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13 de ago. de 2015

Escolhendo a melhor caixa de areia para seu gatinho

Traduzido de: http://consciouscat.net/2014/07/14/the-optimal-litter-box-for-your-cat/

Um gato saudável pode usar a caixa de areia em média de três a cinco vezes por dia. Deveria fazer sentido que algo que é usado tão frequentemente também fosse algo que merecesse a atenção dos humanos na hora da escolha. Infelizmente donos de gatos geralmente escolhem errado a caixa de areia, pelo ponto de vista do gato. 

A Associação Americana de Especialistas em Felinos fez uma lista descrevendo o que deve ser levado em consideração para escolher a caixa de areia perfeita para seu gatinho:

QUANTAS CAIXAS?

A regra de ouro é: o número de caixas de areia deve ser o dobro do número de gatos. 1 gatinho = 2 caixas. Isso também irá depender da personalidade dos gatos da casa, talvez você não precise de tantas caixas se elas forem grandes. 

Alguns gatos não se importam de dividir seus banheiros, mas outros não irão urinar nem defecar na mesma caixa de outros. Use a regra do número de caixas, mas ajustando de acordo com a realidade dos indivíduos na sua casa. Alguns donos precisam de apenas 1 caixa para cada gato, outros precisam de muito mais. 

caixas do Arthur e da Baunilha, tamanho JUMBO da Petmate ( importadas ) - 


O LOCAL ADEQUADO

Não coloque a caixa de areia em locais de passagem ou dificil acesso, pois o gato poderá não usá-la. Se a casa não for térrea, coloque uma caixa em cada andar, para que o gatinho não fique apertado. Essa regra tambem vale para casas muito grandes.  

Isso é especialmente importante se você possui gatos idosos, que podem não conseguir subir as escadas ou cruzar a casa a tempo para alcançar seu banheiro. 

Não coloque as caixas perto das fontes de comida ou agua. Gatos são animais extremamente limpos e não gostam de evacuar perto onde comem e bebem. Também evite colocar a caixinha perto de locais barulhentos, como lava-roupas, secadoras, etc. 

Não coloque as caixas grudadas ao lado uma da outra. Gatos irão vê-las como uma grande e unica caixa e se eles não gostarem de dividir com outros animais, não haverá vantagem em ter mais de uma. 

O TAMANHO É IMPORTANTE 

O tamanho da caixa de areia é tão importante quanto a localização dela. Neste caso, uma caixa grande é sempre melhor. É importante que o gato consiga se movimentar confortavelmente dentro da caixa, dando uma volta completa. 

Uma boa referencia é que a caixa tenha pelo menos 1 palmo a mais do que o tamanho do gato, do nariz até o começo da cauda. Para gatos maiores, até mesmo as maiores caixas disponiveis no mercado podem não ser o suficiente. Caixas plasticas grandes de armazenamento podem ser boas alternativas. 

um bom modelo: caixa de bordas altas, grande e com abertura mais baixa

A altura da borda também deve ser levado em consideração. Alguns gatos gostam de cavar e jogar bastante areia em cima de seus dejetos. Caixas com bordas mais altas ajudam a manter o comodo limpo e deixam o gatinho à vontade para suas escavações. 

CAIXAS COBERTAS OU ABERTAS?

A maioria dos gatos não gosta das caixas cobertas. Elas geralmente ficam mais apertadas para que os gatos possam se movimentar de forma confortavel e também mantém os odores dos dejetos bem perto do animal, tornando a caixa desconfortavel para eles. 

modelo de caixa fechada

Caixas de areia automaticas ou “auto-limpantes” também não são recomendadas. São uma comodidade para os humanos, mas não são a melhor opção para os gatos. 

TIPOS DE AREIA

Existem vários tipos de areia no mercado atualmente e pode ser dificil escolher uma delas. A maioria dos gatos prefere a velha e boa areia de argila, em grãos pequenos, sem cheiro. 

Mais importante do que o tipo de areia, é essencial que ela não tenha cheiro. Gatos possuem um olfato bem mais forte que o nosso e uma areia perfumada pode até ser uma boa escolha para nós, mas não para eles. Esses cheiros podem até mesmo fazer com que o gato evite a usar a caixinha. 

alguns tipos de "areia" disponiveis no mercado 

Se você quiser experimentar outro tipo de areia ( ex: argila branca em grãos maiores, silica, granulado de areia, etc... ), mantenha em outra caixa a areia que seu gato usava antes, para não confundi-lo. Gatos são animais metódicos e podem rejeitar novos tipos de areia. Se você não está tendo problemas com o tipo de areia usada, não é necessário mudar. 

Evite forros de plástico ou caixas com fundo de peneira. A maioria dos gatos não gosta desses modelos, pois incomoda suas patinhas. Os tapetes que retem areia também podem incomodar alguns animais. 

caixa com forro e com fundo de peneira

Não é necessário encher a caixinha de areia. Apenas 2 dedos de material, cobrindo o fundo da caixa, é o bastante para a maioria dos gatinhos. 

MANTENHA A CAIXA LIMPA

Limpe a caixinha de areia, removendo torroes de urina e fezes pelo menos 1x ao dia e reponha a areia com a mesma quantidade que foi retirada. Uma vez por semana, pelo menos, jogue fora toda a areia e lave a caixinha com agua quente e sabão neutro.

uma caixinha limpa é essencial

Não use produtos de limpeza com quimicas fortes ou que usem amonia, pois são toxicas para os animais. Quando as caixas de areia começarem a mostrar fissuras e manchas, está na hora de trocá-las. O ideal seria 1x ao ano, para impedir a absorção e proliferação de bacterias.

3 de abr. de 2015

Vacinas felinas: tipos, beneficios e riscos

O TEXTO É DIRECIONADO À GATOS CONFINADOS, DE CRIAÇÃO INDOOR, SEM CONTATO COM GATOS ESTRANHOS E SEM ACESSO À RUA 

Para decidir sobre quais vacinas o seu gato irá receber você necessita de um entendimento total dos riscos e benefícios de cada vacina. Para isso, é extremamente importante discutir sobre vacinação com o veterinário para que ele ajude você a sanar suas duvidas e decidir quais vacinas são as mais apropriadas. 

Informe ao veterinário sobre o estilo de vida do seu gato, o ambiente em que ele vive, historico medico, problemas de saúde e medicações que ele possa estar tomando. Lembre-se que o veterinário deve responder todas as suas duvidas e ajudar a decidir o que é melhor para seu animal. 

POR QUE GATOS PRECISAM SER VACINADOS?

O sistema imunologico tem um papel vital na saúde do seu gato. Uma das funções mais importantes deste sistema complexo de celulas e moleculas especializadas é proteger os gatos de doenças e infecções causadas por virus, bacterias e impedir que sejam hospedeiros de microbios e parasitas. 

Vacinas ajudam a preparar o sistema imunologico do gato a defender-se de invasões de doenças. 

Vacinas contém antigenos e quando é administrada, o sistema imunologico prepara uma resposta de proteção. Se o seu gato for, mais tarde, exposto à doença, o sistema imunologico dele estará preparado para prevenir a infecção ou reduzir a severidade da mesma. 

Apesar das vacinas terem um papel importante no controle de doenças infecciosas, a maioria não protege completamente contra as doenças ou tem o mesmo nivel de eficacia em todos os gatos. 

Para uma proteção extra, você deve se esforçar em fazer com que os niveis de exposição e riscos ao seu gato possam ser reduzidos. 

POR QUE FILHOTES PRECISAM DE VACINAS?

Algumas horas após o nascimento, gatinhos ingerem anticorpos maternos através do leite. Estes anticorpos ajudam a proteger o gatinho de doenças infecciosas até que o sistema imunologico deles esteja forte o suficiente. 

Infelizmente, os anticorpos maternos também podem interferir na habilidade da vacina em estimular a resposta imunológica no filhote. Para resolver este problema, veterinários administram as primeiras vacinas geralmente quando o gatinho possui entre 6 a 8 semanas de idade. 


Estas vacinas são reforçadas após 3 ou 4 semanas, quando os anticorpos maternos desaparecem, geralmente as 12 semanas de idade. Em alguns casos, como a primeira dose da vacina anti-rabica, ela somente é administrada após 12 semanas de idade, quando os anticorpos já desapareceram por completo. 

MEU GATO ADULTO DEVE SER VACINADO TODO ANO?

A resposta para esta pergunta depende, em parte, do tipo de vacina. Já existem no mercado vacinas anti-rábicas podem proporcionar uma proteção além de 1 ano. Essas vacinas protegem por 3 anos e podem ser o suficiente, mas é necessário ter feito todo o esquema vacinal do primeiro ano do animal  ( vacinas multiplas e raiva ) e conhecer as leis locais em relação ao controle desta zoonose. 

Pesquisas recentes sugerem que a vacina contra panleucopenia, rinotraqueite e calicivirose oferecem uma proteção adequada por vários anos, então muitos veterinários estão recomendando que os reforços não sejam aplicados em intervalos menores do que 3 em 3 anos. 



A Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais traz em suas diretrizes a vacinação a cada 3 anos e reforços apenas sob necessidade, após titulação de anticorpos, que é um exame que apresenta o nível de anticorpos que seu gato possui contra cada doença. 

SE SEU GATO TEM ACESSO À RUA OU À GATOS ESTRANHOS ( DE RESGATE, LAR TEMPORARIO, ETC ) MANTENHA AS VACINAS DELES ATUALIZADAS ANUALMENTE. 

TAMBÉM É RECOMENDADO TESTAR OS GATOS ACIMA DE SEIS MESES PARA AIDS E LEUCEMIA FELINA ( FIV/FELV )

No Brasil as vacinas disponíveis e recomendadas para gatos são divididas entre essenciais e opcionais.

VACINA OBRIGATORIA – Anti-rabica 

VACINAS ESSENCIAIS - Rinotraqueíte, Calicivirose e Panleucopenia

VACINAS OPCIONAIS - Clamidiose felina (Chlamydophila felis) e Leucemia viral felina (FeLV)

As vacinas multiplas/polivalentes são aquelas que combinam duas ou mais vacinas na mesma injeção, sendo elas:

• Tríplice felina: rinotraqueíte, calicivirose e panleucopenia
• Quádrupla felina: tríplice + clamidiose
• Quíntupla felina: quádrupla + leucemia. É recomendado testar o gato contra leucemia antes de aplicar a quíntupla. O teste é um exame sorológico.

HERPESVIRUS FELINO e CALICIVIROSE FELINA – O herpesvirus felino       ( que causa a rinotraqueite ) e a calicivirose felina são responsaveis por 80-90% das infecções do sistema respiratorio superior em felinos. Apesar de não serem severas em gatos adultos, essas doenças são potencialmente fatais em filhotes. Nariz e olhos com secreção, espirros e febre são os sintomas mais comuns. 

Além disso, os animais ficam apaticos e podem ter infecções sérias na boca, relacionadas à infecção com o calicivirus. Ambos os virus são transmitidos através das secreções do nariz, olhos e boca dos gatos infectados. Os gatos ficam doentes pelo contato direto com indiviuos infectados ou objetos infectados, como comedouros e bebedouros. 

A maioria dos gatos é exposto à estes virus em algum momento de suas vidas, geralmente quando são filhotes. Uma vez infectados, muitos gatos podem se livrar naturalmente do virus. Estes gatos carregam o virus adormecido por longos periodos e podem se tornar uma fonte de infecção para outros gatos. A proteção atual das vacinas minimize a severidade da doença, mas não evita a doença em todos os gatos. Mesmo assim, essa vacina é recomendada para todos os gatos. 

PANLEUCOPENIA – A panleucopenia felina é uma doença extremamente contagiosa e potencialmente fatal. Os sintomas incluem extrema apatia e perda de apetite. Febre, vomitos e diareria também são sintomas comuns, mas alguns gatos morrem subitamente com poucos sinais clinicos. Uma grande porcentagem de gatos com essa doença acabam morrendo, especialmente filhotes. O virus da panleucopia se encontra nas fezes dos gatos infectados e pode sobreviver em climas extremos por meses e até mesmo anos. 

O virus é muito resistente à maioria dos produtos de limpeza disponiveis no mercado. 

Até recentemente a panleucopenia era a doença infecciosa mais severa que um gato pode adquirir, matando milhares deles por ano. Graças ao desenvolvimento de vacinas mais eficazes, a panleucopenia é considerada, hoje em dia, uma doença comum. 

A resposta da imunidade gerada pelas vacinas é excelente e a grande maioria dos gatos vacinados estão completamente protegidos contra a doença e está vacina é recomendada para todos os gatos. 

CLAMIDIOSE – A clamidiose é causada pela bacteria Chlamydia psittaci. Conjuntivite é o sintoma mais comum, mas espirros e secreção nasal também podem ocorrer. Essa bacteria é transmitida com contato direto com um gato infectado e os maiores indices de infecção em gatos ocorre entre cinco semanas à nove meses de idade, especialmente naqueles que estão em ambientes com muitos gatos e com historico de doenças respiratorias. 

Gatos vacinados contra a clamidiose não estão protegidos contra a infecção mas experimentam uma forma menos severa da doença. Reações adversas relacionadas à vacina contra clamidiose são mais comuns do que outras vacinas felinas, mas geralmente são reações leves e se resolvem completamente com tratamento. Vacinação ( vacina quadrupla ) é recomendada para gatos em ambientes com multiplos gatos onde a clamidiose foi confirmada entre os individuos residentes. 

RAIVA – A raiva é uma ameaça a todos os gatos. Atualmente, o número de casos de felinos com raiva nos EUA é bem maior do que em cães e outros animais domesticos. Raiva é fatal e um problema de saúde publica. A vacinação contra raiva é recomendada para todos os gatos e obrigatória por lei. 




Gatos que tem acesso à rua ou jardins estão sob risco de encontro com morcegos e, consequentemente, expostos à possibilidade de contrair raiva. 

LEUCEMIA FELINA – O virus da leucemia felina é o virus que mais mata gatos. O virus se espalha pela saliva ou secreções nasais de gatos infectados e de mães infectadas para seus filhotes. 

A leucemia felina é uma doença muito seria e é estimado que menos de 20% dos gatos infectados sobrevivem mais do que três anos após a infecção. Anemia, cancer e infecções secundarias são resultado da deficiência do sistema imunulogico e são as consequências mais comuns da doença. 

Gatos que tem acesso à rua e gatos de abrigo são os individuos suscetíveis à Leucemia Felina. 

Gatos que vivem exclusivamente dentro de casa mas que convivem com  gatos positivos ou/e não-testados também estão suscetíveis à doença. Filhotes com menos de quatro meses de idade são os mais suscetiveis à infecção que gatos adultos. Gatos que vivem somente dentro de casa, sem exposição à gatos estranhos praticamente não estão expostos ou sob risco. 

A vacinação contra leucemia felina ( vacina quintupla ) é recomendada somente para gatos sob risco de exposição, especialmente aqueles com menos de quatro meses de idade. 

Essa vacina não é recomendada para gatos com risco minimo, especialmente aqueles com mais de quatro meses de idade. 

Já que as vacinas contra FELV não criam proteção total para todos os gatos, evitar a exposição e riscos é a  melhor maneira para evitar que seu gato se torne infectado. 

VACINAS SÃO PERIGOSAS? 

De uma forma geral, não. Mas, infelizmente não existem vacinas livres de riscos. Vacinas são indispensáveis para ajudar os gatos a lutar contra doenças infecciosas, mas como em qualquer procedimento  médico há uma pequena chance de reações. 

Para maximizar os benefícios e minimizar riscos, é importante vacinar o animal apenas contra riscos reais que seu animal possa estar exposto e, subsequentemente, desenvolver aquela doença. Também se assegure de informar seu veterinário sobre qualquer problema que seu gato pode estar experimentando, as medicações que ele pode estar tomando no momento ou reações à vacina que ele possa ter tido no passado. 

As reações podem ser leves ou severas: 

Reações leves - são as mais comuns e geralmente aparecem após algumas horas ou vários dias apos a vacinação e não duram mais do que alguns dias:
  • Desconforto no local da aplicação da vacina
  • Febre leve 
  • Menor apetite ou atividade 
  • Articulações temporariamente doloridas e lentidão após vacina contra calicivirose
  • Aparecimento de um inchação pequeno e firme abaixo da pele no local em que a vacina foi aplicada. Este inchaço geralmente desaparece em algumas semanas, mas avise o seu veterinário se ele ocorrer 
Reações severas - ocorrem bem raramente: 
  • Séria e potencialmente fatal reação alérgica após a aplicação da vacina, que pode ocorrer após alguns minutos ou até mesmo 1 hora 
  • Tumor chamado SARCOMA, que se desenvolve no local de aplicação da vacina e aparece semanas, meses ou até muito depois da vacinação 

Quer saber mais sobre? Leia!  Sarcoma de Aplicação 


O QUE DEVO FAZER SE MEU GATO APRESENTAR REAÇÕES? 

Primeiramente, procure o seu veterinário. Apesar de doenças relacionadas à vacinas serem incomuns, as consequências podem ser sérias. Seu veterinário é a pessoa mais qualificada para orientar você se estes efeitos adversos acontecerem. 

Fonte e tradução: 

Vacinas felinas, riscos e benefícios - http://www.vet.cornell.edu/FHC/health_resources/Vaccines.cfm

Vacinação em gatos no Brasil - http://portalmedicinafelina.com.br/vacinacao-em-gatos-no-brasil/

2 de abr. de 2015

Fazendo a transição do seu gato para Alimentação Natural - Parte I

*Acompanhamento de um veterinário especialista é fundamental para alimentação natural. Nada de fazer experiencias com seus bichinhos por conta própria*

Texto traduzido de: http://www.rawfedcats.org/practicalguide.htm

Se o seu gato vem recebendo uma dieta constante de ração seca, é importante saber que a transição para alimentação natural crua pode levar algum tempo e necessitará de alguma persistência, perseverança e, acima de tudo, uma boa parcela de paciência da sua parte. 

Ou, talvez não. 

Cada gato é diferente. Alguns irão aceitar a alimentação natural como se simplesmente estivessem esperando que seus humanos se dessem conta de que eles deveriam estar comendo aquilo por toda a sua vida. Para estes gatos, a transição é relativamente simples, rápida e fácil. Outros gatos podem ser mais lentos para fazer a mudança e outros gatos podem demorar mais ainda, principalmente se forem mais velhos ou cheios de hábitos.

conhecer os hábitos e particularidades de seu gatinho ajuda muito na transição :)

Gatos que se tornaram viciados em ração seca ou patê em lata são os que precisarão de mais tempo para a transição. Estes são os gatos que irão precisar de mais determinação e esforço de sua parte, para ajudá-los a mudar para uma dieta crua. A transição pode e irá acontecer, desde que você esteja disposto a fazer a sua parte. 

É necessário um pulso firme, mas gentil e paciência de sua parte, assim como a compreensão de que o seu gato irá tomar o tempo que ele precisar para entrar na alimentação natural. 

Aqueles que possuem filhotes irão descobrir o quanto os pequeninos fazem a transição quase que imediatamente, com pouca ou nenhuma hesitação. Quanto mais novo o gato, mais rápido e fácil é a transição para uma dieta crua. Gatinhos bem novos sabem instintivamente o que os seus corpos precisam e irão aceitar comidas cruas naturalmente. 

bebês de 30 dias comendo carne crua :) 

NADA DE RAÇAO DISPONIVEL O TEMPO TODO!

Se você mantém ração seca disponível o dia inteiro para seu gato, um dos primeiros passos para a implementação da alimentação natural é PARAR DE DEIXAR A RAÇÃO DISPONÍVEL. 

Isso não significa de forma alguma suspender a ração seca, a ideia é acostumar o gato a ter horários para comer. Gatos acostumados a comer ração seca sempre que querem acabam ficando viciados. E se eles continuarem a ter acesso à ração, aos pouquinhos, sempre que desejarem, eles nunca irão experimentar a ingestão de alimentos pelo instinto básico da fome e possivelmente nunca irão desenvolver um apetite por algo novo.


ele não come a ração "toda hora" por gostar. a maior ingestão irá suprir os baixos nutrientes

Permita que seu gato  coma ração seca apenas por um limitado período de tempo por dia, algo como 20 a 30 minutos por refeição. Deixe-o comer à vontade e quando ele terminar, retire a tigela do chão e mantenha-a longe do alcance. 

Oferecer a refeição em horários estabelecidos irá ajudar em vários aspectos: primeiro, irá restabelecer o apetite do seu gato e isso estará ao seu favor para ajudá-lo a mudar para a dieta crua. 

Segundo, irá quebrar o circulo de vicio no carboidrato da ração, que não possui nenhum tipo de beneficio ou espaço na dieta de um carnívoro estrito. 

Quer saber mais? Continue a ler! - Fazendo a transição do seu gato para Alimentação Natural - Parte II


29 de mar. de 2015

Cistite felina e cálculos urinários

Texto traduzido de: http://feline-nutrition.org/health/feline-cystitis-and-bladderkidney-stones

Escrito pela Dra. Lisa A. Pierson, médica veterinária especialista em felinos, especialista em alimentação biologicamente apropriada e problemas de saúde causados por alimentação inadequada. 


Cistites e cálculos urinários são extremamente comuns em gatos e podem ser condições dolorosas e até mesmo uma ameaça à vida do animal. 

Cistite pode levar à um modo inapropriado de urinar – urinar fora da caixinha de areia – e os calculos podem causar uma ruptura fatal da bexiga, pois eles bloqueiam a saída da urina. 

bexiga de um gato prestes a se romper por  cálculos bloqueando a saída da urina  

Qualquer gato que está repetidamente entrando na caixa de areia, mas evitando urinar, precisa de atendimento veterinário imediato. 

É importante notar, no entanto, que cristais não são a mesma coisa que cálculos. Cristais são geralmente um achado comum na urina de um gato e a presença deles não necessita colocar o animal em uma “dieta terapêutica”.  É comum vermos muitos casos de “cristais em urina” em gatos, mas como essa amostra foi manipulada não é levado em consideração. É muito importante compreender que cristais se formam automaticamente quando a urina sai do corpo, em um periodo bem curto de tempo. Se o veterinário não examina a urina logo após a coleta ou se manda para um laboratorio, ou utiliza uma amostra que o dono trouxe de casa, um diagnostico errôneo de cristais pode acontecer. 

Isso é chamado de resultado “falso positivo”  e levam o dono a se preocupar sem necessidade, colocando o animal em uma “dieta terapêutica” inapropriadamente. 

Quando falamos de saúde dos rins e da bexiga, nunca é demais enfatizar a importância da água no organismo felino e tanto na prevenção quanto o tratamento das doenças que atingem esses órgãos. 


Quando um gato está em uma dieta de ração seca, eles produzem uma urina mais concentrada, com maior densidade e produzem um volume de urina menor que resulta em uma concentração maior de cristais presentes na urina. Isso aumenta a chance destes cristais se tornarem calculos. A urina concentrada e em um volume menor também podem irritar muito a parede da bexiga, podendo causar uma cistite. 

tipos de cálculos mais comuns em felinos 

Por favor, lembre-se sempre que gatos possuem pouca sede e foram feitos para conseguir a água que precisam de suas comidas. Uma dieta de alimentação natural ou patê de lata irá manter um nível adequado de água passando pelo trato urinário e ajuda a manter a saúde destes órgãos. 

O PH urinário também é considerado quando se discute problemas de trato urinário mas realmente devemos parar de focar no PH. Novamente, uma dieta com niveis adequados de agua é o mais importante, não o PH da urina. Muitas dessas “dietas terapeuticas urinárias” são formuladas para acidificar o PH da urina, mas na verdade, essas dietas podem exarcerbar as cistites. 

Também, essas dietas que são tão comumente prescritas, podem acabar promovendo calculos de oxalato e hipocalemia, uma condição que ocorre quando há uma quantidade baixa de potássio presente na corrente sanguínea, que pode causar ritmo cardiaco anormal, fadiga, paralisia, constipação, fraqueza ou espasmos musculares e lesões musculares. 

É importante notar – para aquelas pessoas que ainda se preocupam excessivamente com o PH urinário – que há muitos fatores que determinam o PH da urina e um deles é a dieta.  

Em relação à saúde urinária e ração seca, além da falta de umidade neste tipo de dieta, há também uma correlação entre o consumo de uma dieta com altos niveis de carboidratos e a formação de cristais de estruvita, como mostrado no estudo publicado em Fevereiro de 2004 no Jornal Americano de Pesquisa Veterinária. 

Veterinários usualmente prescrevem “rações terapeuticas” para problemas urinários mas, novamente, essas dietas possuem no máximo 10% de umidade e contém VÁRIOS tipos de ingredientes, químicas e conservantes inapropriados. Também precisamos lembrar que rações possuem altos níveis de carboidrato e que gatos são CARNÍVOROS, ou seja, não aproveitam NADA de carboidratos. 

Quer saber mais? Leia! 






o que faz mais sentido para aumentar o fluxo de agua no aparelho urinário de um carnivoro estrito?

Dieta não é o unico fator envolvido em casos de cistite, mas é um dos mais importantes e um que podemos controlar com mais facilidade. 

Stress também é um fator significativo nos casos de cistite e até mesmo gatos que são alimentados com alimentação natural ou dietas de somente patê em lata podem sofrer de crises de cistite. Esta é uma doença muito frustrante de lidar e é algo que os veterinários ainda não possuem todas as respostas. 

O que sabemos é que diminuir as possíveis condições de stress e aumentar a quantidade de agua na dieta são os fatores de manejo mais importantes. A quantidade de umidade na dieta é facil de controlar. Os fatores de stress que influenciam cada gato é um pouco mais complicado, já que a maioria deles é muito sensivel e, geralmente, são silenciosos quando estressados. 

Cistite pode ser uma condição extremamente dolorosa e é muito importante colocar estes gatos sob tratamentos para dor. Lembre-se que dor = stress e minimizar o stress é um fator importante para estes animais. Infelizmente muitos veterinários não lembram da dor que esta doença causa e acabam não tratando essa parte importante deste problema comum em felinos. 

Uma observação sobre antibioticos: a maioria dos casos de cistite são estereis. Ou seja, não são resultado de infecção e não é necessário o uso de antibióticos nestes animais. Apenas 1% dos casos de cistite em gatos abaixo dos 10 anos de idade possuem algum tipo de infecção no trato urinário e, memso assim, a maioria dos veterinários coloca estes animais em terapias com antibiotico quando essas drogas não são necessárias. A maioria dos gatos abaixo de 10 anos produz urina bem concentrada e bactérias não se proliferam bem em urinas concentradas. 

exames ajudam no diagnostico e poupam tempo e sofrimento ao animal 

Em gatos acima de 10 anos de idade, as infecções são mais comuns mas isso também não significa colocá-los automaticamente em tratamento com antibioticos. 

Gatos mais velhos são mais propensos à infecções já que doenças renais são mais comuns neste grupo e, então, estes gatos possuem urinas mais diluidas que não são tão hostis para o crescimento de bacterias. 

Diabetes também é mais comum em gatos de acima de 10 anos de idade e a diabetes faz com que o gato esteja mais propenso à infecções do trato urinário. 

Exames e cultura de urina DEVEM SEMPRE SER UTILIZADOS se o paciente tiver baixa densidade urinaria ou diabetes. A maioria dos casos de cistite não ocorrem por causa de infecções. É por isso que é sempre importante realizar exames ANTES de recorrer à antiboticos. Estas drogas devem ser somente usadas quando existe infecção. 

Exames e cultura de urina identificam se a bacteria está presente e diz ao veterinário qual o tipo de antibiotico mais apropriado para aquela infecção. 

O melhor modo de conseguir amostra de urina é através da cistocentese, que envolve o uso de uma seringa e agulha para obter a amostra diretamente da bexiga. O animal não sente dor neste procedimento e é o melhor metodo para conseguir uma amostra de urina correta para exames e identificação de possiveis infecções. O problema deste metodo é que essa amostra pode ser dificil de conseguir, já que gatos com cistite urinam frequentemente e a bexiga pode não estar cheia o suficiente para conseguir uma boa amostra. 

Para resolver este problema, alguns veterinários dão ao gato uma dose de fluidos e tiram a caixinha de areia do animal por algumas horas, para que a bexiga se encha e assim é feita o procedimento. 

cistocentese em gatinho 

Devemos parar de tratar todos os casos de cistite com antibióticos, antes dos exames serem feitos e termos uma real evidência de infecção. 

Cistite irá frequentemente retornar nestes pacientes e este problema de saúde pode ser muito frustrante para todos os envolvidos. Mas, por outro lado, a maioria dos gatos terá seus sinais clínicos resolvidos sem nenhum tratamento. Na verdade, geralmente brincamos que um gato com cistite irá ficar bem após 7 dias de tratamento, ou em 1 semana, sem nenhum tratamento.



Diabetes Felina - A influência da dieta - Parte I



Traduzido de Feline Diabetes: The Influence of Diet

Diabetes mellitus em felinos é similar a diabetes tipo II, tambem conhecida como diabetes não-dependente da insulina . Nestes pacientes o pâncreas é capaz de produzir insulina, mas não em quantidades adequadas para controlar o açúcar no sangue. 

Isso pode ser resultado da inflamação ou exaustão do pancreas devido à elevação cronica do açucar no sangue e/ou se as celulas sanguineas se tornam resistentes à insulina. Independente da causa, no fim a insulina produzida pelo pancreas não é o suficiente para controlar o açucar no sangue. 

Glicose é um tipo de açucar, então ambos os termos glicose no sangue e açúcar no sangue são utilizados. 




Algumas doenças podem contribuir e causar a diabetes se eles prejudicam o pancreas ou causam aumento do açucar no sangue. Estas condições incluem pancreatites, que é a inflamação do pancreas, problemas hormonais como hipertireoidismo ou hiperadrenocorticismo ou infecções persistentes, como uma infecção dental crônica. Algumas drogas podem causar aumento do açucar no sangue, sendo as esteroides as mais comuns, o que tambem pode contribuir na diabete em felinos.

Por ultimo a obesidade contribui com a diabetes. A obesidade em gatos leva à resistencia da insulina periferica. Uma substancia chamada amiloide que interfere com a função do pancreas tambem foi encontrada em gatos obesos. Algumas raças parecem ser mais propensas a desenvolver diabetes, como os Burmeses. 

Obesidade é uma doença, não é bonitinho! Gatos obesos tem mais chances de adquirirem diversos tipos de doenças, inclusive diabetes 



As razões mais comuns para obesidade e resistência à insulina periferica em gatos, no entanto, são bem simples: uma dieta inapropriada com altos niveis de carboidratos e baixa atividade fisica. 

Para entender como isso ocorre, nós devemos entender os felinos, suas necessidades dietéticas e o que seus corpos não precisam e transformam em gorduras.  

Gatos são carnivoros estritos. Isso significa que eles precisam comer carnes como parte primordial de suas dietas. De acordo Kirk, Debraekeleer e Armstrong gatos possuem adaptações unicas em anatomia, fisiologia, metabolismo e comportamental para uma dieta estritamente carnivora. 

ração = carboidratos = açucares


Os felinos são incapazes de sintetizar certos aminoacidos, primariamente taurina, que deve ser consumida e só pode ser encontrada nas carnes. Gatos tambem precisam de outros aminoacidos e vitaminas que apenas são encontrados em tecidos animais. Além disso, ao contrário de outras especies, os gatos processam a proteina para conseguir manter niveis apropriados de açucar no sangue e tem uma habilidade limitada de usar carboidratos, como o amido e açucares, como fonte de energia. E então, estes carboidratos se armazenam no animal como gordura. 

Esta é a principal razão da ração seca, que requer um alto nivel de carboidratos para ficar no formato de grãos, contribui para a obesidade e resistencia à insulina. 

O QUE ACONTECE NA DIABETES E QUAIS OS SINAIS? 

As celulas do corpo requerem insulina para serem capazes de transformar glucose em energia. Quando as celulas não conseguem usar a glicose, elas essencialmente passam fome, o que resulta em perda muscular, fraqueza e alguns problemas neurologicos. Além disso, quando o açucar no sangue é excessivo, ele é excretado pelos rins e tambem libera agua no processo, resultando em um aumento de urina e de sede, chamado de “diurese osmótica.” 

gatos diabeticos bebem mais agua para tentar compensar o que é excretado pelos rins por causa dos altos niveis de açucar

Sinais de diabetes melitus podem incluir: aumento da ingestão de agua, aumento de apetite, perda de peso, letargia, mudança no comportamento de auto-limpeza e/ou uma postura de agachamento, conhecida como “andar nos jarretes”. Se você tem vários gatos e/ou não observa a ingestão de agua deles, você pode notar se há aumento do tamanho dos torrões de urina na caixa de areia e até mesmo aumento no número deles. 


gato normal x gato "andando nos jarretes" 



COMO A DIABETE FELINA É DIAGNOSTICADA? 

Há muitos testes que podem ser feitos para ajudar no diagnostico da diabetes melitus. Um dos mais simples deles é procurar açucar na urina. Isso pode ser feito por uma coleta de urina do seu gato e analise laboratorial ou levar o gato para o veterinário e retirar a amostra de lá mesmo, por cistocentese. 

No entanto, o stress de manipulação pode causar um falso positivo, ou hiperglicemia por stress, quando há um aumento de açucar no sangue por uma situação estressante, então mesmo se a glicose for detectada na urina, mais testes devem ser realizados. 


exames de sangue são essenciais para fechar o diagnostico de diabetes 

O veterinário irá precisar de pelo menos um exame de sangue para detectar a glucose no sangue e contagem das celulas sanguineas além de um exame bioquimico para avaliar os niveis da tireoide. Estes exames avaliam a função dos orgaos internos e verifica se há outras possiveis doenças correlacionadas como pancreatites ou hipertireoidismo. 

28 de mar. de 2015

Doença renal, fosforo e dietas cruas

Texto da Dra. Lyn Thomson traduzido de http://feline-nutrition.org/answers/answers-kidney-disease-phosphorus-and-raw-diets

Dr. Lyn Thomson formou-se na Universidade de Bristol, na Inglaterra e está se especializando na Australasian College of Nutritional and Environmental Medicine. Uma veterinaria dedicada e experiente em relação à nutrição biologicamente apropriada, ela trabalha em Auckland, Nova Zelândia. 



Manejo da dieta é um importante fator para gatos com problemas renais e existem 3 aspectos fundamentais a serem levados em consideração:

1-      INGESTÃO DE AGUA

Gatos com problemas renais cronicos são mais propensos a ficarem desidratados pela redução da habilidade dos rins de conservarem agua atraves da concentração de urina. Manter um bom nivel de ingestão de agua é muito importante, já que gatos geralmente conseguem agua de seu alimento. 



Gatos com doença cronica renal deveriam, sempre que possivel, serem alimentados com comida umida ao invés de ração seca baseada em grãos.

2-      NIVEIS DE PROTEINA

A dieta ideal para um gato com problemas renais deveria possuir um alto nivel de proteina animal adequada e altamente digestivel, como coelho ou frango. Muito  da toxidade que acumula no sangue durante problemas renais são resultado da baixa  de proteina. Clinicamente, descobrimos que nossos gatos renais ficam muito bem quando alimentados com proteinas de qualidade. 

carne de coelho 

Dietas com menor teor de proteina tendem a ter menos sabor e, geralmente, mudar o gato para uma dieta crua, com proteinas de alta qualidade, ao inves de utilizar “ração para gatos renais” melhora o apetite deles.

3-      BAIXO FOSFORO

Fosforo é um mineral essencial para uma boa saúde. Um organismo saudavel é capaz de regular niveis de fosforo adequados e remover o excesso, através do rins. Os rins de um gato com problemas renais graves já não podem mais excretar o excesso de fosforo. A maioria deles irá apresentar niveis altos de fosforo no seu sangue, conhecido como hiperfosfatemia. Hiperfosfatemia pode apresentar perda de apetite, perda de coordenação, enfraquecimento e espamos. Geralmente o gato fica de cabeça baixa, pois está muito fraco para levantar a cabeça.

Restringir o fosforo na dieta apresentou resultados bastante beneficos para proteger os rins de danos mais graves. O fosforo pode ser restringido ao tirar alimentos com alto nivel de fosforo da dieta dos animais e usando medicamentos para controlar os niveis, mesmo depois que continuem altos com a restrição na dieta.

bucho é um exemplo de proteina com baixo fosforo


Alimentos com alto nivel de fosforo são dificeis de definir para um carnivoro estrito como os gatos. Carne bovina é vista como alta em fosforo, apesar de não ser alto para um carnivoro estrito. Mas, para um gato com problemas renais, pode ser um desafio.

Optamos por oferecer ossos carnudos juntamente com a mistura de carnes moidas. Os ossos moidos ajudam a balancear os niveis de fosforo ao mesmo tempo em que fornecem calcio. Descobrimos que nossos gatos com doença renal cronica ficam muito bem com dietas cruas, já que a dieta fornecem calcio e fosforo em perfeita combinação. Se percebemos que o nivel de fosforo no sangue não diminui, utilizamos medicamentos para diminui-lo. Esse tipo de remedio só pode ser utilizdo sob prescrição veterinaria.

SOBRE “RAÇÕES RENAIS”

Geralmente são feitas com os seguintes ingredientes: niveis reduzidos de proteina, niveis reduzidos de fosforo, niveis reduzidos de sodio, altos niveis de omega 3, altos niveis de vitamina B e são adicionados antioxidantes. Há muito debate em relação à redução de proteina para um carnivoro estrito e, como uma veterinaria que utiliza alimentação natural, optando por proteinas de alta qualidade e digestibilidade, ao invés de diminuir estes niveis utilizando proteinas com base vegetal ou que são dificeis de digerir como farinha de frango, farinha de peixe ou farinha de milho.

Reconhecer que dietas naturais cruas não possuem niveis elevados de proteina é algo muito importante.

Essa é a dieta apropriada para um carnivoro estrito. Nenhum estudo mostrou de maneira conclusiva que a redução de proteina irá prevenir a continuação da falencia renal e todos esses estudos apenas mostram a redução de proteina, diminuição do fosforo e do sal.  A diminuição de fosforo concentrado como sendo muito mais importante no manejo de falencia renal em gatos é agora levado em consideração, devido à natureza de carnivoro estrito e sua alta necessidade de proteina. As rações renais também apresentam suplementação de potassio, vitamina B e omega 3.

seu gatinho renal pode viver bem, sem precisar comer ração :) 


Então, como podemos alcançar isso em uma dieta natural crua?

De forma bem interessante, as dietas cruas comuns são quase perfeitas para os gatos com falencia renal. Proteinas de alta qualidade e digestibilidade, com muitos oleos essenciais das “presas cruas”. Com altos niveis de vitamina B derivados dos orgãos e niveis baixos de fosforo por causa dos ossos carnudos, comparados com rações a base de cereais. Se você está oferecendo carnes organicas, é interessante adicionar omega 3, já que esse tipo de proteina geralmente possui menos teores dessa gordura boa.

Uma dieta de carnes cruas é ideal para qualquer gato e possui todos os itens necessarios para um carnivoro estrito. Se considerarmos que a grande maioria dos gatos estão em um estado de desidratação crônico, causado por ração seca industrializada, não é surpresa que gatos mais velhos apresentem falencia renal.

Colocar estes gatos renais em dietas com o alto nivel de umidade que as carnes cruas oferecem pode ser um grande diferencial para eles.