Dia 10/05/2011 pela manhã fui buscar os bebes, e quando cheguei no lugar somente 3 estavam vivos ( 2 machos e 1 fêmea: que chamamos de Magic, Alejandro e Geórgia ), num estado lastimável, dentro de uma caixa de sapatos com um paninho que não os esquentavam, já estavam gelados, coloquei os três dentro da minha blusa de moletom e fui ao encontro da Tati. Chegando lá, demos leitinho para eles e os mantivemos aquecidos.
No decorrer da primeira semana eles permaneceram bem, estáveis (inclusive um dos machinhos que tinha um probleminha no abdomem, e que quando respirava um tipo de bolha de ar se inflava p/ fora do corpinho, o Magic), eu lhes dava a mamadeira de hora em hora e estimulava seu xixi e coco em seguida, tudo estava “perfeitamente bem”, estavam ganhando peso... Até que dia 17/05, as mamadas já haviam se espaçado um pouco, dei as mamadeiras das 22hrs, e qdo voltei p/ dar a das 24hrs o Magic estava morto. Me desesperei, chorei, me achei uma incompetente, não sabia o que fazer... mas eu não podia desistir por medo, tinham mais 2 que precisavam de mim.
Na sexta feira dia 20/05 à noite, o Alejandro começou a ficar apático, eu desesperada e já chorando liguei p/ a veterinária, a única alternativa era eu ir até o petshop, comprar um antibiótico injetável (como eles eram muito bebezinhos poderia deixá-los cegos e/ou atrapalhar o crescimento, mas como não sabíamos o que eles tinham, esse antibiótico que tem um largo espectro de ação era o mais indicado) e aplicar nos 2 gatinhos por 10 dias, pois devia ser alguma doença que veio da mamãe deles, já que não tiveram contato com outros gatos, e todas as suas coisinhas eram higienizadas. Foi o que eu fiz... tirei coragem não sei da onde e apliquei a primeira injeção no Alejandro, porém sábado de manhã sem ao menos ir vê-los, eu já sabia que ele estaria morto... pedi p/ meu marido ir pega-lo pois não tinha coragem de ver mais um bebezinho morto. Tendo perdido os 2 irmãozinhos, restou a Geórgia.
A Geórgia estava super bem, castrada e com a primeira dose de vacina, então chegou a hora tão temida por mim: colocá-la para adoção. Mesmo sabendo desde o principio que seria assim, o coração ficou apertado... A foto dela foi p/ o site, e não demorou muito surgiu uma família interessada, depois de conversarem com a Tati, a família estava dentro do perfil: Ela não teria acesso à rua, e teria sua tão merecida boa vida com a nova família.Em um sábado fomos: meu marido, eu (chorando e tirando o que seria nossa última foto juntas, rs) e Geórgia conhecer a nova família e ver se realmente poderíamos entregá-la.
Para minha surpresa a família tinha perdido recentemente uma gatinha com sintomas de envenenamento, e seus outros 2 gatos, tinham acesso à rua, bem como Geórgia teria se lá tivesse ficado. Bom... eu não deixei ela lá, nunca entregaria nenhum gato para uma família (por melhor que esta fosse) se este ter acesso à rua, questionei se existia a possibilidade dela telar a varanda do quarto (para evitar quedas) e o portão, e ela disse que a gatinha ficaria dentro da casa e tudo ficaria sempre fechado...sei bem.
Voltamos para casa com a Geórgia, e daí p/ a frente tudo começou a mudar, antes ela ficava sozinha em um quarto, a partir desse sábado ela se juntou aos meus gatos, meu marido que mal havia olhado para ela até então (e que impôs como condição para eu poder continuar a fazer LT não ficar com mais nenhum, afinal já tinha 8 gatos), começou a paparicá-la, ela passou a dormir entre nossos travesseiros, virou o xodozinho da minha casa, e a mascotinha dos outros gatos, TODOS brincam com ela, quando estão dormindo ela inferniza cada um até achar alguém disposto a brincar com ela, e ela sempre acha.
Sua foto continuou no site, afinal ela ainda estava disponível para adoção, e no decorrer dos dias recebi um novo e-mail da Tati dizendo que tinha outra pessoa interessada nela, ao que eu li o e-mail para meu marido ele rapidamente disse: “Ela não vai mais embora, olha que gostosa!” apontando p/ ela, que estava dormindo de barriga p/ cima na maior folga. Graças a Deus ela não ficou com seqüela alguma por conta do antibiótico, é super amorosa, arteira, espoleta, está crescendo e ganhando peso como um gatinho que foi amamentado pela mamãe gata e que nunca teve nenhum problema de saúde!!!
E assim ficou definido: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da casa, a Geórgia FICA!!!”
Marcella, esta é uma história muito emotiva. Graças a você, este pequeno ser sobreviveu uma tragédia. Você fez o impossível e todo deu certo. Parabéns e muita felicidade para você e sua família peluda.
ResponderExcluirMargret
Que linda história. Geórgia é uma sobrevivente guerreira e teve muito sorte de encontrar pessoas boas e lutadoras. Parabéns!
ResponderExcluirPoxa,emocionante a historia! É nessas horas q o coração fala mais alto né? Maravilhoso! Um abraço!
ResponderExcluireu sei o q é amor por tricas *-* tenho 3 duas delas são mãe e filha adotadas na Confraria dos miados e latidos e tbm intendo problema de ter um LT e não se apaixonar por tods, rs, uma das minhas tricas adotou um bebe q resgatamos e ateh começou a ter leite para dar para ele, não tem cmo separar assim neh , agora tenho 5 gatos mais os q são LT. mas tricas são minha paixão *-* Thamy, Tushy e Sonyca rsrs
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