oferecerem treinamento para fiscais das colônias a serem incluídas ou que já estão no programa, ampliando ainda mais o senso de responsabilidade das pessoas em relação aos gatos da vizinhança.
A dedicação é tão grande que mesmo nas temperaturas baixíssimas do inverno existe um trabalho de proteção para os gatos ferais das colônias, feito com a instalação de abrigos.
No Brasil infelizmente os governantes ainda não se deram conta do real impacto das ações do C.E.D para o país e os projetos desenvolvidos – assim como o nosso – se mantém apenas com doações de seus voluntários e pessoas que se sensibilizam com a causa.
Além disso, somente a castração desses animais de nada adianta sem a conscientização da população em relação ao abandono, bem estar de seus animais e penas severas contra maus-tratos e negligência, aspectos infelizmente esquecidos nos discursos políticos e de maneira efetiva nas leis brasileiras.
O impacto positivo das ações de castração é claramente visível em uma área urbana apenas 6 meses após o inicio das atividades. Somente em Toronto no ano passado mais de 400 gatos foram auxiliados com o C.E.D.
Em San Diego houve uma redução de 50 a 73% no número de animais recolhidos e eutanasiados nos abrigos.
Somente em Santos o Cats of Necropolis já esterilzou mais de 116 gatos, os Gatos Encantados 67 e a Confraria de Miados e Latidos conta com 46 animais atendidos desde 2008.
Esses números resultam em menos de MILHARES de gatos sofrendo nas ruas brasileiras.
O que acontece com os gatos no C.E.D ?
Primeiramente eles são capturados. Por causa do comportamento feral da grande maioria deles é necessário saber como não os estressar em demasia. As capturas ocorrem no final da noite ou começo do dia, quando os gatos estão mais ativos. Após serem capturados nas gatoeiras são encaminhados para os veterinários e anestesiados para o manejo.
Em Toronto além de um exame físico completo, os gatos também recebem vacinas e vermífugos contra parasitas internos e externos.
Após a cirurgia eles recebem um pequeno corte na orelha, que é a sinalização universal para animais castrados e logo que estão recuperados da anestesia são soltos em seus locais de origem.
O C.E.D não somente é eficaz no controle dos animais, mas também na redução de gastos que protetores têm com eles, se compararmos com todo o processo de resgate até adoção.
Em cidades como SP e RJ que o CCZ já oferece castração gratuita os custos se tornam menores, mas ainda altos para pessoas que ajudam dezenas de animais durante todo o ano. O C.E.D é fazer o bem, de forma rápida, prática, com baixos custos e enorme impacto positivo.
No meu caso, cada gatinho custa uma média de 250 reais até ser adotado ( quando não é necessário nenhum tratamento veterinário ) E, sinceramente, prefiro ajudar dezenas com o C.E.D em poucos meses, do que poucos em um ano.
Faço das minhas as palavras da Tatiana da Confraria: “A esterilização é a única saída efetiva. A única ação que vai fazer mais do que enxugar gelo (que nós continuamos a enxugar com os resgates, tratamentos e doações de animais que promovemos), que vai impactar a vida de tantos animais que nem é possível quantificar.”
Já montamos nossas estratégias e vamos fazer o possível com o dinheiro e a única gatoeira que possuímos ( agradecemos de coração, sempre, sempre por essa doação tão preciosa! ), nem que seja para pegarmos apenas um gato por semana.
Além disso, pretendemos educar as pessoas sobre o projeto e, quem sabe, no futuro, arrumar simpatizantes, parceiros para as capturas e mais doações.
Para finalizar, traduzo aqui um trecho importantíssimo do Neighborhood Cats:
“O C.E.D não objetiva resgatar gatos. Seu objetivo é o controle populacional e permanente redução do número de gatos ferais de uma vizinhança. Não objetiva dar a somente um gato maravilhoso um ótimo lar. É diminuir o número de gatos abandonados recolhidos e os números das eutanásias, reduzir os custos do controle de animais e criar ambientes melhores e menos hostis para esses gatos.”
Para saber mais sobre os projetos desenvolvidos em SP, Santos e RJ, acessem:
http://blog.miadoselatidos.com.br/2011/03/27/ced-captura-esterilizacao-devolucao-o-que-e-isso/
http://gatosencantados.blogspot.com/
http://catsnecropolis.blogspot.com/
Para mais informações sobre o nosso projeto em São Luís , mande um email : amor_e_miados@yahoo.com.br
10 de ago. de 2011
Melissa - a "gata de raça"
Mas agora ela está conosco, a salvo. E mesmo sem saber como vamos pagar as contas dela, da Milla e da outra gatinha que minha amiga está cuidando, vamos dar um jeito! Todos os resgatos merecem um final feliz, mas a estória da Melissa foi desumana.
